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"O ser humano é capaz de tudo, até de querer coisas nocivas e negativas para si mesmo."

- Claudia Raia

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26 junho 2013

Namorado de Claudia Raia estreia em duas séries e aparecerá nu em uma delas


Com 43 anos, o ator e bailarino Jarbas Homem de Mello - nome conhecido quando o assunto é musical - irá estrear em duas séries e em um filme ainda neste ano. Em entrevista ao UOL, no último sábado (22), na Casa das Rosas, em São Paulo, o ator explicou que o corpo é sua "ferramenta de trabalho", e por isso é adepto da malhação diária e de uma alimentação correta, além de ser um fator importante na hora de ficar nu em cena.
"Fazer uma cena de sexo, por exemplo, é complicadíssimo, tem 15 pessoas no set, maquiador dando retoques e um cara vendo tudo pela câmera. É constrangedor. Ficar nu lida com sua insegurança, com sua autoestima. Mas aí você pensa: Estou pelado e é isso. É o que temos para o momento e vamos fazer da maneira mais digna possível", afirmou o ator, que aparecerá sem roupa nas séries "Se Eu Fosse Você" e "Psi".
Após o fim do espetáculo "Cabaret", Jarbas tem colhido os frutos de seu trabalho e em setembro  estreia na sitcom "Se Eu Fosse Você", na Fox e em outubro no filme "Os velhos Marinheiros", do diretor Marcos Jorge. Em agosto, ele começa a ensaiar o musical "Crazy For You" com a namorada, Claudia Raia. Pela primeira vez o casal viverá um par romântico nos palcos. Além da série dramática "Psi" em produção pela HBO, baseada em romances do psicanalista Contardo Calligaris, prevista para 2014, com Claudia Ohana e Emílio de Melo como protagonistas.
Ao lado dos protagonistas Heitor Martinez (Heitor) e Paloma Duarte (Clarice) em "Se Eu Fosse Você" – baseada no filme homônimo do diretor Daniel Filho -, Jarbas interpretará o cafajeste Tadeu, melhor amigo de Heitor e será responsável por atrapalhar o casal durante a mudança de sexo. "O Tadeu é um típico canalha, canastrão, aquele cara da piada pronta. O tio bêbado do batizado, sem noção, fora da casinha", contou aos risos.
Já em "Psi", Jarbas viverá um homem de 40 anos, culto, bem sucedido, que foi garoto de programa no passado e sofre uma psicopatia grave . Para dar vida ao personagem, o ator precisou fazer um laboratório especial, "meio catártico", no qual teve escrever uma carta para seu outro eu. "Escrevi três páginas chorando, não conseguia controlar e antes de fazer a cena lia e entrava em um estado psicológico diferente do meu. É um processo bem legal", afirmou ele, que durante uma semana ficou mal depois de explorar a si mesmo.
"Quero gastar meu tempo com essa pessoa"
Depois de ser jurado do reality show "Se Ela Dança Eu Danço", do SBT, o gaúcho ganhou ainda mais notoriedade na mídia há cerca de um ano e meio quando começou a namorar Claudia Raia. Apaixonado, Mello elogiou o relacionamento com a atriz.
"Estamos sempre juntos. Começou na brincadeira e ficou sério. A gente foi se conquistando, quando vimos não desgrudávamos mais. É um encontro bem maduro, uma escolha. É muito legal quando essa pessoa se torna sua referência. Quero gastar meu tempo com essa pessoa. Isso é muito bacana. Envelhecer é muito bom", declarou-se o ator, um dia antes de viajar com a namorada, a enteada Sophia e sua família para os EUA.
Além de visitarem Orlando, o casal passará por Nova York onde assistirão alguns espetáculos da Broadway. Eles voltam ao Brasil em 8 de julho.
"Sou um gaúcho mineiro"
Artesão de sapatos, Jarbas começou a se interessar pela arte aos seis anos de idade, durante as brincadeiras de crianças nas quais queria se transformar em outra pessoa. Depois de trabalhar como produtor e com o teatro mambembe e de revista, o ator estreou nos palcos em 1991, com a peça "Sonhos e Saudades". Paralelamente tocava na banda de rock "Espelho do Mundo" e fazia shows durante os plebiscitos do PT (Partido Trabalhista).
"Nunca pensei em televisão, quando saí de Caxias do Sul e vim para São Paulo foi pensando no teatro, que é o grande barato do ator, é onde o ator bebe. Gosto de televisão, mas acho muito difícil, é uma linguagem que não domino, tem uma rapidez, precisa ter disponibilidade. Estou me envolvendo mais agora. A televisão é uma consequência do teatro", afirmou o ator que se considera um "gaúcho mineiro". "Chego devagarinho", completou ao falar do jeito discreto. 
Questionado se pensa em fazer novelas, Jarbas é direto: "Penso em fazer bons personagens. Exercitar meu oficio da melhor maneira possível"

CLIQUE PARA MAIS FOTOS DO ENSAIO COM JARBAS HOMEM DE MELLO.

Fonte: Uol

12 maio 2013

Claudia Raia: ‘Agora serei lembrada como a vilã da seringa’


RIO - Quem diria que um objeto que custa menos de R$ 2 nas farmácias ganharia um lugar na história da carreira de Claudia Raia. Mas, na opinião da própria atriz, Lívia Marini se tornou “a vilã da seringa”. O título é comprovado nas ruas:

— Outro dia estava jantando num restaurante em São Paulo com o meu namorado (o ator, bailarino e coreógrafo Jarbas Homem de Mello) e um rapaz me abordou com uma seringa na mão pedindo uma foto minha dando uma “seringada” nele, acredita? Ele insistiu tanto que o Jarbas teve de interceder. E também já autografei uma seringa — conta Claudia, aos risos.

A arma usada por Lívia Marini provocou risos em parte do público. Muita gente achou surreal a personagem ter sempre uma seringa cheia de uma substância letal guardada na bolsa. Até Claudia brincou com a situação. Ela tirou uma foto dando uma injeção no filho Enzo, que foi postada no Instagram (rede social de imagens) do menino e, rapidamente, ganhou vida própria.

