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"O ser humano é capaz de tudo, até de querer coisas nocivas e negativas para si mesmo."

- Claudia Raia

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07 dezembro 2012

Perto dos 46 anos, Claudia Raia posa de maiô e diz: 'Estou melhor hoje



Perto de completar 46 anos, no dia 23, Claudia Raia, a vilã Lívia de "Salve Jorge", contou à revista "Boa forma" que se sente mais feliz atualmente. A atriz, que foi casada durante 17 anos com o também ator Edson Celulari, hoje namora seu colega de palco na peça "Cabaret", Jarbas Homem de Mello.
- Claro que não aparento 20 anos de idade, mas estou melhor hoje. Ter 46 é melhor que 25. A energia é a mesma, mas a maturidade e a sabedoria são outras.
Claudia grava o folhetim de Gloria Perez de segunda a quinta-feira no Rio de Janeiro e se apresenta no musical em São Paulo de sexta a domingo. Ainda consegue se dedicar aos filhos, Enzo e Sofia, e à malhação. E se orgulha da trajetória na vida pessoal e na profissão:
- Tinha duas opções: ou aceitava o posto de gostosa ou virava uma atriz. Escolhi a segunda opção, sem abrir mão totalmente da primeira, o que seria burrice.

Fonte: Blog Patricia Kogut

04 dezembro 2012

Não há como fugir da Raia!


As seis horas no Projac esperando Claudia Raia gravar as cenas da maléfica Lívia, de Salve Jorge,valeram cada um dos 35 minutos que durou esta entrevista. Como sempre, a atriz, de 45 anos, estava animadíssima – mesmo depois de um dia longo de trabalho, duas aulas de balé e sapateado -, e louca para chegar em casa e se exercitar pulando corda com o filho Enzo, 15 anos, fruto do casamento com Edson Celulari, assim como Sophia, de 9 anos. Sucesso com o musical Cabaret, em São Paulo, Claudia interpreta a decadente Sally Bowles, um tipo “pesado, heavy”: ” Não me deprime porque não sou adepta de levar personagem pra casa, não sou doentinha a esse ponto de falar: ‘Ai, e agora o que faço com essa emoção?’”, garante a atriz que, desde fevereiro passado, assumiu o namoro com o coreógrafo e bailarino Jarbas Homem de Mello, 43 anos, com quem divide o palco. Uma paixão tão grande que Claudia, dona de personalidade forte, afirma que adora ser mandada pelo amado: “Sou intensa em todos os sentidos. É amar demais, tratar o homem como se ele fosse um rei, ser mulherzinha… Adoro ser mulherzinha! De fazer comidinha, cuidar, fazer massagem”. Mas La Raia, que está sempre no salto 15, tem horas que se cansa da expectativa em torno de seu estilo glamoroso: “Não sou a Mulher Maravilha. Não sou sempre incrível. Sou igual a todo mundo, gente!”. Embora esteja sempre na correria para gravar no Rio, se apresentar em São Paulo e cuidar dos filhos, ela encontra tempo para cuidar do corpo e da mente: “Hoje, aos 45, acho que sou melhor do que quando tinha 20″.




Você veio como vilã, depois da Carminha (Adriana Esteves), de Avenida Brasil. As pessoas criaram a expectativa de que Lívia surgisse com um fuzil AR-15. Acredita que ela vai colocar a ‘mão na massa’ ou será sempre uma estrategista?
Acredito que sim. É claro que são dois temperamentos e duas temperaturas. Na verdade, a gente fala de uma vilã que, no começo, nem sempre foi daquele jeito: a Carminha pegou fogo nos dois últimos meses. As pessoas são engraçadas… A gente tem uma novela com algumas semanas no ar: é claro que a Lívia tem que começar devagar, com uma estratégia. Não posso chegar com um AR-15 na mão, por que aí para onde eu vou no final? Temos oito meses de novela. Ela é uma vilã de estrutura racional, e não passional. Claro que, com essa frieza toda e o poder ardiloso de ser uma estrategista da pior qualidade, ela vai ser pega na curva. Milhões de coisas vão acontecer para que ela seja desmascarada, para que se depare com o lado passional dela quando for surpreendida por uma paixão, no meio da novela.
E o Haroldo (Otaviano Costa)?
O Haroldo foi só um aperitivo. Na verdade, ela estava usando-o.
Bom, a paixão é o Theo (Rodrigo Lombardi)…
(risos) Só posso dizer que é uma paixão arrasadora!
Muitos personagens em novelas se redimem por amor. Você acha que Lívia pode ser uma delas?
Ela, não. Porque é má por natureza. Não é má porque é psicopata, ou porque foi rejeitada pelos pais, como a Carminha.  Acho que a Lívia é má mesmo, de alma ruim, sabe? É até capaz de fazer uma boa ação se for algo que se reverta para ela. Pode fazer carinho num cachorrinho, porque precisa que ele esteja louco por ela, apaixonado, precisa daquele laço.
Uma mulher extremamente carente, não?
Muito! Precisa das pessoa todas em volta, pagando ou não, não interessa como.
Você acha que há uma maldade latente nas pessoas pronta pra vir à tona numa situação-limite?
O ser humano é bem complexo, coitado de quem achar: ‘Essa pessoa não é capaz disso’. Acho que o ser humano é capaz de tudo! E é uma delicia trabalhar com isso como atriz. Na verdade, você pode tudo. É claro que existem estruturas diferentes, bases diferentes, educação diferente. Mas você cria a personalidade e o caráter de uma criança até os 3 anos de idade, isso está completamente comprovado. Um menino que teve uma vida difícil, dura, vindo da Febem… É possivel ele se regenerar 100%? Talvez não. Mas não porque ele nasceu aqui ou ali. É porque ele não foi estruturado para isso nos primeiros 3 anos de vida. Então, não há milagre. Não há como você mexer daqui e dali: o cerne do problema continua mal feito. 
Acredita que existam pessoas eternamente boazinhas?
Às vezes, você está casada há 20 anos, e pode se pegar dizendo: ‘Eu não conheço essa pessoa com quem estou casada, nunca a vi tomar essa atitude!’. Não viu porque aquela atitude nunca esteve em sua vida ou porque a pessoa nunca passou por aquela situação. Nem ela saberia que a reação seria aquela. São situações nas quais você não tem ideia do que é capaz de fazer.
 O que você seria capaz de fazer para proteger os seus filhos?
Tudo! Qualquer coisa, qualquer coisa!
Matar, morrer?
Acho que sim. Não é possível tocar nos meus filhos de jeito nenhum! Acho que seria capaz de qualquer coisa, até de uma insanidade para protegê-los. Não interessa pelo que é: o ser humano vem com tudo quando se trata de proteger seus filhos. É o instinto animal.


