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"O ser humano é capaz de tudo, até de querer coisas nocivas e negativas para si mesmo."

- Claudia Raia

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12 agosto 2013

Com aliança, Claudia Raia e namorado assistem à musical



Cláudia Raia e o namorado, Jarbas Homem de Mello, assistiram ao espetáculo Billy Elliot – O Musical, no Credicard Hall, em São Paulo, na noite de domingo (11). A atriz chamou a atenção pelo anel que usou na mão esquerda.
O casal assumiu o romance em fevereiro de 2012, quando foram fotografados juntos no Carnaval, em um camarote da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Na época, eles atuavam juntos no musical Cabaret.




Fonte: Ego / Quem

01 maio 2013

Claudia Raia: "Eu me acho interessante. Linda, sei que não sou"


Loucuras por amor ela jura que não faz. No máximo, comete uns “exageros”, como anunciar no programa do Chacrinha o primeiro casamento, em 1986, com o ator Alexandre Frota. A relação durou três anos. O segundo casamento, com o ator Edson Celulari, durou quase duas décadas. É ele o pai de seus dois filhos, Enzo, de 15 anos, e Sophia, de 10. O casal se separou amigavelmente em 2010. Traumas? Ela garante que nenhum. Tanto que logo se apaixonou novamente, dessa vez por um amigo, o bailarino Jarbas Homem de Melo, seu partner no musical "Cabaret" (2011). Os primeiros a saber foram seus filhos.“Contei tudo a eles. Expliquei quem ele era, de onde vinha. De início, ficaram enciumados. Hoje estão amigos.” Foi apenas após abrir o jogo para eles que o casal apareceu aos beijos em locais públicos. Em outubro, estarão novamente juntos em cena, no espetáculo de sapateado Crazy for You. Enquanto não estreia, Cláudia esbanja maldades na novela "Salve Jorge", em que interpreta a vilã Lívia Marini.