— A seringa era uma caneta. Um amigo me deu de presente — ela lembra.
“Salve Jorge” nos deixa nesta sexta-feira e leva na bagagem uma audiência que engrenou, de fato, na reta final — o capítulo que exibiu a surra de Morena (Nanda Costa) em Lívia na última segunda teve média de 45 pontos na grande São Paulo, segundo o Ibope. Acumula também sucessivas e divertidas resenhas em blogs de humor, questionando a verossimilhança de várias das cenas criadas por Glória Perez, inclusive as das mortes de Jéssica (Carolina Dieckmann) e Rachel (Ana Beatriz Nogueira), vítimas das tais injeções. Claudia diz ler os sites com frequência.

— Acho os textos maravilhosos. Eles são o “Casseta & Planeta” da internet. O programa sempre parodiou a novela das 20h. Se ainda estivesse no ar, certamente faria piadas com “Salve Jorge” — opina.
Ela não acredita, no entanto, que Lívia tenha sido encarada pelo público com humor:

— Tenho levado cada chapuletada na rua... E as pessoas dizem coisas tão fortes, tão definitivas. Ouço coisas como “tenho ódio de você" pelo menos 20 vezes por dia. As pessoas almejam que Lívia se dê muito mal. Perguntei para Glória se Lívia poderia ficar impune no final, e ela respondeu que, se isso acontecesse, não poderia sair mais à rua porque os telespectadores a matariam.

O final de Lívia Marini já foi cantado: ela fugirá da Turquia antes da invasão da boate e irá para um país do Leste Europeu, onde voltará às origens, trabalhando como stripper em estilo burlesco num bordel até ser capturada pela Interpol e presa. Mas Claudia prefere fazer mistério e diz que ainda não recebeu os capítulos, muito menos gravou as cenas.

— O que sei é que o começo dela foi bem mais baixo do que se imagina. Se ela escondeu a vida inteira é porque não gosta das origens. Voltar à sarjeta será o grande castigo dela — conta.

A atriz destaca que a novela inspirou o projeto de lei “Claudia Raia”, de autoria do deputado estadual de São Paulo Fernando Capez (PSDB), que propõe aplicar punições à pessoa jurídica proprietária de estabelecimentos onde sejam praticadas prostituição e do tráfico de pessoas. E Claudia chama a atenção para a veracidade — e gravidade — da principal trama de “Salve Jorge”:

— Conheci a mãe de uma brasileira morta com uma injeção letal dada pela chefe do tráfico e que foi deixada nas ruas de Berlim, nua, no gelo, como se tivesse morrido de overdose. Isso é uma prática comum da máfia, não é invenção da Glória. Essa mãe ficou 20 anos fugindo de um carro preto e de pessoas que passavam pela porta da casa dela.

Claudia garante, ainda, que não se incomodou com as críticas a sua personagem, que ganhou um carimbo de “engessada” no início na novela.
— As pessoas diziam: “O que aconteceu com Claudia Raia? Está gélida, engessada". Mas Lívia é mesmo uma vilã única, de poucos gestos, de poucas palavras. Simboliza uma organização invisível e, por isso, passava desapercebida. Glória me disse que seria dessa forma, e dessa forma foi feito até o momento da virada. Para mim, foi difícil me conter, fazer o pouco, mas foi um grande aprendizado — diz.

Lívia teve a dura missão de substituir Carminha (Adriana Esteves), de “Avenida Brasil”, como a vilã do horário nobre. Mas Claudia diz que não comprou essa responsabilidade.

— Adriana é tão diferente de mim, e tão maravilhosa. Não entrei em “Salve Jorge” com esse peso — afirma, com sensação de dever cumprido: — Acho que fiz o que estava determinado. Glória quis assim: esta vilã para esta história.
E Claudia deu tudo de si pelo papel. Na gravação da cena da luta com Morena, por exemplo, ela pediu a Nanda Costa que esfregasse a sua cara na sarjeta:

— Disse a ela para enfiar a minha cara na água suja. Era o que todos queriam ver, essa mulher na lama. Ficamos umas duas horas gravando só a cena da briga. Aliás, tenho saído do estúdio me arrastando, tudo é muito pesado. Mas vale a pena.

E quando não sai muito tarde do Projac, Claudia ainda assiste ao capítulo de “Salve Jorge”, gravado, em casa.

— Antes eu não gostava de me ver, mas aprendi a reconhecer o que fiz de bom e o que fiz de ruim. Em TV, você grava 30 cenas por dia, o seu trabalho depende de muitas pessoas até chegar ao público. Você tem de trabalhar com um grau de frustração normal. Se tenho 30 cenas, sei que vou acertar alguma — explica.

E a maratona não termina...

— Depois que vejo a novela, vou decorar texto, andar na esteira... — enumera Claudia, o que nos leva a perguntar a que horas ela dorme. — Eu não durmo, eu só acordo, tenho esse probleminha. Por causa do trabalho, tenho que fazer aula de balé, de sapateado, de canto, além de buscar filhos na escola, gravar. Trabalho 20h por dia.

Aos 46 anos de idade, Claudia tem essa rotina enlouquecida de trabalho desde a adolescência. Filha de dona de escola de balé, praticamente aprendeu a dançar e a andar ao mesmo tempo. E, aos 13 anos, ganhou uma bolsa para estudar balé em Nova York. Tanto insistiu que acabou convencendo a mãe a deixá-la sair de casa ainda tão menina.

— Disse que, se ela não deixasse, eu fugiria. Até que ela disse “vai”. Mas arrumou um jeito de eu ter um suporte lá. Fiquei na casa da família de um bailarino que ela conhecia. Fazia dez horas de balé por dia, trabalhava como garçonete em uma rede de sanduíches e, nos fins de semana, dançava samba numa casa de shows. Foi maravilhoso. Fui uma menina e voltei uma mulher — lembra.