O que faz de uma vilã uma personagem tão atraente ao público?
A ação está na mão da vilã, e a mocinha é a vitima. São personagens ardilosos, diferentes, com movimento.
Acha que o público fica interessado em situações que fogem do politicamente correto?
Acho. Porque ele até tem vontade de fazer, e não tem coragem. Então, ele se vê no outro, vive aquele prazer de fazer o que não é de bom tom através do outro, não na sua própria vida. Por isso as novelas tem tanta força.
Você está fazendo um drama, mas adora uma boa comédia. Qual dos dois prefere?
Eu adoro bons personagens. Mas que dá bem vontade de fazer umas palhaçadas de vez em quando, isso dá (risos).
Você se segura?
Eu me seguro completamente (risos). Claro que o que a gente está vendo no ar agora é o início de tudo. O público está começando a entender o que é a novela, a conhecer os personagens. Quando você vê a trama como um todo, o lugar que tem dentro desse todo, e o que isso significa na obra em geral, fala: ‘Ah, tá bom! A minha personagem é isso’. Daí começam a abrir as vertentes, porque numa obra aberta pode tudo. É cedo ainda pra falar, embora a gente já esteja gravando há muito tempo. Gravei um pouco na Turquia, aí paramos por um tempão; gravamos aqui mais um pouco, paramos de novo. A novela é muito grande, tem muitos núcleos. Agora, a gente consegue vê-la como realmente é.
Vilã sempre merece castigo?
Acho que essa vilã, sim.
Mas tem que ser exemplar, ou seja, para que o público acredite que a justiça foi feita?
Acho que é a própria lei divina. O castigo divino que não depende de um outro ser humano. É a lei de causa e efeito. Não é só pra mostrar ao público: ‘Não faça isso porque você será castigado’. Acho que seria muito primária essa linguagem. A própria vida faz com que o castigo venha a cavalo.


Você fez mil tipos diferentes. Um dos mais interessantes em termos de composição foi a transex Ramona, de As Filhas da Mãe (2001). Como foi interpretá-la? E numa época em que você era uma das grandes musas dos gays…
Até antes já era, vamos combinar… (risos). Eu adoro os gays! É um povo alegríssimo. Meus maiores amigos são gays, é uma gente muito especial.
E a Ramona lhe dava um prazer especial? Nem precisou de laboratório, não é?
Era só da convivência com os amigos. São tantos anos… Já estava encarnado!
Você é a favor do casamento entre homossexuais? Não só a união estável, mas com muita festa, vestido de noiva, glamour…
Claro que sim. Imagina? Sou a favor de as pessoas serem felizes. E se dois homens são felizes, são duas almas que se encontraram. O mesmo com duas mulheres. Já estamos em 2012, né? Tem acabar esse preconceito.
E esse beijo entre homossexuais masculinos que não sai na TV…
É bem machista o país que a gente vive.
Outro dia, você deu um depoimento ao Programa do Jô sobre uma cena sensual, na banheira, com a Louise Cardoso, no filme Matou a Família e Foi ao Cinema (1991). É complicado fazer uma cena homo?
A Louise é muito minha amiga. Foi mais fácil por isso. Eu gosto dela, tenho muito carinho por ela. Não houve qualquer problema.

Você também gravou cenas sensuais com a Maria Luisa Mendonça na minissérie Engraçadinha – Seus amores, Seus pecados (1995)…

Isso. Mas você está ali concentrada na personagem, não está pensando em nada além de fazer uma bela cena.