Encontrar um espaço em sua agenda no final das gravações é difícil. Mas quando Cláudia quer, acontece. A atriz recebeu a reportagem de Marie Claire nos estúdios do Projac-RJ. Pessoalmente, ela é expansiva e carismática, do tipo que domina a cena. Difícil imaginá-la frágil. Cláudia nasceu em Campinas, interior de São Paulo, numa família de mulheres talentosas. A mãe, Odete, bailarina e maestrina, ficou viúva quando a filha tinha só 4 anos. Para criar Cláudia e sua irmã, Olenka, abriu uma academia de dança. Foi ali que a futura atriz cresceu. Logo no início da carreira, como bailarina, conquistou bolsas para estudar nos Estados Unidos e na Argentina. Aos 13 anos, foi morar em Nova York, onde ficou por quatro anos. Estreou naTVassim que retornou, ao lado de Jô Soares (com quem também namorou) no programa "Viva o Gordo", da Rede Globo. Em 1985, ganhou o primeiro grande papel em uma novela, "Roque Santeiro", como a divertida bailarina Ninon, que lhe rendeu o prêmio de revelação feminina pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e o Troféu Imprensa como revelação do ano. Logo depois, fez o Brasil morrer de rir nos tempos de "TV Pirata", consagrando-se como uma das atrizes mais versáteis da TV. Paralelamente, virou a grande estrela de musicais no teatro. Aqui, ela fala dos amores, de carreira, inveja, dinheiro, beleza e medo de envelhecer. E de como faz para manter a pele sempre impecável e o coração apaixonado como o de uma adolescente de 12 anos.
MARIE CLAIRE Foi esquisito beijar outro homem depois de 17 anos com o mesmo parceiro?
CLÁUDIA RAIA
 Muito esquisito. Só não foi mais, porque o Jarbas já era meu amigo e a coisa aconteceu de um jeito natural, quase uma brincadeira. Mas, depois de um longo casamento, saber que existe um mundo novo pela frente é muito excitante.
MC Quem deu o primeiro passo?
CR 
Eu, mas o Jarbas me deu abertura. Já éramos amigos, então a coisa foi virando uma amizade colorida. Não foi algo de supetão.
MC Qual é a diferença de idade entre vocês?
CR 
Ele é apenas três anos mais novo, tem 43. Sempre me interessei por homens mais velhos, mas o Jarbas é muito maduro. Veio do sul do País com 24 anos e batalhou a vida dele sozinho. O que mais me encanta nele é sua grande autoestima e o humor. Com ele, tudo vira piada. Somos parecidos. No coração, tenho uns 12 anos!
MC De zero a dez, qual a importância do sexo para você?
CR
 Dez. Quando vai embora o desejo, vai embora tudo. Você vira irmão, amigo, menos marido e mulher. Desejo é fundamental. Sexo morno não tem graça.
MC Qual foi a primeira vez em que você se achou bonita?
CR 
Quando eu era jovenzinha, ouvia as pessoas dizendo que a minha irmã mais velha, a Olenka (52 anos), era linda. Eu era chamada de talentosa (risos). Eu era feia mesmo. Na adolescência, era toda desengonçada. Hoje em dia, acho que meu conjunto funciona bem. Se eu fosse um homem e me visse na rua, diria: “Que mulher interessante!”. Mas linda, definitivamente, não sou. Fiquei mais confiante quando fiz o espetáculo "Chorus Line" (1984) e passei a receber a aprovação das pessoas.
MC É verdade que suas pernas são seguradas em 1 milhão de dólares?
CR 
Eu adoraria... Vinte anos atrás, uma empresa de seguros que me patrocinava no teatro fez uma apólice nesse valor, como marketing. O contrato durou um ano, mas a história ficou no inconsciente coletivo. Mas minhas pernas ainda batem um bolão (risos).
MC Como recebeu as críticas feitas à vilã de Salve Jorge?
CR
Foi a primeira vez que fiz uma mulher tão gélida, cortadora de pescoço. No começo as pessoas diziam: “A Cláudia está dura, engessada”. Mas foi assim que a autora a construiu. Muitas pessoas acharam aquela cena cena de assassinato com uma seringa inverossimil, mas ela foi baseada num fato real. A Lívia Marini se sente acima do bem e do mal.
MC E você? Como lida com seus sentimentos menos nobres?
CR 
Já senti raiva e ciúme, como qualquer um. Mas nunca alimentei essas emoções. Além disso, tenho uma natureza generosa, gosto de cuidar das pessoas. Faço terapia há 13 anos.
MC E o que uma mulher tão resolvida leva para a análise?
CR
 Você não consegue mudar o que viveu, mas pode administrar a própria história a seu favor. É essa a minha busca. Perdi meu pai aos 4 anos e cresci sem uma figura masculina por perto, por exemplo. Ele morreu vítima de um infarto fulminante. Eu me espelhei no lado guerreiro da minha mãe e da minha avó e fui à luta. A análise também me ajudou bastante depois da separação, especialmente em relação às crianças.
MC O que você descobriu a respeito de casamento?
CR
Que liberdade é fundamental. Se você não pode dar um grito, pegar a bolsa e ir para a China – porque isso não foi incluído no acordo –, quando percebe, está presa dentro de um molde.
MC Qual foi o motivo de sua separação?
CR
 Edson e eu nunca brigamos. Juntos, éramos muito bacanas, torcemos um pelo outro. Mas acabou a poesia. Passamos algum tempo tentando resgatá-la. Não conseguimos.
MC O que se perde e o que se ganha com uma ruptura amorosa?
CR
 No começo, eu não ganhei nada, só perdi. Estava acostumada com a presença dele, via o sofrimento dos meus filhos, foi duro. Você tem de aprender a recomeçar. Eu nunca pensei que um dia iria me separar do Edson, não concebia a ideia. A sensação, então, foi de pena. Não uma pena de mim ou do Edson, mas por não ter durado mais tempo. Os ganhos vão chegando aos poucos.