Na volta, um ano e meio depois, ao saber que seriam realizados testes para uma versão brasileira do musical “A chorus line”, que a tinha encantado em Nova York, chegou ao local da audição às 4h30m: queria ser a primeira da fila.

— Fui a número 001. Quando me chamaram, disse ao Walter Clark, que produzia o musical, que eu tinha dois problemas: um, que eu era menor de idade; e outro, que eu queria fazer a Sheila Bryant (dançarina sapeca, mais velha, que conta sobre sua infância triste). Aí ele me olhou com cara de “quem é essa garota?” e disse que não sabia se eu faria a Sheila, mas acabei levando o papel — conta.

A performance foi vista por Jô Soares, que ficou impressionado com o talento da menina que fazia a plateia rir sem esforço e a levou para o programa “Viva o Gordo”. A afinidade foi tanta que eles começaram a namorar e ficaram juntos por quase dois anos.

— Jô me deu o grande fora da minha vida. Éramos apaixonados, mas ele era experiente, 30 anos mais velho do que eu, e achou que eu teria uma carreira ascendente e que, em algum momento, eu ia querer um homem mais novo e musculoso. Aí, eu me casei com Alexandre Frota. Boa piada, né? — revela, rindo de si mesma.

Além de amigo, mestre e parceiro, Jô foi ainda “numerólogo” de Claudia, que começou a carreira com o nome de Maria Claudia Raia:

— Ele disse: “Não, é Claudia Raia que dá certo”.

Não se sabe como a história teria seguido com o Maria no nome, mas, sem ele, já são 30 anos de carreira, com trabalhos marcantes no currículo, como a Tonhão, de “TV Pirata”; Adriana, a bailarina da coxa grossa de “Rainha da sucata”; a espevitada Engraçadinha; a superlativa Jacqueline, de “Ti ti ti”, além de musicais de sucesso, como o recente “Cabaret”. Após “Salve Jorge”, a atriz voltará aos palcos, ao lado do namorado, em um musical de sapateado 

— “Crazy for you”, com músicas de George Gershwin e estreia prevista para outubro em São Paulo. Plenitude é, hoje, uma palavra que soa bem familiar para Claudia:

— Eu não quero mais nada, só tenho a agradecer. Quero apenas saúde para poder usufruir de tudo que eu construí, continuar trabalhando, dançando e vendo meus filhos crescerem (além de Enzo, de 16 anos, ela é mãe de Sophia, de 10, ambos do casamento com Edson Celulari). Acho que a vida já me deu muito.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/revista-da-tv/claudia-raia-agora-serei-lembrada-como-vila-da-seringa-8355143#ixzz2T6qGCi00
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01 maio 2013

Claudia Raia: "Eu me acho interessante. Linda, sei que não sou"


Loucuras por amor ela jura que não faz. No máximo, comete uns “exageros”, como anunciar no programa do Chacrinha o primeiro casamento, em 1986, com o ator Alexandre Frota. A relação durou três anos. O segundo casamento, com o ator Edson Celulari, durou quase duas décadas. É ele o pai de seus dois filhos, Enzo, de 15 anos, e Sophia, de 10. O casal se separou amigavelmente em 2010. Traumas? Ela garante que nenhum. Tanto que logo se apaixonou novamente, dessa vez por um amigo, o bailarino Jarbas Homem de Melo, seu partner no musical "Cabaret" (2011). Os primeiros a saber foram seus filhos.“Contei tudo a eles. Expliquei quem ele era, de onde vinha. De início, ficaram enciumados. Hoje estão amigos.” Foi apenas após abrir o jogo para eles que o casal apareceu aos beijos em locais públicos. Em outubro, estarão novamente juntos em cena, no espetáculo de sapateado Crazy for You. Enquanto não estreia, Cláudia esbanja maldades na novela "Salve Jorge", em que interpreta a vilã Lívia Marini.