E cenas de nu? A personagem tem que pedir ou você pode abrir uma exceção?
Tanto o pedido do autor quanto o do diretor têm o mesmo peso. Se o diretor pede que você faça uma coisa dessas, que não seja gratuita. Na hora em que você vê que está ali, exposta, que o diretor está querendo tomar partido de uma coisa extra… e você exposta à toa? Não precisa. Agora se a personagem pede ou se realmente a situação pede, tudo bem!
Você posou nua para a Playboy, com 18, 19 e 20 anos. Foi difícil?
Sofri muito. Nossa, foi horrível!  Teve um dia em que desisti de tudo, parei e disse: ‘Não quero mais fotografar’. Botei minha roupa e fui embora, chorando que nem criança. Sofria também quando a revista saía (nas bancas).
Mas valeu a pena no final?
Achei que na época, sim. Mas não faria de novo.
Vamos falar de Cabaret. Money, money, money (trecho da música cantada no espetáculo) é muito importante na vida de uma pessoa?
É, mas não é tudo. Acho que o money, money, money tem que estar a seu serviço, e não o contrário. O dinheiro é uma energia que corre de você, tanto o dinheiro quanto a fama. São duas energias complexas e traidoras. Acho que quem estiver a serviço do dinheiro está fadado ao fracasso. Você precisa, sim, faz alguns trabalhos por causa dele, só que sua relação com o dinheiro deve ser saudável. A mesma coisa com a fama.
A Sally, sua personagem em Cabaret, sofre muito…
Você viu a peça?
Não, só vi o filme, com Liza Minelli.
Ih, mas a peça é muito pior. É mais angustiante. Foi tudo atenuado no filme porque foi o Bob Fosse quem dirigiu, e pela própria indústria cinematográfica. No cinema, Sally não é uma prostituta da pior qualidade, e sim uma cantora de cabaré; não é alcoólatra, enquanto na peça é totalmente viciada em gim. Na verdade, o cabaré é um buraco negro, junto com o Nazismo, que é muito forte naquele momento. Eles vão todos se afundando. E Sally acaba o espetáculo descabelada, toda borrada. Não tem glamour nenhum, como no filme.
E como é que você fica depois?
Exausta. Porque é uma personagem puxada, heavy.
Fica deprimida?
Não me deprime porque não sou uma pessoa adepta de levar a personagem pra casa, não sou doentinha a esse ponto de falar: ‘Ai, e agora o que faço com essa emoção?’. Chego em casa, tomo um banho de sal grosso – que a gente dorme e acorda diferente – e já foi! (risos). Outro dia, na gravação, estávamos comentando sobre o tráfico de bebês, que é uma coisa horrorosa. Eu não posso pensar com a cabeça da Claudia, tenho que pensar com a da Lívia pra poder sobreviver. Porque eu sou mãezona, amo bebês. A Lívia trata bebê como maçã, empurra com o pé a cesta onde ele está, coloca numa saca…  



É horrível como ela trata as pessoas. Bem diferente de você.
E a Wanda (Totia Meirelles)? A Wanda, na verdade, é a escrava da Lívia. Ela é tratada como lixo.
Aliás todo mundo, não?
É, mas a Wanda é o braço direito dela. Que, na verdade, ninguém é. Ela não confia em ninguém.
Deve ser terrível viver assim?
Eu nem me imagino. Quanto mais eu, que falo e brinco com todo mundo, me disponibilizo para as pessoas. Procurando manter sempre a energia positiva.
O que você acha que levou talentos como Judy Garland, a própria Liza, Elvis, Michael Jackson e tantos outros astros do showbiz à depressão, envolvimentos com drogas, destruição de suas carreiras?
Judy vem de uma criação horrorosa. Liza presenciou muita coisa ruim e acabou sendo afetada. Acho que tem a ver com o sucesso. Muitas vezes, a busca incansável por ele, sem limites.
E o medo do ostracismo?
Também, claro. Uma insegurança… Muitos se cobram demais. Começa aquela coisa de ‘tem que ter sempre energia’. Aí,toma um energético, um remédio pra dormir, um remédio pra acordar… ‘Tenho que ficar speed’ (ágil, com ânimo) e toma mais energético, e remédio, e bebidas. Uma pessoa que já é desequilibrada, que tem tendência à dependência química, vai embora… E acabam se perdendo grandes talentos.


