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"O ser humano é capaz de tudo, até de querer coisas nocivas e negativas para si mesmo."

- Claudia Raia

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17 setembro 2013

De biquíni, Claudia Raia posa com os filhos: 'Família em boa forma'



Claudia Raia aproveitou o domingo em Família. A atriz publicou, no Instagram, uma foto onde aparece com os filhos Enzo e Sofia na beira da piscina neste domingo, 15. De Biquíni, a atriz mostrou que está com tudo em cima e arrancou elogios de seus seguidores nas redes sociais. "Família em boa forma", escreveu na legenda das fotos. "Lindos", "divo", "Nossa, Claudia. Como é que dá uma família bonita assim", escreveram os fãs nas redes sociais.

Fonte: Ego

28 julho 2013

Happy Birthday Stella Magalhães ♥ | to: @stellacazarin


Stella Magalhães (Administradora do Fã site Atriz Claudia Raia)

Hooje miinha brooa completa + 1 aninho...

Uma nova fase de sua vida está começando, e agora o peso das responsabilidades vão aumentar as coisas serão cada vez mais difíceis, mas saiba que eu estarei sempre aqui para te ajudar no que você precisar, quando sentir medo, quando estiver triste, quando cair. Eu vou te animar, vou te encorajar, vou te levantar e te ajudar a seguir em frente, sempre. Eu te agradeço por ter me deixado fazer parte da sua vida. E nesse dia tão especial eu quero te dar os meus parabéns, não só pelo seu aniversário, mas sim, pela pessoa maravilhosa que você sempre foi e que continua sendo. Parabéns por suportar tantas coisas comigo, por me ajudar, por me aturar. Parabéns por não ter desistido de lutar nunca, por não ter se deixado abater por nada e nem ninguém. Se você chegou até aqui não foi em vão, com certeza você é uma pessoa digna de muitos parabéns. Eu te desejo tudo de bom sempre e que Deus te ilumine em todos os passos, que o mundo seja o mais cor-de-rosa possível. Paz, saúde, amor, felicidade, harmonia, e tudo o que você desejar, porque você merece isso e muito mais.

“Ninguém entra num mesmo rio uma segunda vez, pois quando isso acontece já não se é o mesmo, assim como as águas, que já serão outras. O fluxo eterno das coisas é a própria essência do mundo.” - Heráclito de Éfeso (Filósofo Grego séc. V a.C).

E se ainda hoje ficamos espantados com isso é porque nos apegamos teimosamente ao que já passou, esperando no fundo que tudo permaneça igual. Então, é necessário um filósofo da antiguidade, ou um escritor contemporâneo para nos fazer entender que nada é permanente a não ser a mudança.

 “[…] o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou.”

O tempo não para, e isso é belo. E hoje? Hoje você completa + um aninho e isso é a prova viva de que o tempo permanece do mesmo modo: Sempre passando.
A vida cobra coragem da gente o tempo todo. Mas nada pode ser pior do que não ter tentado… A gente pode ate saber onde queremos ir, o difícil é saber onde a vida vai nos levar, entre derrotas e vitorias, eu acho que o mais importante mesmo é seguir em frente.

"A vida tem um movimento próprio… A vida é uma correnteza que nos arrasta; e quando vamos ver já estamos lá na frente."

A gente costuma gostar das mesmas coisas, odiar as mesmas coisas. A gente é boa fazendo planos juntas, planejando tudo; Cada Detalhe. E a gente é boa companheira uma para o outra, não é? (…) Eu tenho orgulho da nossa história e tenho orgulho de nós duas. A gente se entende! 

Obrigada por sempre me ajudar em tudo, em sempre estar aqui quando eu preciso. Obrigada por aguentar a minha chatice e idiotice. As minhas bobagens. Sempre que você estiver triste, ou infeliz com alguma coisa, eu vou estar aqui; longe mais sempre presente; do seu lado.

Jamais deixe a coroa cair princesa. Só tenho que agradecer por tudo, POR TUDO MESMO. Sempre me ajudou quando eu precisei, e até quando eu não precisava. Você merece toda a FELICIDADE desse Mundo, tudo de bom, tudo de MARAVILHOSO, o melhor que a vida tem a oferecer, toda a benção de DEUS, e isso ainda é pouco comparado ao que você merece.


Eu não posso acabar com todos os seus problemas, dúvidas ou medos, mas eu posso ouvir você e juntas podemos procurar soluções. Eu não posso apagar as mágoas e as dores do seu passado nem posso decidir qual será o seu futuro, mas no presente eu posso estar com você se precisar de mim. Eu não posso impedir que você leve tombos, mas posso oferecer minha mão para você agarrar e levantar-se. Suas alegrias, triunfos, sucessos e felicidades não me pertencem, mas seus risos e sorrisos fazem parte dos meus maiores bens. Não é de minha alçada tomar decisões por você, nem posso julgar as decisões que você toma, mas eu posso apoiar, encorajar e ajudar se me pedir. Eu não posso traçar ou impor-lhe limites, mas posso apontar-lhe caminhos alternativos, procurar com você medidas de crescimento, formas de encontrar-se, meios de ser você mesmo sem medo da rejeição. Eu não posso salvar o seu coração de ser partido pela dor, pela mágoa, perda ou tristeza, mas posso chorar com você e ajudá-la a juntar os pedaços. Eu não posso dizer quem você é ou como deveria ser, eu só posso amar você e ser sua amiga.