Encontrar um espaço em sua agenda no final das gravações é difícil. Mas quando Cláudia quer, acontece. A atriz recebeu a reportagem de Marie Claire nos estúdios do Projac-RJ. Pessoalmente, ela é expansiva e carismática, do tipo que domina a cena. Difícil imaginá-la frágil. Cláudia nasceu em Campinas, interior de São Paulo, numa família de mulheres talentosas. A mãe, Odete, bailarina e maestrina, ficou viúva quando a filha tinha só 4 anos. Para criar Cláudia e sua irmã, Olenka, abriu uma academia de dança. Foi ali que a futura atriz cresceu. Logo no início da carreira, como bailarina, conquistou bolsas para estudar nos Estados Unidos e na Argentina. Aos 13 anos, foi morar em Nova York, onde ficou por quatro anos. Estreou naTVassim que retornou, ao lado de Jô Soares (com quem também namorou) no programa "Viva o Gordo", da Rede Globo. Em 1985, ganhou o primeiro grande papel em uma novela, "Roque Santeiro", como a divertida bailarina Ninon, que lhe rendeu o prêmio de revelação feminina pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e o Troféu Imprensa como revelação do ano. Logo depois, fez o Brasil morrer de rir nos tempos de "TV Pirata", consagrando-se como uma das atrizes mais versáteis da TV. Paralelamente, virou a grande estrela de musicais no teatro. Aqui, ela fala dos amores, de carreira, inveja, dinheiro, beleza e medo de envelhecer. E de como faz para manter a pele sempre impecável e o coração apaixonado como o de uma adolescente de 12 anos.
MARIE CLAIRE Foi esquisito beijar outro homem depois de 17 anos com o mesmo parceiro?
CLÁUDIA RAIA
 Muito esquisito. Só não foi mais, porque o Jarbas já era meu amigo e a coisa aconteceu de um jeito natural, quase uma brincadeira. Mas, depois de um longo casamento, saber que existe um mundo novo pela frente é muito excitante.
MC Quem deu o primeiro passo?
CR 
Eu, mas o Jarbas me deu abertura. Já éramos amigos, então a coisa foi virando uma amizade colorida. Não foi algo de supetão.
MC Qual é a diferença de idade entre vocês?
CR 
Ele é apenas três anos mais novo, tem 43. Sempre me interessei por homens mais velhos, mas o Jarbas é muito maduro. Veio do sul do País com 24 anos e batalhou a vida dele sozinho. O que mais me encanta nele é sua grande autoestima e o humor. Com ele, tudo vira piada. Somos parecidos. No coração, tenho uns 12 anos!
MC De zero a dez, qual a importância do sexo para você?
CR
 Dez. Quando vai embora o desejo, vai embora tudo. Você vira irmão, amigo, menos marido e mulher. Desejo é fundamental. Sexo morno não tem graça.
MC Qual foi a primeira vez em que você se achou bonita?
CR 
Quando eu era jovenzinha, ouvia as pessoas dizendo que a minha irmã mais velha, a Olenka (52 anos), era linda. Eu era chamada de talentosa (risos). Eu era feia mesmo. Na adolescência, era toda desengonçada. Hoje em dia, acho que meu conjunto funciona bem. Se eu fosse um homem e me visse na rua, diria: “Que mulher interessante!”. Mas linda, definitivamente, não sou. Fiquei mais confiante quando fiz o espetáculo "Chorus Line" (1984) e passei a receber a aprovação das pessoas.
MC É verdade que suas pernas são seguradas em 1 milhão de dólares?
CR 
Eu adoraria... Vinte anos atrás, uma empresa de seguros que me patrocinava no teatro fez uma apólice nesse valor, como marketing. O contrato durou um ano, mas a história ficou no inconsciente coletivo. Mas minhas pernas ainda batem um bolão (risos).
MC Como recebeu as críticas feitas à vilã de Salve Jorge?
CR
Foi a primeira vez que fiz uma mulher tão gélida, cortadora de pescoço. No começo as pessoas diziam: “A Cláudia está dura, engessada”. Mas foi assim que a autora a construiu. Muitas pessoas acharam aquela cena cena de assassinato com uma seringa inverossimil, mas ela foi baseada num fato real. A Lívia Marini se sente acima do bem e do mal.
MC E você? Como lida com seus sentimentos menos nobres?
CR 
Já senti raiva e ciúme, como qualquer um. Mas nunca alimentei essas emoções. Além disso, tenho uma natureza generosa, gosto de cuidar das pessoas. Faço terapia há 13 anos.
MC E o que uma mulher tão resolvida leva para a análise?
CR
 Você não consegue mudar o que viveu, mas pode administrar a própria história a seu favor. É essa a minha busca. Perdi meu pai aos 4 anos e cresci sem uma figura masculina por perto, por exemplo. Ele morreu vítima de um infarto fulminante. Eu me espelhei no lado guerreiro da minha mãe e da minha avó e fui à luta. A análise também me ajudou bastante depois da separação, especialmente em relação às crianças.
MC O que você descobriu a respeito de casamento?
CR
Que liberdade é fundamental. Se você não pode dar um grito, pegar a bolsa e ir para a China – porque isso não foi incluído no acordo –, quando percebe, está presa dentro de um molde.
MC Qual foi o motivo de sua separação?
CR
 Edson e eu nunca brigamos. Juntos, éramos muito bacanas, torcemos um pelo outro. Mas acabou a poesia. Passamos algum tempo tentando resgatá-la. Não conseguimos.
MC O que se perde e o que se ganha com uma ruptura amorosa?
CR
 No começo, eu não ganhei nada, só perdi. Estava acostumada com a presença dele, via o sofrimento dos meus filhos, foi duro. Você tem de aprender a recomeçar. Eu nunca pensei que um dia iria me separar do Edson, não concebia a ideia. A sensação, então, foi de pena. Não uma pena de mim ou do Edson, mas por não ter durado mais tempo. Os ganhos vão chegando aos poucos.
MC O que você diria às mulheres que estão passando por esse tipo de situação?
CR
 Vai passar. Todo mundo me dizia isso e eu perguntava: “Quando?”. Hoje, posso garantir que a dor passa. Mas não adianta tentar antecipar esse processo. Hoje, somos amigos, ele vai lá em casa pegar as crianças quando quer, é ótimo pai.
MC Depois disso, ainda acredita no casamento?
CR
 Acredito. No meu primeiro casamento, com Alexandre Frota, nós éramos jovens demais, não sabíamos lidar com o ciúme (tempos depois da separação o ator declarou que era mulherengo e consumia drogas). O segundo como Edson foi maravilhoso. Continuo romântica. Não tenho traumas.
MC Como você reagiria ao saber que um parceiro teve relações com alguém do mesmo sexo antes de entrar na sua vida?
CR
 Nunca perguntei a algum namorado com quem ele já transou. Acho isso cafona. Se a pessoa está comigo por livre e espontânea vontade, e se esse relacionamento está bacana, não importa com quem ela tenha feito sexo antes.
MC Você é bem-sucedida. Não tem medo da inveja alheia?
CR 
Sou do tipo que acredita que, com uma vela acesa e a força do pensamento, você mata uma pessoa (risos). Mas não compactuo com a inveja. Quando sinto uma coisa pesada, faço uma oração.
MC Parece tão forte.O que poderia abalar você?
CR 
A mentira. Eu me sinto invadida quando surgem boatos falsos sobre minha vida, sobretudo se afetar pessoas da minha família. Minha reação é silenciar.
MC Já teve algum fracasso?
CR
 Investi muito como produtora para trazer a montagem de "A Pequena Loja dos Horrores dos Estados Unidos para o Brasil". Deu tudo errado. Perdi dinheiro. Entrei no elenco para ver se a coisa melhorava, mas não adiantou. Amarguei o prejuízo. É chato, claro.Talvez o único lado interessante do fracasso seja o de unir as pessoas. O sucesso, ao contrário, desagrega.
MC Recentemente, qual foi sua melhor compra?
CR
 Não estou a serviço do dinheiro. Penso que ele existe para me servir e não o contrário. Acho uma energia perigosa. Não brinco, tenho respeito. O meu dinheiro é muito suado. Minha vida não está ganha, como tantos imaginam.
MC Recentemente, qual foi sua melhor compra?
CR
 Um apartamento em São Paulo. Edson e eu já tínhamos uma casa na cidade há 12 anos, porque trabalhamos muito por lá. Mas esse apartamento é só meu.
MC Você já usou drogas?
CR
 Nunca usei drogas ilícitas. Mas fumei dos 12 aos 24 anos. Eu saía de cena sem ar. Uma noite, sonhei que estava com enfisema pulmonar. Procurei um acupunturista e ele disse que me faria parar em dez dias. Tive crises de abstinência, minhas mãos tremiam, mas nunca mais fumei.
MC Com quem você faz mais amizade: homens ou mulheres?
CR 
Sempre tive grandes amigos homens, eles são mais objetivos. Para ser minha amiga tem de pensar um pouco como homem. Mulher, às vezes, é chata e eu não gosto muito de nheco-nheco. Eu só sou mulherzinha na hora de cuidar da casa e, claro, agradar o meu bofe.
MC Aos 46 anos, sua pele é perfeita. Teme envelhecer?
CR 
Minha pele é herança genética. Minha mãe, hoje com 90 anos, ainda tem a pele lisa. Eu morro de medo é de ficar com cara de meia esticada, sem conseguir mexer um músculo, por isso não faço preenchimento nem Botox. Para dar uma levantada no rosto, fiz aplicações com um aparelho chamado Ulthera que reduz a flacidez. Eu gostaria de envelhecer lindamente, como a Christiane Torloni. E quase morri ao ver a Jane Fonda no Oscar. Você enxerga a idade dela, mas percebe que ela se trata muito bem.
MC É a favor das plásticas?
CR
 Eu já fiz uma, no nariz. O antigo era um erro na minha vida, abrutalhava as minhas feições.
MC Você continua uma malhadora compulsiva?
CR
 Sou uma bailarina, não posso parar. Hoje mesmo, antes de vir para o trabalho, fiz uma aula de balé, outra de sapateado e mais 25 minutos de step.Também faço musculação três vezes por semana. Venho de uma família de diabéticos e com obesidade mórbida. Adoro comer, mas tenho 46 anos, o meu metabolismo já não é o mesmo. A equação agora é comer menos e malhar mais.
MC De qual palavrão você mais gosta?
CR
 Puta que pariu! Porque é sonoro. Também gosto de soltar uns palavrões em espanhol. É tão superlativo que fica engraçado (ela exclama): puta madre de dios!
MC Qual é a sua memória mais preciosa?
CR
 O nascimento dos meus filhos, sem dúvida. Com eles, entendi o que vim fazer neste mundo. Nada supera esse milagre. Dar à luz é o maior aplauso da vida.
MC Já fez loucuras por amor?
CR
 Não sou muito de loucuras. Mas uma delas deve ter sido meu casamento em plena Igreja da Candelária com (o ator) Alexandre Frota. E ainda anunciei no Programa do Chacrinha! Foi uma grande prova de amor. Mas eram os anos 80, tudo era exagerado.
MC Plano para o futuro?
CR
 Já estou em fase de produção do espetáculo "Crazy for You", com músicas de George Gershwin. Será o primeiro musical de sapateado no formato da Broadway dos anos 50 a ser montado aqui no Brasil. Jarbas e eu estrearemos no teatro no final de outubro.
MC Que fim você gostaria para sua personagem Lívia Marini?
CR 
Quero que ela seja torturada, presa e sofra por amor. Esse é um grande castigo para uma mulher.
Fonte: Marie Claire