Você acha que a carreira é datada? Em musicais, por exemplo, como dizia Marlene Dietrich, ‘chega a hora em que não dá mais para colocar pernas de fora’…
É datada, sim. E tem que dar uma reciclada. Quem fez isso lindamente foi Tony Ramos. Que é meu amigo e sempre foi galã. Ele nunca foi um homem deslumbrante de lindo, mas a gente falava: “Ai, meu Deus, como é lindinho!’. Era um lindo diferente. E de um talento à toda prova. Foi o galã da vez durante anos. Quando chegou aos 50, parou e pensou: ‘Pera aí, tenho que partir para novos personagens. Ou vou para personagens histriônicos e tipos, ou vou me ferrar’. Porque galã ele não seria mais. E se reciclou, se reinventou, de uma maneira tão profunda, original e verdadeira, que ficou ainda mais maravilhoso. A gente tem que pensar muito sobre isso. Porque tem um declínio, sim. Depois de uma certa idade, ninguém lhe chama mais pra fazer capa de revista, comercial… Se tiver sorte será chamada para ser a mãe, a avó.
E tem alternativa, além de se reciclar?
A gente que produz teatro, que produz suas próprias coisas, consolida uma carreira fora daqui, da televisão. Por exemplo, eu não fiz Guerra dos Sexos por causa do sucesso do Cabaret, e a Globo aceitou isso, porque pra ela também é bacana que eu esteja fazendo um projeto de tanta expressão. Entrei aqui (na Globo) aos 17 anos, praticamente um bebê. E adoro, não nego mesmo. Mas tenho que pensar que existe a minha vida fora daqui, no teatro, nos musicais.
Às vezes, cansa ser Claudia Raia?
Cansa! Nossa! Estar sempre incrível, magra, colocada, simpática, carismática, inteligente, cantando bem, dançando bem… Tem essa coisa de cansar, mas como sou muito alegre, muito positiva, fica mais fácil lidar com isso. E quando a nota não sai, penso: ‘Ah, que pena, ela quis compartilhar hoje’. E vamos em frente. Aí, entra a maturidade: ‘Não sou a Mulher Maravilha’. Não sou sempre incrível. Sou igual a todo mundo, gente!
É difícil manter a beleza e a forma?
Dá trabalho, mas a gente já percebe no HP uma ruga aqui (aponta para o rosto). Mas você acha que eu fico naquela preocupação louca? Nada… Olho no espelho e digo: “Ok! É isso que temos para oferecer hoje”. (risos). Hoje, aos 45, acho que sou melhor do que quando tinha 20.
E dá aquela vontade de colocar uma sandália rasteirinha, sair sem maquiagem, cabelo preso…
Na vida, geralmente, ando sem maquiagem, boto óculos, um gloss na boca, rabo de cavalo e vou. Mas estou sempre bem arrumada porque gosto. Não é para estar incrível para as pessoas. Eu gosto de estar assim! Mesmo que de rasteirinha. Agora as rasteirinhas e as sapatilhas têm estado muito na minha vida, porque que tenho um namorado que não é tão alto. Tenho que abaixar o tamanho do salto (risos).




Os amores da sua vida têm que acompanhar sua personalidade forte ou ficar um tom abaixo, serem mais tranquilos?
Não gosto de homem sem personalidade, não.
Você gosta de ser mandada?
Gosto, claro! Eu tenho um gaúcho do meu lado agora. Ele manda em mim. E manda muito bem.(risos) Sabe mandar: leonino e gaúcho…
E você faz a linha fofa?
Faço (risos).
Ninguém imagina você assim…
Sou mega mulherzinha! Meu maquiador do Cabaret diz: ‘Eu não acredito que você vai levar um cafezinho pro gaúcho! Você? A diva!’. Aí, eu falo: ‘Para com isso, Everton. Larga de ser bobo!’ (risos).
Já teve momento de querer deixar a carreira, parar com tudo?
Eu? Nunca! Parar? Essa palavra pra mim não existe. Já tive isso com a dança. Também, né? Já danço há 42 anos. Foi a época em que fui só bailarina, e comecei a trabalhar como atriz. Achei que poderia só atuar, mas parei durante dois meses, e tive a sensação de que me faltava o ar, meu corpo doía de não dançar. Outro dia, fazendo um aquecimento para o Cabaret, eu estava no meio, e disse; “Ah, não quero mais dançar. Não quero!’. Aí, o Jarbas falou: ‘Amor, vai pro camarim, toma um copinho d´água que daqui a pouco passa.’ Claro que não vou parar de dançar.
Você pensa em casar-se com Jarbas?
Ai… Não faz pergunta difícil! Fazemos a peça juntos, e onde um está, o outro também está. A gente já vive uma relação meio de casado. Estou amadurecendo a minha relação com ele. E as crianças gostam do Jarbas: ele é muito divertido.
E seu relacionamento com o Edson (Celulari) continua ótimo?
Continua. Foi uma trajetória linda, que cumpriu sua função lindamente. Um casamento de quase 17 anos! Agora somos amigos.
O que você faz para manter essa ótima forma?
Como horrores! Não paro, não consigo.(risos)
E a malhação?
Vamos lá: três vezes por semana ou quatro, uma no Rio, e as outras em São Paulo, porque o meu personal, Tonhão, mora lá. No meio disso entram o balé e o sapateado, Pelo menos duas vezes por semana. Antes de começar o espetáculo também. Hoje, por exemplo, vim gravar, hoje, já fiz duas aulas. E quando chegar em casa vou pular corda com o Enzo.
E a alimentação?
Estou com uma nutricionista, Alessandra Luglio. Com a dieta dela como sem parar. Carne vermelha não como muito pouco, porque me dá enxaqueca. Só por isso. Mas como de tudo, só que de três em três horas.
E doces, bebida alcoólica?
Não gosto de doces. Antes do Jarbas, eu não bebia nada, hoje tomo uma taça de champanhe de vez em quando. Aliás, o Jarbas é assim: se você der esse celular (mostra o aparelho dela), e alguém disser vai fazer bem, ele come. Não está nem aí. Não tem aquele prazer em comer. Eu tenho muito. (risos).
E a alcachofra da sua mãe? Sua perdição…
Como, claro! Adoro! Hoje comi um bacalhau feito por ela…
Você continua adepta do budismo?
Continuo. E com a minha guru, Cristina Fadul, que me introduziu no Budismo. É uma paranormal maravilhosa, me indica direções, o eixo… Ah, e a minha terapeuta. Mas não tomo ansiolíticos. Não gosto disso: remédio pra emagrecer, pra dormir… Sou muito ligada à vida saudável, à malhação, às boas energias.
Tudo isso fez de você esse mulherão, mas com uma alegria e energia de criança. Aliás, isso me faz lembrar da história da chupeta… Conta!
Você gosta, né?(risos). Bom, com 13 anos, fui fazer uma audição no Ballet Stagium e ganhei uma bolsa para estudar em Nova York. Depois de infernizar tanto a minha mãe, ela acabou me deixando ir. E lá fui eu, pegar o avião, de tailleur e com a minha chupeta.
Mas sua mãe não tentava tirá-la?
Tentava de todos os modos, mas não conseguia.
Poderia ter passado pimenta, como muita gente faz…
Ai,que horror! Isso é tortura! Cruzes! Mas, aí, quando apagou a luz do avião, eu comecei chupar a chupeta, que ficava escondida embaixo da gola do meu tailleur. Quando chegamos a Nova York, na pressa, saí do avião, achando que a chupeta estava na bolsa. Mas, depois, vi que tinha perdido. E nos Estados Unidos só tem aquelas ortodônticas, achatadinhas… Comprei uma, mas não gostei, e larguei. Imagina, em Nova York, sozinha, pensei: ‘Perdi tudo: minha mãe, minha família, minha chupeta… Agora tenho que crescer de qualquer maneira!’. E cresci! (risos).