E aqui ...                                                                                                                       


Eu não podia usar palavras diferentes, eu não poderia mudar o que pra mim ainda é o mesmo, então não pense que eu apenas disse o que já foi dito. O que já foi falado, pois não é... Eu apenas quis te fazer lembrar o que você significa pra mim. Hoje e SEMPRE!

E me perdoe por sumir, é que às vezes a gente precisa de um tempo com a gente mesma... Precisa de um tempo pra tentar colocar as coisas no lugar, pra acertar os ponteiros. E isso acaba magoando que não queremos magoar... Mas mudanças se tornam necessárias em certos momentos da vida... E eu estou nessa fase de transição... Tenho levado em conta tantas preocupações, que de certa maneira foi preciso deixar algumas pessoas e "coisas" guardadas em um potinho... Para poder dar conta, ou pelo menos tentar... Para conseguir enfrentar o que está lá fora... É aquilo que a gente acredita “Não adianta estar aqui, querendo estar lá”.
Então eu estou dando um tempo no "lá" pra poder suportar o "aqui"


I Promisse que eu volto pra ti... 
Eu sempre volto; você sabe! 
Eu só preciso terminar essa fase 
de mudanças, que logo estarei de volta.

Eu tenho evitado ao máximo fazer o que eu fazia antes, falar com quem eu falava antes... Para poder não me sentir mal... Porque eu não tenho mais tempo pra fazer o que eu gostava de fazer e isso acaba me dividindo, me deixa triste me deixa culpada... Não poder falar com as pessoas de antes, não poder entrar no blog ... Mas eu sei que temos que fazer escolhas... Temos que nos sacrificar um pouquinho, porque no final tudo acaba valendo a pena... Preciso terminar esse ano, pra que no ano que vem eu possa respirar aliviada. Eu sei que meus planos sempre fogem do papel e acaba se transformando em "Nada" ou quase isso, então eu estou tentando ao máximo fazer o certo. Estou me sacrificando um pouquinho pra conseguir pegar a recompensa no final do arco íris..




P A R A B É N S  
minha linda, minha Best, minha Tellý ♥
Enjoy NHOCONAAA O/
Te amo

Por Lena Faria

21 maio 2013

De férias, Claudia Raia se dedica aos filhos e fala do caso Nicole Bahls: 'Quero poder respeitar Enzo'



Depois de quase um ano dedicada às vilanias da traficante Lívia de "Salve Jorge", Claudia Raia só quer saber de descanso. A atriz, que começou a se dedicar à personagem no final de junho, quando foi à Turquia com outros atores, agora pretende viajar para  outros lugares ao lado dos filhos, Enzo, de 16 anos, e Sophia, de 10.
- Vou esperar as férias deles para poder viajar. Vou com um, depois com o outro e, então, com os dois. Agora eles opinam sobre tudo. É uma delícia - conta Claudia.
Perguntada sobre a repercussão de suas declarações em relação ao possível envolvimento do filho com a ex-panicat Nicole Bahls, ela se limitou a dizer que o adolescente "sabe o que deve fazer":
- Enzo está muito bem preparado para seguir a vida dele. Quero poder respeitar meu filho. Ele não é uma pessoa pública, mas está conduzindo muito bem tudo isso. Foi muito educado por nós.
Claudia comemora ainda o sucesso que tem feito nas redes sociais. Ela criou seus perfis no Instagram e no Twitter na última quinta-feira, um dia antes do fim da novela, e já tem mais de 57 mil seguidores no total.
- Me rendi às mídias sociais. Havia muitos perfis falsos - diz Claudia, que tem postado fotos com os filhos e com o namorado, o ator Jarbas Homem de Melo, com quem aproveita os primeiros dias de férias.

Fonte: Blog Patricia Kogut, O Globo

10 maio 2013

Cláudia Raia fala sobre o envolvimento do filho Enzo com Nicole Bahls



RIO — O diálogo é algo que funciona bem na casa de Cláudia Raia. Tanto que, ao saber sobre o envolvimento de seu filho Enzo, de 16 anos, com a panicat Nicole Bahls, de 27 anos, ela foi franca:

— Falei: “Filho, você está precisando de ajuda? Está apaixonado? Quer apoio?” e ele disse: “Não mãe, estou bem”.

Cláudia diz que considera a aproximação de Enzo e Nicole algo natural.

— Eu acho que ele está na hora de brincar disso. As paniquetes são as nossas chacretes de hoje em dia, são as mulheres da vez, são as gostosas que eles acham incríveis, então por que não sair com uma pessoa como ela? E Enzo é lindo, é filho da gente (dela e de Edson Celulari), é músico, é um gostoso, é normal que as pessoas achem ele incrível.

Perguntada se aprovaria um eventual namoro dos dois, ela foi objetiva:

— Nem penso na possibilidade de ele namorar ela, até porque acho que nem ele pensa. Ele tem outras prioridades na vida dele, é consciencioso. Super se diverte, mas dá o limite na hora certa, sempre foi assim.