22 abril 2013

Vilã de "Salve Jorge", Cláudia Raia diz que vive em função da trama



Mais que caprichar na cara de malvada, ser vilã de novela das 9 exige talento para organizar a agenda. "O tempo todo você marca e desmarca tudo. Quando você é protagonista ou antagonista, não tem vida, não vai ao médico. Não dá. Faço aulas nas horas mais esdrúxulas. Faço balé às 22h30, às vezes, sapateado às 7h45. Tenho muita força de vontade e perseverança. Dá vontade de não ir quando gravo até tarde", conta Cláudia Raia, que, na segunda tentativa de conversar com a reportagem, teve de correr para o Projac ao ser avisada pela produção de "Salve Jorge" que sua cena na pele de Lívia Marini havia mudado de horário.

Na reta final da trama, prevista para acabar em 17 de maio, a atriz de 46 anos mobiliza todos à sua volta para executar as tarefas do dia a dia. "São professoras que trabalham comigo há muito tempo e sabem da vida que tenho. A academia de dança fica a 50 metros da minha casa. Fico com a chave. Os filhos sabem que é assim."

Nos poucos momentos em que circula pelo Rio, a paulista tem afugentado o público. "É horrível. Quando chego, as pessoas levam susto, um sobressalto. É medo mesmo. Elas dão parabéns pelo trabalho, mas falam que estão com ódio. Uma vez, entrei no elevador e uma mulher perguntou se eu não tinha medo de levar um tapa na cara. Pensei: 'Ai, meu pai, vai ser agora'. Falei que era tudo mentira, que sou atriz", relembra Cláudia, que também ouve piadas sobre a injeção letal que a personagem costuma dar em quem a atrapalha. "Onde passo, perguntam se não tenho seringa na bolsa e dizem: 'Não me leve para a Turquia'".

Alvo de montagens nas redes sociais por causa da vilã, a atriz garante que se diverte. "Achei hilário. A última foi uma foto minha ao telefone, dizendo 'Russo, desiste das garotas. Vamos importar tomates'. Também leio o blog Morri de Sunga Branca, que brinca com a novela o tempo todo. Quando há humor, quer dizer que está mexendo com as pessoas", opina a atriz, citando o blog que virou hit pelas críticas à novela com animações e fotos.

Semana passada, ela surgiu em uma imagem em que dá uma injeção no rosto do filho, Enzo, de 16 anos. "Ganhei de um amigo, aquilo é uma caneta. Mostrei para as crianças e o Enzo falou para tirar uma foto".