Entrevista de Simone Magalhães
Fotos: Fco. Patrício (todos os direitos reservados)
Fonte: Portal AS Digital




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07 novembro 2012

Entrevista com Mateus Ribeiro

AH, lulus! 
Hoje é aniversário de uma pessoa muito especial aqui 
pra nós do ACR e também para os fãs de Cabaret! 

Há 19 anos atrás, nascia Mateus Ribeiro de Aquino. Nascido em Florianópolis, mudou-se muito novo para Fortaleza onde já se interessava pelas artes. Com apenas 10 anos, deu inicio a sua carreira, se tornando o incrível bailarino que é hoje! Em 2008, mudou-se novamente, dessa vez para Brasília onde enfim direcionou seus estudos para o teatro musical na ETMB (Escola de Teatro Musical de Brasilia), na qual participou de diversas montagens acadêmicas!
Hoje, Mateus integra a grandiosa equipe do musical Cabaret, fazendo parte do elenco como Gunther, um dos Kit Kat Boys!

Mais sobre a vida do ator/bailarino/cantor 
você confere nessa entrevista exclusiva que ele nos concedeu!

Querido, nós do ACR desejamos a você tudo de bom e de melhor nessa vida! Que você continue crescendo e se tornando uma pessoa cada dia mais maravilhosa. MERDA! 

Senhoras e Senhores, Mesdames et Messieurs,
Ladies and Gentlemen! Com vocês... Mateus Ribeiro!!

Nome Completo: Mateus Ribeiro de Aquino

Fale um pouco sobre sua carreira:
 Nasci em Florianópolis e muito novo me mudei pra Fortaleza. Sempre me interessei pelas artes, mas iniciei minha carreira como ator aos 10 anos de idade, atuando em teatro e trabalhando em campanhas publicitárias. Em 2008, me mudei pra Brasilia e lá direcionei os meus estudos ao teatro musical na ETMB (Escola de Teatro Musical de Brasilia), na qual participei de diversas montagens acadêmicas. Foram durantes esses anos em Brasilia que comecei a ter contato com o mundo dos musicais e percebi o quanto vinha crescendo no Brasil e que eu tinha uma grande identificação. Passei a me dedicar e a fazer aulas de dança todos os dias da semana. Fiz um bom tempo de Sapateado e Hip Hop, depois passei pro Ballet e Jazz. Mas durante esses anos a modalidade de dança que me dediquei mais foi o Street Jazz, com Fernanda Fiuza. Fui seu monitor e com 16 anos passei a dar aulas para turmas iniciantes e intermediarias. Passei a estudar canto com Danilo Timm e fui integrante do grupo de cantores performáticos Dinner Show durante 3 anos. Participei de diversos WorkShops de dança e canto com grandes nomes do cenário artístico nacional e internacional. Procurando sempre me aperfeiçoar e aprender coisas novas. Acredito que o artista tem que estar sempre em busca de novos aprendizados e novos desafios a fim de ser o mais completo possível. Em 2011, me mudei pra São Paulo pra integrar o elenco do ''Cabaret'' sendo o integrante mais novo, com 17 anos.

Qual foi seu primeiro trabalho profissional? O meu primeiro trabalho profissional em Teatro Musical está sendo o Cabaret . Em Brasilia, dei aulas de dança em academias, e integrei duas empresas de animação de festa, uma cantando e a outra como ator e bailarino performático. Dos 10 aos 14 fiz campanhas publicitárias.

Tem algum papel, que é seu sonho fazer? De musical, tem alguns papeis que eu gostaria de fazer, mas eu não sou muito de ter os meus preferidos! Um que eu amo, mas que não posso mais fazer por causa de perfil é o Billy Elliot. Outros personagens que eu gosto muito são o Sweeney Todd, Bert (Mary Poppins), Tarzan, Boq (Wicked), Jack (Into The Woods).. Eu acho que pra cada musical eu tenho o personagem que me ''atrai'' mais. Eu tenho um gosto bem eclético, gosto desde musicais bem antigos a musicais mais modernos, desde musicais mais ''sombrios'' como Sweeney Todd, 7- O musical.. a musicais ''bem felizes'' como HairSpray , Mary Poppins.., etc. Adoro o Cabaret por misturar dramáticas mais pesadas, como partes muito engraçadas.. eu acho que tudo isso se deve ao próprio humor e vida da personagem da Claudia, Sally Bowles.