Os boatos sobre o romance entre Nicole e Enzo surgiram no carnaval. Eles se conheceram nos ensaios da Beija-flor. Ela chegou a publicar uma foto abraçada com ele em seu Instagram com a legenda “Lindo demais... Só Deus...rs”. Mas o relacionamento parece ter mesmo acabado; eles teriam chegado separados em um evento de música eletrônica ocorrido no dia 1º no Rio de Janeiro e nem teriam se cumprimentado.



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28 abril 2013

Fim de semana agitado; Mix de informações!


Claudia Raia levou o namorado, Jarbas Homem de Mello, para fazer um programa musical, na noite desta sexta-feira (26). Usando um vestido colado ao corpo, a atriz acompanhou de perto a apresentação do cantor Djavan, no Vivo Rio, Rio de Janeiro. Durante o show, os dois deram risadas e curtiram a noite colados. Atualmente, ela interpreta a famosa vilã de Salve Jorge Livia, líder do tráfico de pessoas.








Já no sábado (28), a atriz foi clicada em um shopping na Barra da da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Impecável, a atriz usava um figurino elegante que desfilou sob um salto alto pelos corredores do local.
Já de noite, Claudia recebeu a família e amigos em sua casa para o aniversário de 90 anos de sua mãe, Odette Motta Raia. 










Fonte: Ego / Quem Acontece
Fotos: Reprodução

14 janeiro 2013

Filha acompanha Claudia Raia nas gravações de 'Salve Jorge'



Claudia Raia, que interpreta a Lívia, de Salve Jorge, contou com uma companhia para lá de especial nas gravações desta segunda-feira, 14 de janeiro: a filha Sophia, que aproveita as férias escolares para acompanhar a mãe no trabalho. "Como fico aqui muito tempo, ela veio para ficarmos mais juntinhas", disse a atriz. Entre uma gravação e outra, Sophia acertou com a mãe os detalhes do seu aniversário. "Amanhã ela faz 10 anos!", contou Claudia, toda orgulhosa.
Muito comunicativa, Sophia não pensou duas vezes para dizer o que quer ser quando crescer: "Vou ser atriz." A garotinha passou o dia nos estúdios e, além de assistir às gravações, aproveitou para fazer as unhas.

Fonte:  Globo, portal Salve Jorge

16 dezembro 2012

Claudia Raia e Edson Celulari babam juntos pela filha em apresentação



Famosos como Edson Celulari, Claudia Raia e Flávia Alessandra estiveram no teatro da UERJ neste domingo, 16, no Rio, para assistir à apresentação de dança de seus filhos pela escola Petite Danse. Ex-casal, Edson e Claudia chegaram separados, mas sentaram lado a lado no teatro para aplaudir Sophia, de 9 anos.

"Estou muito feliz com o desenvolvimento da Sophia principalmente no sapateado. Eu que faço sapateado não consigo mais acompanhá-la. Ela evoluiu bastante", disse Edson, que chegou com o filho mais velho, Enzo.
Claudia também comentou sobre a evolução de sua caçula na dança: "É o segundo ano que venho e a Sophia, com 9 anos, já tem a consciência de uma bailarina. Ela é muito disciplinada, uma gracinha".
Flávia Alessandra chegou acompanhada do marido Otaviano Costa, da caçula Olívia e dos amigos de Giulia, de 12 anos, que também participou da apresentação. Irritada com o assédio, a atriz não quis dar entrevistas e pediu para a produção retirar a imprensa do local.

Fonte: Ego

04 dezembro 2012

Não há como fugir da Raia!


As seis horas no Projac esperando Claudia Raia gravar as cenas da maléfica Lívia, de Salve Jorge,valeram cada um dos 35 minutos que durou esta entrevista. Como sempre, a atriz, de 45 anos, estava animadíssima – mesmo depois de um dia longo de trabalho, duas aulas de balé e sapateado -, e louca para chegar em casa e se exercitar pulando corda com o filho Enzo, 15 anos, fruto do casamento com Edson Celulari, assim como Sophia, de 9 anos. Sucesso com o musical Cabaret, em São Paulo, Claudia interpreta a decadente Sally Bowles, um tipo “pesado, heavy”: ” Não me deprime porque não sou adepta de levar personagem pra casa, não sou doentinha a esse ponto de falar: ‘Ai, e agora o que faço com essa emoção?’”, garante a atriz que, desde fevereiro passado, assumiu o namoro com o coreógrafo e bailarino Jarbas Homem de Mello, 43 anos, com quem divide o palco. Uma paixão tão grande que Claudia, dona de personalidade forte, afirma que adora ser mandada pelo amado: “Sou intensa em todos os sentidos. É amar demais, tratar o homem como se ele fosse um rei, ser mulherzinha… Adoro ser mulherzinha! De fazer comidinha, cuidar, fazer massagem”. Mas La Raia, que está sempre no salto 15, tem horas que se cansa da expectativa em torno de seu estilo glamoroso: “Não sou a Mulher Maravilha. Não sou sempre incrível. Sou igual a todo mundo, gente!”. Embora esteja sempre na correria para gravar no Rio, se apresentar em São Paulo e cuidar dos filhos, ela encontra tempo para cuidar do corpo e da mente: “Hoje, aos 45, acho que sou melhor do que quando tinha 20″.