MC O que você diria às mulheres que estão passando por esse tipo de situação?
CR
 Vai passar. Todo mundo me dizia isso e eu perguntava: “Quando?”. Hoje, posso garantir que a dor passa. Mas não adianta tentar antecipar esse processo. Hoje, somos amigos, ele vai lá em casa pegar as crianças quando quer, é ótimo pai.
MC Depois disso, ainda acredita no casamento?
CR
 Acredito. No meu primeiro casamento, com Alexandre Frota, nós éramos jovens demais, não sabíamos lidar com o ciúme (tempos depois da separação o ator declarou que era mulherengo e consumia drogas). O segundo como Edson foi maravilhoso. Continuo romântica. Não tenho traumas.
MC Como você reagiria ao saber que um parceiro teve relações com alguém do mesmo sexo antes de entrar na sua vida?
CR
 Nunca perguntei a algum namorado com quem ele já transou. Acho isso cafona. Se a pessoa está comigo por livre e espontânea vontade, e se esse relacionamento está bacana, não importa com quem ela tenha feito sexo antes.
MC Você é bem-sucedida. Não tem medo da inveja alheia?
CR 
Sou do tipo que acredita que, com uma vela acesa e a força do pensamento, você mata uma pessoa (risos). Mas não compactuo com a inveja. Quando sinto uma coisa pesada, faço uma oração.
MC Parece tão forte.O que poderia abalar você?
CR 
A mentira. Eu me sinto invadida quando surgem boatos falsos sobre minha vida, sobretudo se afetar pessoas da minha família. Minha reação é silenciar.
MC Já teve algum fracasso?
CR
 Investi muito como produtora para trazer a montagem de "A Pequena Loja dos Horrores dos Estados Unidos para o Brasil". Deu tudo errado. Perdi dinheiro. Entrei no elenco para ver se a coisa melhorava, mas não adiantou. Amarguei o prejuízo. É chato, claro.Talvez o único lado interessante do fracasso seja o de unir as pessoas. O sucesso, ao contrário, desagrega.
MC Recentemente, qual foi sua melhor compra?
CR
 Não estou a serviço do dinheiro. Penso que ele existe para me servir e não o contrário. Acho uma energia perigosa. Não brinco, tenho respeito. O meu dinheiro é muito suado. Minha vida não está ganha, como tantos imaginam.
MC Recentemente, qual foi sua melhor compra?
CR
 Um apartamento em São Paulo. Edson e eu já tínhamos uma casa na cidade há 12 anos, porque trabalhamos muito por lá. Mas esse apartamento é só meu.
MC Você já usou drogas?
CR
 Nunca usei drogas ilícitas. Mas fumei dos 12 aos 24 anos. Eu saía de cena sem ar. Uma noite, sonhei que estava com enfisema pulmonar. Procurei um acupunturista e ele disse que me faria parar em dez dias. Tive crises de abstinência, minhas mãos tremiam, mas nunca mais fumei.
MC Com quem você faz mais amizade: homens ou mulheres?
CR 
Sempre tive grandes amigos homens, eles são mais objetivos. Para ser minha amiga tem de pensar um pouco como homem. Mulher, às vezes, é chata e eu não gosto muito de nheco-nheco. Eu só sou mulherzinha na hora de cuidar da casa e, claro, agradar o meu bofe.
MC Aos 46 anos, sua pele é perfeita. Teme envelhecer?
CR 
Minha pele é herança genética. Minha mãe, hoje com 90 anos, ainda tem a pele lisa. Eu morro de medo é de ficar com cara de meia esticada, sem conseguir mexer um músculo, por isso não faço preenchimento nem Botox. Para dar uma levantada no rosto, fiz aplicações com um aparelho chamado Ulthera que reduz a flacidez. Eu gostaria de envelhecer lindamente, como a Christiane Torloni. E quase morri ao ver a Jane Fonda no Oscar. Você enxerga a idade dela, mas percebe que ela se trata muito bem.
MC É a favor das plásticas?
CR
 Eu já fiz uma, no nariz. O antigo era um erro na minha vida, abrutalhava as minhas feições.
MC Você continua uma malhadora compulsiva?
CR
 Sou uma bailarina, não posso parar. Hoje mesmo, antes de vir para o trabalho, fiz uma aula de balé, outra de sapateado e mais 25 minutos de step.Também faço musculação três vezes por semana. Venho de uma família de diabéticos e com obesidade mórbida. Adoro comer, mas tenho 46 anos, o meu metabolismo já não é o mesmo. A equação agora é comer menos e malhar mais.
MC De qual palavrão você mais gosta?
CR
 Puta que pariu! Porque é sonoro. Também gosto de soltar uns palavrões em espanhol. É tão superlativo que fica engraçado (ela exclama): puta madre de dios!
MC Qual é a sua memória mais preciosa?
CR
 O nascimento dos meus filhos, sem dúvida. Com eles, entendi o que vim fazer neste mundo. Nada supera esse milagre. Dar à luz é o maior aplauso da vida.
MC Já fez loucuras por amor?
CR
 Não sou muito de loucuras. Mas uma delas deve ter sido meu casamento em plena Igreja da Candelária com (o ator) Alexandre Frota. E ainda anunciei no Programa do Chacrinha! Foi uma grande prova de amor. Mas eram os anos 80, tudo era exagerado.
MC Plano para o futuro?
CR
 Já estou em fase de produção do espetáculo "Crazy for You", com músicas de George Gershwin. Será o primeiro musical de sapateado no formato da Broadway dos anos 50 a ser montado aqui no Brasil. Jarbas e eu estrearemos no teatro no final de outubro.
MC Que fim você gostaria para sua personagem Lívia Marini?
CR 
Quero que ela seja torturada, presa e sofra por amor. Esse é um grande castigo para uma mulher.
Fonte: Marie Claire