Dança pra você é...? É uma coisa muito difícil de explicar.. posso tentar de várias formas, mas acho que nunca vou conseguir falar exatamente o que ela representa pra mim. Dança não é para ser explicada ou definida. Ela vai além das palavras.. A dança pra mim é como se fosse um meio de comunicação, por que afinal de contas o corpo fala.. só que ela fala com o coração, ela passa aquilo que você está sentindo para outra pessoa, você compartilha aquele seu momento de vida com quem também está dançando e com quem assiste. Ela não fala aquilo que você quer dizer, e sim aquilo que você ta sentindo e aquilo que a outra pessoa está aberta a receber. Quando danço.. eu esqueço da vida, esqueço que existem problemas e esqueço que existe um mundo lá fora.. nesses minutos eu sinto apenas o prazer de viver!

Se não fosse bailarino, cantor e ator seria...? Não seria! Rsrs. Não sei.. já me perguntei isso. Quando eu era bem novo eu queria ser mágico, fui crescendo e pensei em Arquitetura, por que amava desenhar, ai também já pensei em direito ou algo mais ligado a investigação, como perito criminal! Também já pensei que se eu não fosse artista eu iria trabalhar com algo em que eu pudesse conhecer o mundo, ajudar as pessoas, conhecer outros lugares, outras culturas.. mas tudo isso é muito vago. Graças a Deus não tive essa trabalheira de escolher o que eu queria ser, a arte esteve presente na minha vida desde criança! Aos 10 anos quando comecei a ter aulas de teatro percebi que era o lugar que eu amava estar e passei a focar minha vida e meus interesses em tudo que tivesse a ver com o arte, por isso fiz cursos de circo, pano, malabares, danças, etc, pois pra mim um artista tem que tentar sempre ser o mais completo possivel. Minha mãe diz que a arte me escolheu e quando eu tive consciência disso passei a me dedicar e a ter foco no meu futuro. Hoje sei que não quero fazer outra coisa que não seja relacionada a arte, pois é isso que amo fazer.

Já tem algum projeto mais pra frente? Não, nada fechado. Quero me manter no teatro musical, continuar estudando canto, teatro, dança e ter contato com TV e circo que são duas coisas das quais me interesso. Buscando novos desafios.

 'Newsies - Brasilia 2011'
Um momento marcante na sua carreira? Tiveram alguns que me marcaram muito, mas os mais recentes são todos (obviamente) ligados ao Cabaret.. Como exemplo, o dia que eu estava no metrô e recebi a ligação da minha mãe me contando que eu tinha passado no Cabaret. Ou quando a Claudia me falou que iria fazer de mim o maior ator de teatro musical do brasil. Ou mesmo quando pessoas que eu admiro muito no ramo artístico, veem me cumprimentar e parabenizar pelo meu trabalho. Isso tudo são momentos que me marcaram e marcam muito. São emoções que levarei para a vida inteira.

Ator favorito? Amo os trabalhos do Johnny Depp.

Atriz favorita? Meryl Streep

Uma mania? Tenho mania de ficar mexendo o copo enquanto bebo, independe do que seja. Sempre acabo com o gás do refrigerante. Rs.

Um sonho? Ser reconhecido pelo meu trabalho. Ter uma carreira bonita, bem estruturada e reconhecida tanto pela classe artística como pelo publico.

Um ídolo, um exemplo de vida? Como exemplo de vida vou citar minha mãe, pois ela superou grandes barreiras na vida e sempre fez de tudo para eu alcançar meus objetivos, sempre me incentivando. E como ídolo, apesar deu não ter muitos, vou citar a própria Claudia Raia. Não por que quero puxar saco ou algo parecido, Rs, mas sim por que ela realmente é um exemplo a ser seguido. Além de ser uma artista extraordinária, é uma pessoa maravilhosa. Antes de se preocupar com o material, se preocupa com o humano. Ela é muito guerreira. Ela faz o espetáculo custe o que custar. Os colegas do elenco até chegou a brincar, pois um dia que ela estava doente, gripada, e alguém questionou: '', será que vai cancelar?'' e outra pessoa, respondeu ''é óbvio que não. Ela fez o espetáculo com o dedo quebrado, você acha que ela vai cancelar por que esta gripada?'', Rs, e assim foi, lá estava ela aquecendo, alongando, fazendo tudo pro espetáculo não parar, super doente, mas quando ela entrou em cena, o publicou sequer percebeu qualquer fragilidade. E isso por que é a Claudia Raia. Pode ser um simples fato, mas isso me fez parar muito tempo pra pensar, e isso foi muito importante pra mim. Ela esta no teatro por que ela ama. Não por que quer ganhar dinheiro, ou quer ser rica, ou quer ser famosa, ou quer sair na capa de uma revista, isso tudo veio como consequencia de toda dedicação dela. Ela ta lá por que ela ama o que faz, ela ama a nossa profissão, ela ama a arte! Por isso eu a considero um exemplo de artista de verdade! 