Você veio como vilã, depois da Carminha (Adriana Esteves), de Avenida Brasil. As pessoas criaram a expectativa de que Lívia surgisse com um fuzil AR-15. Acredita que ela vai colocar a ‘mão na massa’ ou será sempre uma estrategista?
Acredito que sim. É claro que são dois temperamentos e duas temperaturas. Na verdade, a gente fala de uma vilã que, no começo, nem sempre foi daquele jeito: a Carminha pegou fogo nos dois últimos meses. As pessoas são engraçadas… A gente tem uma novela com algumas semanas no ar: é claro que a Lívia tem que começar devagar, com uma estratégia. Não posso chegar com um AR-15 na mão, por que aí para onde eu vou no final? Temos oito meses de novela. Ela é uma vilã de estrutura racional, e não passional. Claro que, com essa frieza toda e o poder ardiloso de ser uma estrategista da pior qualidade, ela vai ser pega na curva. Milhões de coisas vão acontecer para que ela seja desmascarada, para que se depare com o lado passional dela quando for surpreendida por uma paixão, no meio da novela.
E o Haroldo (Otaviano Costa)?
O Haroldo foi só um aperitivo. Na verdade, ela estava usando-o.
Bom, a paixão é o Theo (Rodrigo Lombardi)…
(risos) Só posso dizer que é uma paixão arrasadora!
Muitos personagens em novelas se redimem por amor. Você acha que Lívia pode ser uma delas?
Ela, não. Porque é má por natureza. Não é má porque é psicopata, ou porque foi rejeitada pelos pais, como a Carminha.  Acho que a Lívia é má mesmo, de alma ruim, sabe? É até capaz de fazer uma boa ação se for algo que se reverta para ela. Pode fazer carinho num cachorrinho, porque precisa que ele esteja louco por ela, apaixonado, precisa daquele laço.
Uma mulher extremamente carente, não?
Muito! Precisa das pessoa todas em volta, pagando ou não, não interessa como.
Você acha que há uma maldade latente nas pessoas pronta pra vir à tona numa situação-limite?
O ser humano é bem complexo, coitado de quem achar: ‘Essa pessoa não é capaz disso’. Acho que o ser humano é capaz de tudo! E é uma delicia trabalhar com isso como atriz. Na verdade, você pode tudo. É claro que existem estruturas diferentes, bases diferentes, educação diferente. Mas você cria a personalidade e o caráter de uma criança até os 3 anos de idade, isso está completamente comprovado. Um menino que teve uma vida difícil, dura, vindo da Febem… É possivel ele se regenerar 100%? Talvez não. Mas não porque ele nasceu aqui ou ali. É porque ele não foi estruturado para isso nos primeiros 3 anos de vida. Então, não há milagre. Não há como você mexer daqui e dali: o cerne do problema continua mal feito. 
Acredita que existam pessoas eternamente boazinhas?
Às vezes, você está casada há 20 anos, e pode se pegar dizendo: ‘Eu não conheço essa pessoa com quem estou casada, nunca a vi tomar essa atitude!’. Não viu porque aquela atitude nunca esteve em sua vida ou porque a pessoa nunca passou por aquela situação. Nem ela saberia que a reação seria aquela. São situações nas quais você não tem ideia do que é capaz de fazer.
 O que você seria capaz de fazer para proteger os seus filhos?
Tudo! Qualquer coisa, qualquer coisa!
Matar, morrer?
Acho que sim. Não é possível tocar nos meus filhos de jeito nenhum! Acho que seria capaz de qualquer coisa, até de uma insanidade para protegê-los. Não interessa pelo que é: o ser humano vem com tudo quando se trata de proteger seus filhos. É o instinto animal.


O que faz de uma vilã uma personagem tão atraente ao público?
A ação está na mão da vilã, e a mocinha é a vitima. São personagens ardilosos, diferentes, com movimento.
Acha que o público fica interessado em situações que fogem do politicamente correto?
Acho. Porque ele até tem vontade de fazer, e não tem coragem. Então, ele se vê no outro, vive aquele prazer de fazer o que não é de bom tom através do outro, não na sua própria vida. Por isso as novelas tem tanta força.
Você está fazendo um drama, mas adora uma boa comédia. Qual dos dois prefere?
Eu adoro bons personagens. Mas que dá bem vontade de fazer umas palhaçadas de vez em quando, isso dá (risos).
Você se segura?
Eu me seguro completamente (risos). Claro que o que a gente está vendo no ar agora é o início de tudo. O público está começando a entender o que é a novela, a conhecer os personagens. Quando você vê a trama como um todo, o lugar que tem dentro desse todo, e o que isso significa na obra em geral, fala: ‘Ah, tá bom! A minha personagem é isso’. Daí começam a abrir as vertentes, porque numa obra aberta pode tudo. É cedo ainda pra falar, embora a gente já esteja gravando há muito tempo. Gravei um pouco na Turquia, aí paramos por um tempão; gravamos aqui mais um pouco, paramos de novo. A novela é muito grande, tem muitos núcleos. Agora, a gente consegue vê-la como realmente é.
Vilã sempre merece castigo?
Acho que essa vilã, sim.
Mas tem que ser exemplar, ou seja, para que o público acredite que a justiça foi feita?
Acho que é a própria lei divina. O castigo divino que não depende de um outro ser humano. É a lei de causa e efeito. Não é só pra mostrar ao público: ‘Não faça isso porque você será castigado’. Acho que seria muito primária essa linguagem. A própria vida faz com que o castigo venha a cavalo.