27 fevereiro 2013

MUSICAL CABARET SE DESPEDE DO PÚBLICO


 
No Domingo, dia 24 de Fevereiro, aconteceu a última apresentação do musical Cabaret. O espetáculo ficou 1 ano e meio em cartaz e passou por mais de 5 cidades. Com imenso sucesso, o elenco fechou a temporada com chave de ouro. O Cena Musical esteve lá e mostra todos os detalhes da despedida.

 Veja mais fotos na página do Facebook. 


Veja mais em: http://www.cenamusical.com.br/noticias/musical-cabaret-se-despede-do-publico/

26 fevereiro 2013

Cabaret - Season Finale


CABARET ♥



"Foram tantas as historias que chegaram ao fim..." ♪♫
No domingo (24) aconteceu a última apresentação desse espetáculo lindo que foi "Cabaret", e com muita emoção, ao final do lindo show foram exibidos dois vídeos feitos pela linda equipe!

CABARET - Backstage - Brazilian Cast


CABARET - FIREWORK - Brazilian Cast 



Deixamos aqui os nossos PARABÉNS e mais uma vez, muito obrigado! 


"Foi um prazer! A bientôt..." ♪♫

20 fevereiro 2013

Musical de Claudia Raia e namorado tem autorização para captar R$ 8,5 milhões, diz jornal



O musical Crazy for You, adaptação da Broadway que será estrelada pelo casal Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello, ganhou autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 8,5 milhões com benefícios fiscais. As informações são da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.
De acordo com a publicação, das 132 apresentações previstas, a empresa Coarte promete 12 "a preços populares". Estão previstas montagens em SP, Rio e outras quatro cidades que ainda não foram especificadas.



13 fevereiro 2013

#SeLiga! “Crazy For You” no Brasil!


Nós amantes de musicais sabemos que Claudia Raia não é só aquela bela atriz das novelas globais. Além de pernas maravilhosas, Claudia é dona de uma voz espetacular e leva muito jeito para as coreografias, o que nos faz dizer que ela realmente “canta e encanta” quando está no palco.
O que alguns ainda não sabem é que além de estrelar os musicais ela ainda produz e é dona de direitos de musicais da Broadway que chegam ao Brasil. Podemos lembrar, por exemplo, do musical “Cabaret” (atualmente em cartaz). Raia sempre sonhou com o dia em que encarnaria a divina decadente Sally Bowles, mas a falta de uma brecha na corrida carreira a impediu várias vezes de realizar esse sonho. Sendo assim, em 2011, Claudia correu atrás dos direitos e finalmente fez com que o Kit Kat Club abrisse as portas em território brasileiro.

Mas dessa vez a diva comprou os direitos do musical “Crazy For You”, com músicas do compositor americano George Gershwin. Ela contou a mídia: “Assisti a esse espetáculo em Nova York há 25 anos e fiquei encantada. Desde então quero montá-lo aqui no Brasil”.

E já anunciou quem será seu par romântico no musical: Jarbas Homem de Mello. E disse: “Parece que o papel foi feito sob medida para ele”. Jarbas que brilha ao lado de Claudia como MC, no espetáculo “Cabaret” é também o atual namorado da atriz. Raia ainda fez questão de dar ênfase no talento do namorado dizendo que só nele encontrou o talento que o protagonista masculino exige e merece. Vai fundo, Claudinha, todos confiamos no talento do Jarbas!

Crazy For You, um musical com um livro de Ken Ludwig, letras de Ira Gershwin, e música de George Gershwin, é em grande parte baseado no musical Girl Crazy de 1930. O musical ganhou o Tony de Melhor Musical em 1992. Dentre suas canções mais famosas destacam-se Slap That Bass (Shall We Dance), I Got Rhythm (Girl Crazy), Nice Work If You Can Get It (de A Damsel in Distress) e Naughty Baby.
  • Notinha para curiosos: Você sabia que a trilha sonora do primeiro musical de Charles Moeller e Claudio Botelho, “As Malvadas”, contava com músicas de “Crazy For You”? Não, pois é! As músicas, que foram versionadas por Botelho para a história do próprio musical, eram cantadas por Gottsha, Kiara Sasso, Ivana Domênico e Ada Chaseliov. “Naughty Baby”, uma das musicas mais famosas do musical, pode ser ouvida na magnífica voz de Alessandra Maestrini, que no musical interpretava Laura, uma moça do Texas que não sabia dizer não, mas quando se vê abandonada pelo homem que respeitou e obedeceu durante tanto tempo se torna uma mulher “Malvada” (nome da música na versão de Claudio).
Aqui vão alguns vídeos do musical pra deixar um gostinho do que vem por aí:




E segue aqui um vídeo-áudio da música  ”Bidin’ My Time”: (particularmente uma das minhas preferidas e mais grudentas!)