 Montagem de A Familia Addams
Hairspray
Em Cabaret, você é o caçula. Em algum momento isso te deixou intimidado? Acho que não, isso me deixou muito feliz. Primeiro por ser algo que eu não estava esperando, tudo aconteceu muito rápido e segundo por entrar em um elenco incrível de profissionais que eu já admirava. Eu vi isso como uma grande oportunidade de mostrar o meu trabalho, dar um grande passo na minha carreira profissional e mais que tudo, de aprender.

Quando você conheceu Claudia Raia? A primeira vez que eu vi a Claudia ao vivo foi em 2009 no musical ''De pernas pro Ar'', que fez uma turnê pelo Brasil e passou por Brasilia. Mas nessa data não tive contato com ela, só a vi da platéia. A primeira vez que cheguei a conhecê-la e falar, foi durante as audições do Cabaret.

Ficou intimidado, ou logo de cara, ela já passou uma tranqüilidade? Ela desde o começo das audições tentou nos deixar calmos. Mas não vou falar que ela conseguiu, por que ficar calmo em uma audição é praticamente impossível. Rs. Mas ela reduziu muito o nervosismo de quem estava audicionando. Ela tem uma personalidade muito forte e sempre bem humorada, isso passa uma segurança e faz com que todos fiquem menos intimidados.

Uma historia engraçada dos bastidores? Essas histórias eu vou deixar nos bastidores mesmo! haha.. 

Claudia Raia e Mateus Ribeiro

Claudia Raia é... Uma guerreira, uma estudiosa das artes, uma artista incrível, uma mãe coruja, uma diva (no bom sentido, claro! Rs), uma mulher linda, um ser humano com o coração gigante, um exemplo de determinação e uma madrinha que ganhei de presente.

Entrevista realizada por Fã Site Atriz Claudia Raia
Fotos enviadas por Mateus Ribeiro 
+ foto do Correio Braziliense
Confira Aki a Entrevista com o Guilherme Magon

08 outubro 2012

"Lívia é diferente de tudo que já fiz até agora"



Linda, fria e calculista. Esse é o perfil da traficante de meninas Lívia, próxima personagem de Claudia Raia, em Salve Jorge , que estreia na segunda 22, no lugar de Avenida Brasil. Em sua primeira parceria com Gloria Perez, a atriz, que atualmente se divide entre as gravações da novela no Rio e o palco do Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, com o musical Cabaret, conta que, apesar da rotina pesada, não se arrepende de ter aceitado o papel.
Para a atriz de 45 anos, 27 deles de profissão, a vilã é um dos papéis mais "incríveis" de sua carreira. "Lívia é extremamente fria e objetiva. É uma personagem bem diferente de tudo com o que eu trabalhei até agora", afirma. Claudia, que abriu mão de Guerra dos Sexos, novela na qual estava escalada havia três anos por Silvio de Abreu para se dedicar ao musical, garante que não houve saia justa ao aceitar o convite de Gloria.
Mas, antes de aceitar a convocação, além de falar com Silvio, a quem considera um pai, ela também convocou os filhos, Enzo, 14 anos, e Sophia, de 8, e só aceitou o trabalho depois do aval dos pequenos. "Perguntei se estavam preparados para ficarem sem mãe durante pelo menos oito meses. Contei como seria a personagem e eles me deram força para eu fazer", lembrou, emocionada.

O fato de abrir mão de Guerra dos Sexos, para a qual estava escalada havia três anos, e aceitar trabalhar com Gloria Perez não gerou nenhuma saia justa com Silvio de Abreu?
O Silvio é meu pai, meu tudo! Ele sabia o quanto era importante o Cabaret na minha vida. Na época, ele disse que, mesmo aos prantos, abriria mão de mim em Guerra dos Sexos para eu investir no musical, que sempre foi um grande sonho. Quando falei que iria fazer Salve Jorge, ele adorou! Disse que se eu não topasse, iria me dar uma surra.
E por que decidiu aceitar fazer uma novela junto com Cabaret?
A Globo, na verdade, está abrindo uma exceção que quase não se faz: que é uma protagonista das 9 fazendo teatro em São Paulo. Os meus colegas de elenco sabem que foi uma superexceção.
E como aconteceu o convite?
Então, quando saí de Guerra dos Sexos (ela seria Vânia - papel que ficou com Luana Piovani -, amante de Felipe, personagem de seu ex, Edson Celulari), fui para Gabriela (ela interpretaria Zarolha, feita por Leona Cavalli) e passei por quase toda a programação da Globo, até por Cheias de Charme! E decidiram que eu iria ficar mesmo em Gabriela. Achei ótimo porque daria para conciliar com Cabaret. Quando a Gloria, este furacão, me ligou, eu estava em Angra com meus filhos. Estava tranquila e a ouvi dizer ao telefone: "Você é a minha protagonista. Só faço com você. O papel é seu e não tenho outra pessoa para fazer".
Deve ter acontecido uma tremenda reviravolta na sua vida...
Em princípio, eu disse que não poderia fazer por causa do musical, mas ela disse que não teria problema. Nem que para isso ela escrevesse a novela em dois cenários e uma externa. Aí eu chamei os meus filhos e disse: "Olha, gente, temos um impasse aqui no meio do caminho. Se vocês disserem que é muito duro ficar sem a mamãe por causa do teatro em São Paulo e a novela no Rio, eu digo não". Mas eles adoraram a personagem e disseram que eu tinha que fazer, que o papel era incrível... Só depois do aval dos pequenos, eu disse sim.
Fale um pouco sobre a Lívia...
Ela é a cabeça do tráfico de mulheres. É linda, riquíssima e acima de qualquer suspeita. É extremamente fria e objetiva, daquelas pessoas que já nascem cruéis e com um único objetivo, que é ganhar dinheiro. Uma personagem bem diferente de tudo com o que eu trabalhei até agora. É instigante e maravilhosa!
De que maneira você acha que esse perfil cruel da Lívia mexeu com você, que é mãe de dois filhos?
No workshop, eu ouvi coisas que me fizeram chorar o dia inteiro. Depoimentos de mães que tiveram suas filhas mortas, que me impressionaram muito. Minha vontade era pegar a bolsa e ir embora. Na verdade, é um peso fazer esse papel. Digo isso pela realidade, porque a gente está falando de uma coisa que existe e é muito dura. É horroroso!