Você fez mil tipos diferentes. Um dos mais interessantes em termos de composição foi a transex Ramona, de As Filhas da Mãe (2001). Como foi interpretá-la? E numa época em que você era uma das grandes musas dos gays…
Até antes já era, vamos combinar… (risos). Eu adoro os gays! É um povo alegríssimo. Meus maiores amigos são gays, é uma gente muito especial.
E a Ramona lhe dava um prazer especial? Nem precisou de laboratório, não é?
Era só da convivência com os amigos. São tantos anos… Já estava encarnado!
Você é a favor do casamento entre homossexuais? Não só a união estável, mas com muita festa, vestido de noiva, glamour…
Claro que sim. Imagina? Sou a favor de as pessoas serem felizes. E se dois homens são felizes, são duas almas que se encontraram. O mesmo com duas mulheres. Já estamos em 2012, né? Tem acabar esse preconceito.
E esse beijo entre homossexuais masculinos que não sai na TV…
É bem machista o país que a gente vive.
Outro dia, você deu um depoimento ao Programa do Jô sobre uma cena sensual, na banheira, com a Louise Cardoso, no filme Matou a Família e Foi ao Cinema (1991). É complicado fazer uma cena homo?
A Louise é muito minha amiga. Foi mais fácil por isso. Eu gosto dela, tenho muito carinho por ela. Não houve qualquer problema.

Você também gravou cenas sensuais com a Maria Luisa Mendonça na minissérie Engraçadinha – Seus amores, Seus pecados (1995)…

Isso. Mas você está ali concentrada na personagem, não está pensando em nada além de fazer uma bela cena.

E cenas de nu? A personagem tem que pedir ou você pode abrir uma exceção?
Tanto o pedido do autor quanto o do diretor têm o mesmo peso. Se o diretor pede que você faça uma coisa dessas, que não seja gratuita. Na hora em que você vê que está ali, exposta, que o diretor está querendo tomar partido de uma coisa extra… e você exposta à toa? Não precisa. Agora se a personagem pede ou se realmente a situação pede, tudo bem!
Você posou nua para a Playboy, com 18, 19 e 20 anos. Foi difícil?
Sofri muito. Nossa, foi horrível!  Teve um dia em que desisti de tudo, parei e disse: ‘Não quero mais fotografar’. Botei minha roupa e fui embora, chorando que nem criança. Sofria também quando a revista saía (nas bancas).
Mas valeu a pena no final?
Achei que na época, sim. Mas não faria de novo.
Vamos falar de Cabaret. Money, money, money (trecho da música cantada no espetáculo) é muito importante na vida de uma pessoa?
É, mas não é tudo. Acho que o money, money, money tem que estar a seu serviço, e não o contrário. O dinheiro é uma energia que corre de você, tanto o dinheiro quanto a fama. São duas energias complexas e traidoras. Acho que quem estiver a serviço do dinheiro está fadado ao fracasso. Você precisa, sim, faz alguns trabalhos por causa dele, só que sua relação com o dinheiro deve ser saudável. A mesma coisa com a fama.
A Sally, sua personagem em Cabaret, sofre muito…
Você viu a peça?
Não, só vi o filme, com Liza Minelli.
Ih, mas a peça é muito pior. É mais angustiante. Foi tudo atenuado no filme porque foi o Bob Fosse quem dirigiu, e pela própria indústria cinematográfica. No cinema, Sally não é uma prostituta da pior qualidade, e sim uma cantora de cabaré; não é alcoólatra, enquanto na peça é totalmente viciada em gim. Na verdade, o cabaré é um buraco negro, junto com o Nazismo, que é muito forte naquele momento. Eles vão todos se afundando. E Sally acaba o espetáculo descabelada, toda borrada. Não tem glamour nenhum, como no filme.
E como é que você fica depois?
Exausta. Porque é uma personagem puxada, heavy.
Fica deprimida?
Não me deprime porque não sou uma pessoa adepta de levar a personagem pra casa, não sou doentinha a esse ponto de falar: ‘Ai, e agora o que faço com essa emoção?’. Chego em casa, tomo um banho de sal grosso – que a gente dorme e acorda diferente – e já foi! (risos). Outro dia, na gravação, estávamos comentando sobre o tráfico de bebês, que é uma coisa horrorosa. Eu não posso pensar com a cabeça da Claudia, tenho que pensar com a da Lívia pra poder sobreviver. Porque eu sou mãezona, amo bebês. A Lívia trata bebê como maçã, empurra com o pé a cesta onde ele está, coloca numa saca…  