Leia Mais: http://backstagemusical.wordpress.com/2013/02/13/seliga-crazy-for-you-no-brasil/

10 fevereiro 2013

'Minha relação com a Beija-Flor é de vida’, diz Claudia Raia

Há 30 anos desfilando pela Beija-Flor, a atriz Claudia Raia diz que sua relação com a escola de Nilópolis “não é rasa”. “A Beija-Flor é uma escola de comunidade, tem poucos artistas e eu sou a mais antiga deles. A minha relação com a escola não é de Carnaval, é de vida”, argumenta Claudia, que, como mestre de cerimônia, será a primeira integrante da Beija-Flor a pisar na Sapucaí no desfile de amanhã.


No papo, Claudia falou, também, de sua personagem Lívia, de ‘Salve Jorge’, e da polêmica cena em que a vilã mata Jéssica (Carolina Dieckmann) com uma injeção letal. “Aquilo realmente existiu. Foi muito difícil (ouvir o depoimento de pessoas traficadas na vida real), passei três dias em casa com depressão”, conta a atriz, que emprestou seu sapato Dior para a cena.
Autores preferidos, beleza na atual idade, o namorado, o ator Jarbas Homem de Mello, e o ex-marido Edson Celulari também são assuntos na entrevista com a atriz que você lê agora.
O que a Beija-Flor tem que as outras escolas não têm?
Estou na Beija-Flor há 30 anos e minha relação com a escola não é rasa. Tenho uma ligação forte com a comunidade, sempre estou em Nilópolis, nos ensaios. A Beija-Flor é uma escola de comunidade, tem poucos artistas e eu sou a mais antiga deles. Não estou desmerecendo as outras escolas, adoro ver os artistas desfilando na Grande Rio, por exemplo. Mas a minha relação com a Beija-Flor não é de Carnaval, é de vida.
Você aceitaria sair como destaque?
Já fui convidada para ser rainha de bateria, mas nunca aceitei, porque eles levam isso muito a sério. Na Beija-Flor, a rainha de bateria trabalha duro o ano todo. E eu, definitivamente, não tenho tempo, faço 20 mil coisas ao mesmo tempo. Não seria justo.
Dá pra estar presente o tempo todo?
Nem sempre eu saio, às vezes são meus únicos cinco dias de férias coincidindo com o Carnaval. Mas estando ou não na Sapucaí, meu coração sempre está na Avenida. Contribuo muito para a Beija-Flor, me pedem opinião, eu digo o que acho. Minha relação com a escola é realmente muito forte.
Como será a sua fantasia à frente da comissão de frente?
Venho de princesa guerreira e a comissão fala de São Jorge. A roupa vermelha é um maiô com uma saia e foi feita pelo Henrique Filho, um estilista espetacular. Vai ser uma honra, serei a primeira a pisar na Avenida quando o desfile abrir.
Qual é a diferença entre uma vilã que é vilã (a Lívia, de ‘Salve Jorge’) e uma vilã que, na verdade, era vítima na trama (a Donatela, de ‘A Favorita’)?
Não sei dizer as diferenças, a grande loucura de tudo é se reinventar em 30 anos de carreira e de Globo. A Lívia é fora de tudo que eu fiz. Diziam que a personagem é engessada, mas tudo isso foi pensado pela Gloria (Perez, autora da trama), porque a Lívia é estranha, cortadora de pescoço, dúbia, falsa, bege. Eu sou o oposto: alegre e espalhafatosa.
Você gosta das vilãs?
Gosto. As vilãs te dão possibilidade de ter ação, estão sempre em confronto com o bem e criam os acontecimentos na trama. Mas eu acredito que ninguém é totalmente bom nem totalmente mau. A Lívia vai ter seu momento de queda, provavelmente quando se apaixonar pelo Theo (Rodrigo Lombardi).
Você teve contato com pessoas que foram traficadas na vida real. O que mais te chocou?
Foi muito difícil, passei três dias em casa com depressão depois de ouvir essas pessoas. E tudo o que a gente presenciou está no ar, na novela. A Gloria não é louca, tudo aquilo que está em ‘Salve Jorge’ aconteceu de verdade. Ninguém consegue dimensionar a gravidade disso. Pessoas que ficam 20 anos em silêncio, com medo, carro preto passando na sua porta, famílias inteiras mortas…