Fonte: M de Mulher

28 maio 2012

Entrevista com Guilherme Magon

Ah! Lulus sorriam, temos novidade pra vocês!!! É o seguinte... todo mês teremos uma entrevista exclusiva aqui no ACR! 
Nós corremos atras, demos a cara a tapa, fomos totalmente caras de pau loucas, descoladas e conseguimos! \õ/
E pra começar temos Guilherme Lindo Magon, que é um sonho de pessoa! hahaha, o genro que mamãe pediu a Deus! (:

Confiram essa super entrevista logo a abaixo!


Guilherme Magon é Clifford Bradshaw no Musical Cabaret.
Guilherme Carosilo Magon, formado pelo Teatro Escola Célia Helena e pela Oficina de Atores da Rede Globo. Faz teatro desde os 11 anos e atualmente cursa aulas de canto com Andréia Vitfer. Cantou pela primeira vez no palco em 2009 a música "What Are You Doing The Rest of Your Life" na peça "Fragmentos de um Retrato", com a direção de Nelson Baskerville. Interpretou o personagem Eddie no musical "Mamma Mia!" e fez o papel de Pablo no longa-Metragem "Rinha", dirigida por Marcelo Galvão. Participou da peça "Cuidado! Garoto Apaixonado" como Eros, além de curta-Metragens e filmes de publicidade. Atualmente Guilherme da vida ao personagem Clifford Bradshaw, no Musical Cabaret, ao lado de Claudia Raia, Jarbas Homem de Mello e grande elenco.

Nome Completo: Guilherme Carosilo Magon

Carreira:   Faço teatro desde os 11, sou formado pelo Teatro Escola Célia Helena e Oficina de Atores da Rede Globo. Há uns 3 anos atrás tomei coragem e fui atrás de outra paixão: cantar. Ai fui aprovado no Mamma MIa! em 2010 e o Cabaret veio logo depois. Nesse ano, além de estar no Cabaret, também filmei o segundo longa-metragem da minha carreira. (o mesmo que Claudia e Jarbas farão). Agora é trabalhar bastante para poder estar nos 3 meios que amo: teatro, cinema e TV.

Qual foi seu primeiro trabalho profissional?
A peça "Cuidado! Garoto Apaixonado" do livro e direção de Toni Brandão. Eu fazia o Deus Eros.

Tem algum papel, que é seu sonho fazer?
Queria um dia fazer o Coringa, do Batman!

Como esta sendo fazer Cabaret?
Uma enorme realização como profissional. A sensação de estar defendendo um protagonista tão delicado e marcante ao lado de um elenco desses é incrível. Estou muito feliz!

Se não fosse ator seria...?
Ator frustrado.

Já tem algum projeto mais pra frente?
Ainda não tenho nada certo, tem muito Cabaret pela frente!

Um momento marcante na sua carreira?
Os testes do Cabaret,

Ator favorito?
Não tenho só um…. Anthony Hopkins, Heath Ledger.. são tantos!

Atriz favorita?
Meryl Streep

Uma mania?
Cantar muito sozinho

Um sonho?
Ter uma carreira longa, sólida e com sucesso através do meu trabalho.

Um ídolo, um exemplo de vida?
Minha mãe,
Como nosso blog é sobre a atriz Claudia Raia, perguntas sobre ela não poderia faltar neah?! (responda o que quiser, e o que puder) 


Quando você conheceu Claudia Raia?
No primeiro teste do Cabaret!

Ficou intimidado, ou logo de cara, ela já passou uma tranqüilidade?
Foi uma situação profissional, um teste. Ela me passou muita calma, me deu muita atenção e me enxergou (e me enxerga até hoje) com um olhar muito generoso.

Uma historia engraçada dos bastidores?
Lembrei uma história de cena muito boa: quando a Liane Maya começou a cantar a sua ária com um leve sotaque de Portugal. Me segurei muito para não rir

Claudia Raia é...
Uma mulher que merece tudo o que tem.

Guilherme Magon como Cliff e Claudia Raia como Sally - Musical Cabaret


Entrevista realizada por Fã Site Atriz Claudia Raia
Fotos por I.F


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