É horrível como ela trata as pessoas. Bem diferente de você.
E a Wanda (Totia Meirelles)? A Wanda, na verdade, é a escrava da Lívia. Ela é tratada como lixo.
Aliás todo mundo, não?
É, mas a Wanda é o braço direito dela. Que, na verdade, ninguém é. Ela não confia em ninguém.
Deve ser terrível viver assim?
Eu nem me imagino. Quanto mais eu, que falo e brinco com todo mundo, me disponibilizo para as pessoas. Procurando manter sempre a energia positiva.
O que você acha que levou talentos como Judy Garland, a própria Liza, Elvis, Michael Jackson e tantos outros astros do showbiz à depressão, envolvimentos com drogas, destruição de suas carreiras?
Judy vem de uma criação horrorosa. Liza presenciou muita coisa ruim e acabou sendo afetada. Acho que tem a ver com o sucesso. Muitas vezes, a busca incansável por ele, sem limites.
E o medo do ostracismo?
Também, claro. Uma insegurança… Muitos se cobram demais. Começa aquela coisa de ‘tem que ter sempre energia’. Aí,toma um energético, um remédio pra dormir, um remédio pra acordar… ‘Tenho que ficar speed’ (ágil, com ânimo) e toma mais energético, e remédio, e bebidas. Uma pessoa que já é desequilibrada, que tem tendência à dependência química, vai embora… E acabam se perdendo grandes talentos.


Você acha que a carreira é datada? Em musicais, por exemplo, como dizia Marlene Dietrich, ‘chega a hora em que não dá mais para colocar pernas de fora’…
É datada, sim. E tem que dar uma reciclada. Quem fez isso lindamente foi Tony Ramos. Que é meu amigo e sempre foi galã. Ele nunca foi um homem deslumbrante de lindo, mas a gente falava: “Ai, meu Deus, como é lindinho!’. Era um lindo diferente. E de um talento à toda prova. Foi o galã da vez durante anos. Quando chegou aos 50, parou e pensou: ‘Pera aí, tenho que partir para novos personagens. Ou vou para personagens histriônicos e tipos, ou vou me ferrar’. Porque galã ele não seria mais. E se reciclou, se reinventou, de uma maneira tão profunda, original e verdadeira, que ficou ainda mais maravilhoso. A gente tem que pensar muito sobre isso. Porque tem um declínio, sim. Depois de uma certa idade, ninguém lhe chama mais pra fazer capa de revista, comercial… Se tiver sorte será chamada para ser a mãe, a avó.
E tem alternativa, além de se reciclar?
A gente que produz teatro, que produz suas próprias coisas, consolida uma carreira fora daqui, da televisão. Por exemplo, eu não fiz Guerra dos Sexos por causa do sucesso do Cabaret, e a Globo aceitou isso, porque pra ela também é bacana que eu esteja fazendo um projeto de tanta expressão. Entrei aqui (na Globo) aos 17 anos, praticamente um bebê. E adoro, não nego mesmo. Mas tenho que pensar que existe a minha vida fora daqui, no teatro, nos musicais.
Às vezes, cansa ser Claudia Raia?
Cansa! Nossa! Estar sempre incrível, magra, colocada, simpática, carismática, inteligente, cantando bem, dançando bem… Tem essa coisa de cansar, mas como sou muito alegre, muito positiva, fica mais fácil lidar com isso. E quando a nota não sai, penso: ‘Ah, que pena, ela quis compartilhar hoje’. E vamos em frente. Aí, entra a maturidade: ‘Não sou a Mulher Maravilha’. Não sou sempre incrível. Sou igual a todo mundo, gente!
É difícil manter a beleza e a forma?
Dá trabalho, mas a gente já percebe no HP uma ruga aqui (aponta para o rosto). Mas você acha que eu fico naquela preocupação louca? Nada… Olho no espelho e digo: “Ok! É isso que temos para oferecer hoje”. (risos). Hoje, aos 45, acho que sou melhor do que quando tinha 20.
E dá aquela vontade de colocar uma sandália rasteirinha, sair sem maquiagem, cabelo preso…
Na vida, geralmente, ando sem maquiagem, boto óculos, um gloss na boca, rabo de cavalo e vou. Mas estou sempre bem arrumada porque gosto. Não é para estar incrível para as pessoas. Eu gosto de estar assim! Mesmo que de rasteirinha. Agora as rasteirinhas e as sapatilhas têm estado muito na minha vida, porque que tenho um namorado que não é tão alto. Tenho que abaixar o tamanho do salto (risos).