E a polêmica injeção letal da Lívia na Jéssica (Carolina Dieckmann)?
Pois é, falaram tanto da injeção letal, e ela realmente existiu. Nós falamos com a mãe da menina, nunca vou esquecer do depoimento dessa mulher. Aconteceu numa sala, na Alemanha, e a menina ficou ali, nua, morta, naquele gelo. Acharam que era overdose, mas depois descobriram que era a injeção. É um dos métodos que eles (os traficantes de pessoas) usam para não deixar rastros.
E aquele sapato que você usa em cena e que fez com que a Jéssica reconhecesse a Lívia, é seu?
O sapato é meu, é um Dior que tenho há uns cinco anos e emprestei para a novela. É uma joia! Precisava de um sapato fora da realidade para aquela cena.
E o batom que a Lívia usa e é um sucesso?
Esse é da novela. É da marca MAC, foi a maquiadora que sugeriu, queria uma boca mais forte. Esse batom vai voltar quando tiver uma virada na trama.
A Gloria (Perez) já tinha avisado que, por conta do elenco grande de ‘Salve Jorge’, alguns personagens apareceriam mais em alguns momentos e menos em outros. Você sentiu que a Lívia passou por isso?
A Lívia passou um pedaço da novela com menos ação, mas era a estratégia da Gloria, justamente para dar uma virada com a personagem. Ela (a autora) precisava disso para fazer a Lívia entrar com tudo. Agora, é um confronto da Lívia com todas as tramas da novela. ‘Salve Jorge’ fez três meses agora: o luto da novela anterior passa e as pessoas começam a acompanhar a história atual com mais atenção.
Quem são os seus autores preferidos?
Meu grande amor é o Silvio de Abreu, meu pai artístico e meu amigo pessoal. Nos encontramos muito, meus filhos o chamam de vovô Silvio (risos). Mas me dou bem com vários autores. Estou adorando trabalhar com a Gloria, era uma promessa de nós duas fazermos algo juntas. Amo o João Emanuel Carneiro, gosto muito do Walcyr (Carrasco). São muitos!
Você não fica cansada de trabalhar de segunda a segunda (no Rio durante a semana, com ‘Salve Jorge’ e em São Paulo nos fins de semana com o espetáculo musical ‘Cabaret’)?
Estou muito cansada, sim, mas também muito feliz. E o ‘Cabaret’ vai parar no dia 24 de fevereiro. Aí, vou a São Paulo nos fins de semana, mas sem precisar trabalhar. Tenho uma casa lá também, mas fico mais no Rio.
Qual é o musical que você ainda quer fazer?
Muitos! Mas comprei os direitos de ‘Crazy For You’, que deve estrear em outubro e terá o Jarbas (Homem de Mello, namorado de Claudia) como protagonista. Ele sapateia horrores! Comprei também o ‘Singing in the Rain’ (‘Cantando na Chuva’), que vamos fazer em 2014.
Existe alguma pressão para que o Jarbas faça televisão?
De jeito nenhum! Ele é um dos maiores artistas brasileiros, tem 20 anos de carreira, tem sua independência e nunca precisou de mim para nada. Ele faz o que chamarem, mas não tem essa coisa de só achar que a vida vai acontecer quando estiver na televisão.
Você acha que está mais bonita agora, aos 46 anos?
Sabe que eu acho?! Eu estava me vendo em ‘Rainha da Sucata’, no canal Viva, e pensei: “Bem melhorei, hein?!” (risos). Acho que tá rolando uma coisa vinho, fica melhor conforme o tempo passa.
Você é vaidosa?
Sou, mas no ponto certo. Não sou doente, não fico me olhando no espelho o tempo todo, não quero ver a cena que acabei de gravar. Acho tudo isso uma chatice!
E como está sua relação com o Edson (Celulari, com quem a atriz foi casada por 17 anos)?
Nunca foi ruim. É ótima. Edson é o homem da minha vida, eu o respeito profundamente, além de ele ser um pai maravilhoso. Quero estar em harmonia com ele para sempre.
Fonte: Coluna Leo Dias