Cláudia jura não saber o final de Lívia. "Pelos textos que recebi, ainda faltam 13 capítulos. Dos que li, ela ainda não se deu mal", revela a atriz, que sugere um castigo para a vilã. "Ela tinha de levar uma surra de todas as presas na cadeia. E, depois de muito machucada, receber uma sentença perpétua. Só a cadeia é pouco. No Brasil, a gente não tem pena maior que essa. As pessoas são pegas e, em dois anos, são soltas."

Em sua última ida ao "Domingão do Faustão", a atriz passou por uma saia justa ao vivo ao ser corrigida pela autora Gloria Perez, que ligou para comentar as declarações de Cláudia sobre a possível paixão de Lívia por Théo (Rodrigo Lombardi) na trama. "É o ponto de vista dela. Acho que Lívia é apaixonada por ele e louca pelo poder. A Gloria acha que é o desejo dela pelo poder, de vencê-lo. Se ela acha isso, é assim que vou fazer. Ela é a autora, ela quem manda. É assim que estou fazendo. Não é que ela falou uma coisa e eu, outra. Achava que a paixão era um ingrediente que daria um molho mais interessante", minimiza.

Assim que "Salve Jorge" terminar, a atriz vai intensificar as aulas de canto e dança para estrelar a versão brasileira do musical "Crazy For You", do qual também assina a produção, com estreia marcada para outubro, em São Paulo. "É com músicas do (George) Gershwin. Será inteiro de sapateado. Estamos trazendo a Susan Stroman, coreógrafa da Broadway. As versões são do (Miguel) Falabella", adianta ela, que atuará ao lado do namorado, Jarbas Homem de Mello.

Cláudia também será vista no cinema em "Os Velhos Marinheiros ou O Capitão de Longo Curso", ainda sem data para entrar em circuito. O longa dirigido por Marcos Jorge ("Estômago") e protagonizado pelo português Joaquim de Almeida (de "O Xangô de Baker Street") é inspirado no livro homônimo de Jorge Amado e reconta uma mesma situação de diferentes maneiras. Nele, a atriz interpreta a dona de um cabaré dos anos 1940, cujo nome ela não consegue lembrar. "Esqueci! O HD está cheio. São 50 laudas que eu decoro por semana."

Fonte: Midia Max
Foto: Arquivo




10 abril 2013

Claudia Raia diz: 'O que toca mesmo o espectador é você cantar com o coração'

Atuar, dançar e cantar! Essas são algumas atividades praticadas por Claudia Raia, que cresceu no meio da arte. Desde pequena, teve contato com a música e com o balé. “Minha mãe teve uma academia de dança durante 35 anos”, conta ela, que também estudou piano e violão. Já o canto foi entrando na vida da artista de modo mais ativo, quando começou a participar dos musicais.
A intérprete da vilã Lívia, de Salve Jorge, diz que tem uma família musical: “Quando sento à mesa com meus filhos, a gente canta repertório de Martinho da Vila, de Tim Maia, de Lulu Santos, de tudo. Tem batucada na mesa, é som o tempo todo. O meu filho, Enzo, toca quatro instrumentos e todos nós sapateamos, então é uma família dançante e absolutamente musical.”

Eu sou uma atriz que canta, não sou uma cantora."  - Claudia Raia

Claudia afirma não ser cantora e sim uma atriz que canta. Para quem quer tentar a carreira na música, a atriz dispara: “Tenho certeza absoluta que o que toca mesmo o espectador é você cantar com o coração. Cada palavra tem um sentido e se você canta com o coração arrebata multidões.”
Para você que está com vontade de estar no palco do The Voice Brasil, a artista deixa a dica para os futuros participantes: “Não desista, cante porque voz é dia, voz é escolha de repertório, voz é um momento mágico... E quando isso acontecer, cante com o coração.”

19 março 2013

Claudia Raia conta sua história de amor.


A atriz Claudia Raia (46) vive uma fase de celebração e de descobertas com o ator Jarbas Homem de Mello (43), com quem assumiu romance no Camarote CARAS no Carnaval de 2012. “É um grande amor que eu não esperava viver à essa altura da vida”, assegurou, na Ilha de CARAS. Ao lado do amado, ela revelou detalhes do namoro, o primeiro após o fi m do casamento com Edson Celulari (55), pai de seus fi lhos, Enzo (15) e Sophia (10), com quem se relacionou por 17 anos até julho de 2010. A carreira segue na mesma trilha. Na pele da gélida e dissimulada Lívia deSalve Jorge, que mata os inimigos com injeção letal, a estrela tornou-se a vilã mais odiada do momento. “A personagem tem um DNA diferente de tudo o que já fi z. Lívia degusta tanto um bom vinho como uma boa morte. Ela aconteceu aos poucos. Glória Perez queria mostrar a blindagem em torno dessa cabeça do tráfico. Ninguém chegava nela. Agora, mudou. Uma psicopata apaixonada é capaz de tudo. O amor dela pelo Théo é que vai destruí-la”, vibrou Claudia, que quase sentiu na pele a ira do público. “Dentro de um elevador uma mulher me falou: ‘Sou sua fã, mas você não tem medo de levar um tapa na cara?’ Só estávamos as duas e pensei: ‘É agora’”.


Após a novela, o casal, que se apaixonou nos bastidores da peça Cabaret, volta a contracenar em Crazy For You, primeiro dos projetos que planejam desenvolver. “Vi esse musical na Broadway há 25 anos e pensava, quase deprimida, que não podia montá-lo no Brasil por não ter um ator capaz de fazê-lo. Quando trabalhei com o Jarbas em Pernas Pro Ar, achei o homem que canta, dança e sapateia”, festejou ela. A estreia será em outubro, em SP. “É uma bonita história de amor para a família, com músicas do Gershwin. Pela primeira vez, faremos um par romântico”, completou ele, que a partir de abril estreia na Globo com o seriado Pé na Cova. Na TV, Jarbas havia atuado antes na novela Dance Dance Dance, em 2007.