Os amores da sua vida têm que acompanhar sua personalidade forte ou ficar um tom abaixo, serem mais tranquilos?
Não gosto de homem sem personalidade, não.
Você gosta de ser mandada?
Gosto, claro! Eu tenho um gaúcho do meu lado agora. Ele manda em mim. E manda muito bem.(risos) Sabe mandar: leonino e gaúcho…
E você faz a linha fofa?
Faço (risos).
Ninguém imagina você assim…
Sou mega mulherzinha! Meu maquiador do Cabaret diz: ‘Eu não acredito que você vai levar um cafezinho pro gaúcho! Você? A diva!’. Aí, eu falo: ‘Para com isso, Everton. Larga de ser bobo!’ (risos).
Já teve momento de querer deixar a carreira, parar com tudo?
Eu? Nunca! Parar? Essa palavra pra mim não existe. Já tive isso com a dança. Também, né? Já danço há 42 anos. Foi a época em que fui só bailarina, e comecei a trabalhar como atriz. Achei que poderia só atuar, mas parei durante dois meses, e tive a sensação de que me faltava o ar, meu corpo doía de não dançar. Outro dia, fazendo um aquecimento para o Cabaret, eu estava no meio, e disse; “Ah, não quero mais dançar. Não quero!’. Aí, o Jarbas falou: ‘Amor, vai pro camarim, toma um copinho d´água que daqui a pouco passa.’ Claro que não vou parar de dançar.
Você pensa em casar-se com Jarbas?
Ai… Não faz pergunta difícil! Fazemos a peça juntos, e onde um está, o outro também está. A gente já vive uma relação meio de casado. Estou amadurecendo a minha relação com ele. E as crianças gostam do Jarbas: ele é muito divertido.
E seu relacionamento com o Edson (Celulari) continua ótimo?
Continua. Foi uma trajetória linda, que cumpriu sua função lindamente. Um casamento de quase 17 anos! Agora somos amigos.
O que você faz para manter essa ótima forma?
Como horrores! Não paro, não consigo.(risos)
E a malhação?
Vamos lá: três vezes por semana ou quatro, uma no Rio, e as outras em São Paulo, porque o meu personal, Tonhão, mora lá. No meio disso entram o balé e o sapateado, Pelo menos duas vezes por semana. Antes de começar o espetáculo também. Hoje, por exemplo, vim gravar, hoje, já fiz duas aulas. E quando chegar em casa vou pular corda com o Enzo.
E a alimentação?
Estou com uma nutricionista, Alessandra Luglio. Com a dieta dela como sem parar. Carne vermelha não como muito pouco, porque me dá enxaqueca. Só por isso. Mas como de tudo, só que de três em três horas.
E doces, bebida alcoólica?
Não gosto de doces. Antes do Jarbas, eu não bebia nada, hoje tomo uma taça de champanhe de vez em quando. Aliás, o Jarbas é assim: se você der esse celular (mostra o aparelho dela), e alguém disser vai fazer bem, ele come. Não está nem aí. Não tem aquele prazer em comer. Eu tenho muito. (risos).
E a alcachofra da sua mãe? Sua perdição…
Como, claro! Adoro! Hoje comi um bacalhau feito por ela…
Você continua adepta do budismo?
Continuo. E com a minha guru, Cristina Fadul, que me introduziu no Budismo. É uma paranormal maravilhosa, me indica direções, o eixo… Ah, e a minha terapeuta. Mas não tomo ansiolíticos. Não gosto disso: remédio pra emagrecer, pra dormir… Sou muito ligada à vida saudável, à malhação, às boas energias.
Tudo isso fez de você esse mulherão, mas com uma alegria e energia de criança. Aliás, isso me faz lembrar da história da chupeta… Conta!
Você gosta, né?(risos). Bom, com 13 anos, fui fazer uma audição no Ballet Stagium e ganhei uma bolsa para estudar em Nova York. Depois de infernizar tanto a minha mãe, ela acabou me deixando ir. E lá fui eu, pegar o avião, de tailleur e com a minha chupeta.
Mas sua mãe não tentava tirá-la?
Tentava de todos os modos, mas não conseguia.
Poderia ter passado pimenta, como muita gente faz…
Ai,que horror! Isso é tortura! Cruzes! Mas, aí, quando apagou a luz do avião, eu comecei chupar a chupeta, que ficava escondida embaixo da gola do meu tailleur. Quando chegamos a Nova York, na pressa, saí do avião, achando que a chupeta estava na bolsa. Mas, depois, vi que tinha perdido. E nos Estados Unidos só tem aquelas ortodônticas, achatadinhas… Comprei uma, mas não gostei, e larguei. Imagina, em Nova York, sozinha, pensei: ‘Perdi tudo: minha mãe, minha família, minha chupeta… Agora tenho que crescer de qualquer maneira!’. E cresci! (risos).

Entrevista de Simone Magalhães
Fotos: Fco. Patrício (todos os direitos reservados)
Fonte: Portal AS Digital




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29 novembro 2012

Claudia Raia, no ar como a vilã de ‘Salve Jorge’, fala de sua obsessão por exercícios

Rio -  Claudia Raia em um dia feliz é assim: de repente, solta uma gargalhada deliciosamente sonora, do tamanho de suas pernas longas. À primeira vista, a atriz é um espelho de sua rotina espartana; seu corpo forte, um reflexo do exercício diário, que ela não abandona jamais. Mas dentro daquele corpo musculoso bate um coração mole, e nas suas veias corre muito humor. Confira o bate-papo com a vilã de ‘Salve Jorge’, que está em cartaz em São Paulo com o espetáculo ‘Cabaret’.