23 janeiro 2013

Claudia Raia compra os direitos de novo musical da Broadway




Claudia Raia acaba de reestrear o musical Cabaret, em São Paulo, mas já tem um novo projeto para os palcos. A atriz, atualmente no ar como a Lívia, de Salve Jorge, acaba de comprar os direitos do musical Crazy For You, só com músicas do compositor americano George Gershwin. “Assisti a esse espetáculo em Nova York há 25 anos e fiquei encantada. Desde então quero montá-lo aqui no Brasil”, diz ela à coluna. E por que só agora? “É porque não tinha encontrado ainda o ator para fazer o principal papel masculino ao meu lado”, diz. E sabe quem será o eleito? Jarbas Homem de Mello, seu namorado. “Parece que o papel foi feito sob medida para ele”, elogia Raia.


Fonte: http://colunas.revistaepoca.globo.com

01 dezembro 2012

Claudia Raia desabafa sobre a dificuldade em produzir musicais no Brasil


Em cartaz como a vilã Lívia da novela das 21h da Globo, Salve Jorge, e como Sally Bowles, no musical Cabaret, produzido por ela, Claudia Raia desabafa para a L’Officiel de dezembro/ janeiro sobre a dificuldade em manter um espetáculo como esse no Brasil: “Estou cansada. Mas não desisto nunca!”. Pioneira do gênero no país, Raia conta que, mesmo com sua determinação, tem muita dificuldade para viabilizar seus espetáculos. “Para se ter uma ideia, eu mesma fui a 150 patrocinadores para produzir Cabaret. Isso cansa, né?”, enfatiza.

Sobre a preparação para viver a vilã do folhetim global, que trata de tráfico de seres humano, a atriz conta: “Fizemos diversos workshops, inclusive com as mães das mulheres traficadas que morreram. Foi desesperador. É um assunto que envolve o mundo todo”.

Claudia foi fotografada para L’Officiel nos bastidores do espetáculo, por Veronica Partinski.

’Officiel de la couture et de la mode de Paris
Periodicidade: mensal
Tamanho: 322 páginas
Distribuição: FC Comercial e Distribuidora S.A.
Gráfica: Oceano
7ª edição: dezembro/ janeiro

Fonte: www.parabrisa.com.br

29 novembro 2012

Claudia Raia: “Viver com poucos prazeres é inconcebível para mim”

 

Claudia Raia em um dia feliz é assim: de repente solta uma gargalhada deliciosamente sonora, do tamanho de suas pernas longas. À primeira vista, Claudia é um espelho de sua rotina espartana; seu corpo forte um reflexo do exercício diário, que ela não abandona jamais.

Mas dentro daqueles contornos musculosos bate um coração mole de supermãe, e nas suas veias corre muito humor. Claudia conversou com o iG no camarim do teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, antes de entrar em cena para encantar a plateia na pele de Sally Bowles, no musical ‘Cabaret’ . Falou da separação, da primeira conversa com o namorado, dos filhos, Enzo , de 15 anos, e Sofia , de 9, e de como se enxerga. "Se eu me visse na rua, pensaria: ‘Que mulher interessante! Grandona, alta e tal’. Tenho um estilo, uma coisa exótica.'" Confira o bate-papo.

iG: Por muito tempo, Bibi Ferreira, Marília Pêra e você eram “as atrizes brasileiras de musical”, as únicas que seguravam a onda de cantar, dançar e atuar no palco. De repente houve um boom de musicais e se viu que o Brasil está cheio de atores completos, cheios de talento. É uma felicidade ver o gênero disseminado ou você gostava de ser a grande estrela?
Claudia Raia: É praticamente a realização dos meus sonhos. Quando eu comecei a fazer musical, eu quase que catava elenco na rua. Perguntava se sabia cantar “parabéns a você” e a pessoa entrava no elenco. Era uma coisa meio mãe, de pessoas que começaram comigo aos 18 anos, eu era madrinha, moldava do meu jeito. Disciplinava eles e dizia: ‘Não me saia da linha porque você é um high act’ (artista superior). Depois os via em outros musicais, crescendo, com papéis melhores, dava vontade de chorar. É uma coisa meio mãe de Miss, ver minhas crianças crescendo e florescendo. Fico toda boba. No formato antigo nós produzíamos e atuávamos, a maioria dos espetáculos fui eu que produzi. Era muito complicado, mas hoje em dia há elenco para 7, 8, 10 musicais ao mesmo tempo em cartaz, com técnicos e músicos de musical, que são outro tipo de músicos.


iG: Então você tem participação nessa nova “cena musical”?
Cláudia Raia: A gente fica feliz por ter conseguido formar essas equipes. E não só eu e Marília, não, tem muita gente responsável. Claudio Botelho, Charles ( Mülller ), Miguel ( Falabella ), Wolf Maia , Jorge Fernando , Jorge Takla , todos foram responsáveis pela formação dessas equipes.


iG: É melhor fazer musical do que uma peça convencional?
Claudia Raia: No musical tudo muda. A coisa de cantar e representar me fascina porque eu adoro. E o próprio musical me dá muito prazer, fazer as três coisas (cantar, dançar e representar) ao mesmo tempo. Mas eu sou apaixonada por grandes personagens e quero fazer grandes espetáculos. Vou atrás de grandes personagens onde eles estiverem, mesmo que tiver de fazer só teatro falado, ou só comédia, ou só drama. Agora, é claro que tenho vontade de fazer outros musicais.