– Como tem sido esse recomeço da vida afetiva?
Claudia – Minha relação com o Jarbas é uma festa. Temos histórias e criações diferentes, mas é um encontro de almas, vidas, amor, que com certeza não foi dessa encarnação. Vem de muitas outras... Tudo diferente dos casamentos e relações que tive. Ele mora em SP, eu, no Rio, mas estamos sempre juntos. Se isso é vida a dois, temos uma vida a dois. Um casamento formal, no qual duas pessoas moram na mesma casa, não sei se acontecerá. Não sou sozinha, tenho filhos que vivem comigo. Devo ir devagar para todos se acostumarem. Não conhecia essa fórmula e é boa. É bom sentir saudade, querer se reencontrar.
Jarbas – É casamento sem rótulos nem formatos. Ganhamos jogando assim. Então, está ótimo.
– Em SP ou no Rio um se hospeda sempre na casa do outro?
Claudia – Sim. O que acaba sendo um casamento de outra maneira. Isso me agrada, mesmo após viver maravilhosa união de 17 anos. Nunca ri tanto em uma relação. Não que as outras não tenham sido divertidas. É que eu e Jarbas temos o mesmo tipo de humor.
– O que propiciou o romance?
Claudia – Ele me ouviu muito quando me separei. A relação veio da amizade. Jarbas não tem pudores comigo, me tira do patamar de estrela e me traz para a realidade. Curtimos, por exemplo, beber água de coco na areia, às 4h da manhã, vendo uma lua incrível. Tenho jeito adolescente e na relação me sinto com 13 anos. Ele é diferente de tudo o que vivi, gosta de outras coisas, mudou minha vida.

Jarbas – Ela também nunca tinha ido a um bar à noite jogar sinuca. O bacana é entrar e gostar de estar no mundo do outro.

– Quem tomou a iniciativa?
Claudia – Não compreendíamos o que estava havendo, começou como uma amizade colorida dois meses antes de assumirmos publicamente. Fui a primeira a falar. Ele, a demonstrar. Antes que virasse namoro, avisei aos meus filhos. 
Jarbas – Quando vimos, um não vivia mais sem o outro.
– Enzo e Sophia aceitam bem?
Claudia – Tudo foi dito com delicadeza, um bom tempo após a separação, e correu em paz. Edson um dia falou algo bonito: ‘Não procuro uma mãe para meus filhos, eles têm uma ótima mãe’. Digo o mesmo dele sobre a paternidade.

Jarbas – Eu já era o tio Jarbas. Mudou só o nome: de amigo para namorado da mamãe. (risos)
– Planeja um terceiro filho?
Claudia – Seria bacana, mas não sei se a relação está pronta para isso. Agora não dá, tenho um projeto atrás do outro. Mas se não tivermos filho, será legal também.
– As pessoas se cuidam mais no início da relação?
Claudia – Ainda mais com um Deus grego do lado! Mas me cuido para mim mesma. Fico infeliz se estou fora do peso. E amo comer. Então, Jarbas me ajuda, preciso de limites, tipo ‘não come isso’. Sou quase uma criança. Com o passar dos anos, o trabalho de manutenção aumenta e falta tempo, sou megassolicitada na carreira. De repente, vejo uma faixa prata. Pergunto: ‘Como, se pintei o cabelo há dez dias?’ Isso destrói a diva. Mas não atribuo à idade, com 24 anos já tinha cabelo branco. E tomo outros cuidados, como drenagem linfática, exercícios e cremes.
– Está na sua plenitude?
Claudia – Acho que sim. Nunca tive medo de me relacionar ou me jogar sexualmente. Sempre fui ousada em tudo. Continuo igual. Mas talvez com mais paciência, discernimento e maturidade.



Fonte: Portal Caras
Edição: 21 de Março de 2013  (Edição 1011 - ano 19)

10 fevereiro 2013

'Minha relação com a Beija-Flor é de vida’, diz Claudia Raia

Há 30 anos desfilando pela Beija-Flor, a atriz Claudia Raia diz que sua relação com a escola de Nilópolis “não é rasa”. “A Beija-Flor é uma escola de comunidade, tem poucos artistas e eu sou a mais antiga deles. A minha relação com a escola não é de Carnaval, é de vida”, argumenta Claudia, que, como mestre de cerimônia, será a primeira integrante da Beija-Flor a pisar na Sapucaí no desfile de amanhã.