Você tem sido um dos grandes destaques de ‘Salve Jorge’. Seu núcleo é apontado como responsável por segurar a trama. O que você acha disso?
Claudia Raia: Não tem isso, é muito cedo para fazer qualquer análise, a novela está se instalando e estreou no horário de verão. O núcleo das traficadas é central, e que bom que está dando certo. Quanto a eu segurar a novela, acho que não tem nada a ver. A personagem é uma vilã, a dona da ação. Que mulher é essa que trafica bebês? Mas eu estou adorando fazer a Lívia. É muito diferente de tudo que eu já fiz, é quase que apertar a tecla SAP de mim mesma. É tudo menos, menos, menos. Para mim é megacustoso, porque sou uma atriz muito física e vigorosa, e ela tem poucos gestos, é pouco de tudo. Não pode aparecer nada, é tudo velado, é uma interpretação quase com a íris do olho somente.
O que você ouve nas ruas?
Escuto muito: ‘Nossa, estou com ódio de você desde a primeira -semana!’. Ou: ‘Que linda, que chique, mas que demônia!’ Já ouvi também: ‘Sua bruxa nude!’ (risos).
Por muito tempo, Bibi Ferreira, Marília Pêra e você eram ‘as atrizes brasileiras de musical’, as únicas que seguravam a onda de cantar, dançar e atuar no palco. De repente, houve um boom de musicais e se viu que o Brasil está cheio de atores completos. É uma felicidade ver o gênero disseminado ou você gostava de ser a grande estrela?
É praticamente a realização dos meus sonhos. Quando eu comecei a fazer musical, eu quase que catava elenco na rua. Perguntava se sabia cantar ‘Parabéns pra Você’ e a pessoa entrava no elenco. Era uma coisa meio mãe, de pessoas que começaram comigo aos 18 anos, eu era madrinha, moldava do meu jeito. Disciplinava eles e dizia: ‘Não me saia da linha porque você é um high act’ (artista superior). Depois os via em outros musicais, crescendo, com papéis melhores, dava vontade de chorar. É uma coisa meio mãe de Miss, ver minhas crianças crescendo e florescendo. Fico toda boba. No formato antigo nós produzíamos e atuávamos, a maioria dos espetáculos fui eu que produzi. Era muito complicado.


Qual seu nível de rigidez com relação a exercícios?
É uma coisa da vida inteira dedicada a isso. Não à beleza e ao belo corpo, mas à saúde, à profissão, à disciplina de bailarina. Malho todos os dias, a qualquer hora, mesmo se forem 11 e meia da noite. Chego em casa do Projac, janto com meus filhos, decoro o texto e vou para a esteira. Essa disciplina vem da minha educação, não é uma coisa que aprendi agora para ficar linda e com o bumbum duro e a pernona grossa. Minha mãe era dona de uma academia de dança, eu danço desde os 3 anos de idade.
Como é sua vida?
Sou uma pessoa extremamente feliz, alegre, gosto de sair, adoro comer, a-do-ro comer, é um dos grandes prazeres da minha vida, só que eu como direito. E quando tenho que sair e dar uma escorregada, também escorrego. Viver com poucos prazeres é inconcebível para mim, mas tenho uma alimentação extremamente regrada. Para esse espetáculo, precisava de um shape bem longilíneo, até por conta da época.
O que você vê quando se olha no espelho?
Uma mulher interessante, não exatamente bonita. Eu acho que tenho várias porções que unidas combinam. Se eu me visse na rua, pensaria: ‘Que mulher interessante! Grandona, alta e tal’. Tenho um estilo, uma coisa exótica. Mas principalmente, eu veria a minha alegria, acho que é o que eu tenho de melhor.
É sexy estar em cena com o namorado?
Temos apenas um número juntos e ele não faz par romântico comigo. Mas trabalhar junto é bacana, ainda mais nesse momento em que estou tendo que otimizar o meu tempo. Ter um namorado embutido é tão bom! Além disso, o Jarbas é um encontro profissional muito bacana na minha vida. Fazia muito tempo que queria trabalhar com ele, sempre me falavam dele.
Como se conheceram?
Ele foi fazer a audição e eu fiquei de boca aberta. Como eu fazia a produção do espetáculo, ele veio falar comigo sobre o contrato e eu disse: ‘Já estou namorando você há um tempão’. Aí, ele respondeu: ‘Bom, então vamos casar!’. Falou brincando, isso há 4 anos, eu estava casada. Mas é engraçado lembrar essa história. Primeiro, a gente ficou amigo e ele me ajudou muito no processo de separação. Foi meu esteio nesse momento. A nossa relação começou quatro meses depois da estreia de ‘Cabaret’. A gente se dava muito bem antes, mas não tinha nada a ver. Só depois foi colorindo a amizade.
O que você acha de a Globo estar de olho no seu filho Enzo?
Não sei de onde isso saiu, sinceramente. Acho bem difícil ele aceitar. Ele quer ser músico, fazer uma faculdade fora do País. É um cara que está em outra, toca cinco instrumentos, muito talentoso, canta superbem.
O que você vê na sua filha Sofia que lembra você?
Tanta coisa! O mais legal na Sofia é que ela tem uma mistura minha e do Edson, mas ao mesmo tempo ela é tão ela! Brinco que ela é uma Claudia Raia 4G. Mas aí a Carolina Dieckmann disse: ‘Não, ela é 10G, um G que ninguém inventou’. Quem conhece ela sabe. É uma menina forte, com muita personalidade e opinião. Sabe o que quer, do que gosta.
E como eles lidaram com a separação?
Eles moram comigo, mas vão para a casa do Edson quando estou em São Paulo. A minha relação com o Edson é muito aberta, e eu não estou procurando um pai para os meus filhos, o deles é maravilhoso. Não tem dia para pegar, pega a hora que quiser. Quer almoçar, vai. Eles ficam muito à vontade com isso, porque sabem que não perderam nem o pai nem a mãe. Apenas o pai e a mãe não são mais namorados. Quando eles sacaram que não perderam nenhum de nós, eles acalmaram. Não foi nada demais, houve o processo de luto, depois de entendimento e então de aceitação. 
   As informações são de Renata Reif , do iG




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