No papo, Claudia falou, também, de sua personagem Lívia, de ‘Salve Jorge’, e da polêmica cena em que a vilã mata Jéssica (Carolina Dieckmann) com uma injeção letal. “Aquilo realmente existiu. Foi muito difícil (ouvir o depoimento de pessoas traficadas na vida real), passei três dias em casa com depressão”, conta a atriz, que emprestou seu sapato Dior para a cena.
Autores preferidos, beleza na atual idade, o namorado, o ator Jarbas Homem de Mello, e o ex-marido Edson Celulari também são assuntos na entrevista com a atriz que você lê agora.
O que a Beija-Flor tem que as outras escolas não têm?
Estou na Beija-Flor há 30 anos e minha relação com a escola não é rasa. Tenho uma ligação forte com a comunidade, sempre estou em Nilópolis, nos ensaios. A Beija-Flor é uma escola de comunidade, tem poucos artistas e eu sou a mais antiga deles. Não estou desmerecendo as outras escolas, adoro ver os artistas desfilando na Grande Rio, por exemplo. Mas a minha relação com a Beija-Flor não é de Carnaval, é de vida.
Você aceitaria sair como destaque?
Já fui convidada para ser rainha de bateria, mas nunca aceitei, porque eles levam isso muito a sério. Na Beija-Flor, a rainha de bateria trabalha duro o ano todo. E eu, definitivamente, não tenho tempo, faço 20 mil coisas ao mesmo tempo. Não seria justo.
Dá pra estar presente o tempo todo?
Nem sempre eu saio, às vezes são meus únicos cinco dias de férias coincidindo com o Carnaval. Mas estando ou não na Sapucaí, meu coração sempre está na Avenida. Contribuo muito para a Beija-Flor, me pedem opinião, eu digo o que acho. Minha relação com a escola é realmente muito forte.
Como será a sua fantasia à frente da comissão de frente?
Venho de princesa guerreira e a comissão fala de São Jorge. A roupa vermelha é um maiô com uma saia e foi feita pelo Henrique Filho, um estilista espetacular. Vai ser uma honra, serei a primeira a pisar na Avenida quando o desfile abrir.
Qual é a diferença entre uma vilã que é vilã (a Lívia, de ‘Salve Jorge’) e uma vilã que, na verdade, era vítima na trama (a Donatela, de ‘A Favorita’)?
Não sei dizer as diferenças, a grande loucura de tudo é se reinventar em 30 anos de carreira e de Globo. A Lívia é fora de tudo que eu fiz. Diziam que a personagem é engessada, mas tudo isso foi pensado pela Gloria (Perez, autora da trama), porque a Lívia é estranha, cortadora de pescoço, dúbia, falsa, bege. Eu sou o oposto: alegre e espalhafatosa.
Você gosta das vilãs?
Gosto. As vilãs te dão possibilidade de ter ação, estão sempre em confronto com o bem e criam os acontecimentos na trama. Mas eu acredito que ninguém é totalmente bom nem totalmente mau. A Lívia vai ter seu momento de queda, provavelmente quando se apaixonar pelo Theo (Rodrigo Lombardi).
Você teve contato com pessoas que foram traficadas na vida real. O que mais te chocou?
Foi muito difícil, passei três dias em casa com depressão depois de ouvir essas pessoas. E tudo o que a gente presenciou está no ar, na novela. A Gloria não é louca, tudo aquilo que está em ‘Salve Jorge’ aconteceu de verdade. Ninguém consegue dimensionar a gravidade disso. Pessoas que ficam 20 anos em silêncio, com medo, carro preto passando na sua porta, famílias inteiras mortas…
E a polêmica injeção letal da Lívia na Jéssica (Carolina Dieckmann)?
Pois é, falaram tanto da injeção letal, e ela realmente existiu. Nós falamos com a mãe da menina, nunca vou esquecer do depoimento dessa mulher. Aconteceu numa sala, na Alemanha, e a menina ficou ali, nua, morta, naquele gelo. Acharam que era overdose, mas depois descobriram que era a injeção. É um dos métodos que eles (os traficantes de pessoas) usam para não deixar rastros.
E aquele sapato que você usa em cena e que fez com que a Jéssica reconhecesse a Lívia, é seu?
O sapato é meu, é um Dior que tenho há uns cinco anos e emprestei para a novela. É uma joia! Precisava de um sapato fora da realidade para aquela cena.
E o batom que a Lívia usa e é um sucesso?
Esse é da novela. É da marca MAC, foi a maquiadora que sugeriu, queria uma boca mais forte. Esse batom vai voltar quando tiver uma virada na trama.
A Gloria (Perez) já tinha avisado que, por conta do elenco grande de ‘Salve Jorge’, alguns personagens apareceriam mais em alguns momentos e menos em outros. Você sentiu que a Lívia passou por isso?
A Lívia passou um pedaço da novela com menos ação, mas era a estratégia da Gloria, justamente para dar uma virada com a personagem. Ela (a autora) precisava disso para fazer a Lívia entrar com tudo. Agora, é um confronto da Lívia com todas as tramas da novela. ‘Salve Jorge’ fez três meses agora: o luto da novela anterior passa e as pessoas começam a acompanhar a história atual com mais atenção.
Quem são os seus autores preferidos?
Meu grande amor é o Silvio de Abreu, meu pai artístico e meu amigo pessoal. Nos encontramos muito, meus filhos o chamam de vovô Silvio (risos). Mas me dou bem com vários autores. Estou adorando trabalhar com a Gloria, era uma promessa de nós duas fazermos algo juntas. Amo o João Emanuel Carneiro, gosto muito do Walcyr (Carrasco). São muitos!
Você não fica cansada de trabalhar de segunda a segunda (no Rio durante a semana, com ‘Salve Jorge’ e em São Paulo nos fins de semana com o espetáculo musical ‘Cabaret’)?
Estou muito cansada, sim, mas também muito feliz. E o ‘Cabaret’ vai parar no dia 24 de fevereiro. Aí, vou a São Paulo nos fins de semana, mas sem precisar trabalhar. Tenho uma casa lá também, mas fico mais no Rio.
Qual é o musical que você ainda quer fazer?
Muitos! Mas comprei os direitos de ‘Crazy For You’, que deve estrear em outubro e terá o Jarbas (Homem de Mello, namorado de Claudia) como protagonista. Ele sapateia horrores! Comprei também o ‘Singing in the Rain’ (‘Cantando na Chuva’), que vamos fazer em 2014.
Existe alguma pressão para que o Jarbas faça televisão?
De jeito nenhum! Ele é um dos maiores artistas brasileiros, tem 20 anos de carreira, tem sua independência e nunca precisou de mim para nada. Ele faz o que chamarem, mas não tem essa coisa de só achar que a vida vai acontecer quando estiver na televisão.
Você acha que está mais bonita agora, aos 46 anos?
Sabe que eu acho?! Eu estava me vendo em ‘Rainha da Sucata’, no canal Viva, e pensei: “Bem melhorei, hein?!” (risos). Acho que tá rolando uma coisa vinho, fica melhor conforme o tempo passa.
Você é vaidosa?
Sou, mas no ponto certo. Não sou doente, não fico me olhando no espelho o tempo todo, não quero ver a cena que acabei de gravar. Acho tudo isso uma chatice!
E como está sua relação com o Edson (Celulari, com quem a atriz foi casada por 17 anos)?
Nunca foi ruim. É ótima. Edson é o homem da minha vida, eu o respeito profundamente, além de ele ser um pai maravilhoso. Quero estar em harmonia com ele para sempre.
Fonte: Coluna Leo Dias

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