iG: Qual seu nível de rigidez com relação a exercícios e ginástica?
Claudia Raia: É uma coisa da vida inteira dedicada a isso. Não à beleza e ao belo corpo, mas à saúde, à profissão, à disciplina de bailarina. Malho todos os dias, a qualquer hora, mesmo se forem 11 e meia da noite. Chego em casa do Projac, janto com meus filhos, decoro o texto e vou para a esteira. Essa disciplina vem da minha educação, não é uma coisa que aprendi agora para ficar linda e com o bumbum duro e a pernona grossa. Minha mãe era dona de uma academia de dança, eu danço desde os 3 anos de idade. Minha vida inteira fui dedicada à profissão e claro que hoje, prestes a fazer 46 anos, isso dá resultado. Tenho uma vida extremamente regrada, mas não chata.

iG: Como é sua vida?
Claudia Raia: Sou uma pessoa extremamente feliz, alegre, gosto de sair, adoro comer, a-do-ro comer, é um dos grandes prazeres da minha vida, só que eu como direito. E quando tenho que sair e dar uma escorregada, também escorrego. Viver com poucos prazeres é inconcebível para mim, mas tenho uma alimentação extremamente regrada ( Alessandra Nuglio é sua nutricionista há dois anos). Para esse espetáculo, precisava de um shape bem longilíneo, até por conta da época. Como à beça, de três em três horas, e como, como, como mesmo. Não tenho fome e malho muito, e também faço aulas de sapateado e balé.

Sou uma pessoa extremamente feliz, alegre, gosto de sair, adoro comer, a-do-ro comer, é um dos grandes prazeres da minha vida. E quando tenho que sair e dar uma escorregada, também escorrego. Viver com poucos prazeres é inconcebível para mim
iG: Tipo a Madonna, que leva nutricionista e personal durante a turnê?
Claudia Raia : Não tem outro jeito, essa obsessão é em função de um bom resultado artístico. É um compromisso comigo mesma de poder exercer a minha melhor forma dentro da minha profissão. E tem que ter essa infra: tenho meu personal há 15 anos, que é o Tonhão , ele é daqui (SP) e é maravilhoso. Mas a gente faz loucuras, ou eu estou aqui, ou ele vai pro Rio ou me passa a série de exercícios pelo telefone.

iG: Quando está viajando a trabalho, você se hospeda em hotel que não tem academia?
Claudia Raia: Não existe a possibilidade de não malhar, sempre tem academia na cidade em que estou, mesmo que não seja no hotel. O Jarbas ( Homem de Mello ), por exemplo, fez (a peça) “De Pernas pro Ar” comigo - na época em que ele não era meu namorado - e ele é igualzinho a mim, então me acompanhava sempre. Quando não era ele, outros bailarinos faziam comigo, tudo monitorado pelo Tonhão. E sempre tem essa aula de balé que a gente faz antes do espetáculo.


iG: O que você vê quando se olha no espelho?
Claudia Raia: Uma mulher interessante, não exatamente bonita. Eu acho que tenho várias porções que unidas combinam. Se eu me visse na rua, pensaria: ‘Que mulher interessante! Grandona, alta e tal’. Tenho um estilo, uma coisa exótica. Mas principalmente eu veria a minha alegria, acho que é o que eu tenho de melhor. Tenho um chip da alegria, uma disponibilidade para ser feliz. Depois eu descobri que “entusiasmus” em latim significa repleta de Deus. Aí eu entendi porque sou tão entusiasmada. Eu acordo mega entusiasmada, parece que estou indo para a Disney, sabe? Esses dias eu dei uma entrevista e me perguntaram: você dorme? Eu disse não, eu só acordo. Nesse momento que estou fazendo ‘Cabaret’, novela, sendo mãe, eu só acordo.

Sou uma mulher interessante, não exatamente bonita. Eu acho que tenho várias porções que unidas combinam. Se eu me visse na rua, pensaria: ‘Que mulher interessante! Grandona, alta e tal’. Tenho um estilo, uma coisa exótica
iG: O que você diz para você mesma antes de entrar no palco?
Claudia Raia: ‘Vambora’ porque a vida não está ganha! (risos) É verdade, não está mesmo. Costumo dizer muito essa frase. O nível de frustração na TV é enorme, pois se faz tudo correndo. Às vezes não estou concentrada e não surte o efeito que deveria. Ou estou esperando tudo de uma cena e ela não resulta, assim como não estou esperando nada e ela resulta. E quando alguém diz ‘parabéns, que cena legal’, eu digo: ‘Vambora que a vida não está ganha e ainda tem 28 cenas pela frente’.

iG: Como você recebe elogios?
Claudia Raia: Aprendi com a maturidade a celebrar as minhas vitórias, coisa que eu não sabia. Minha mãe é taurina, bailarina, maestrina, uma mulher extremamente disciplinada. Ela nos criou de maneira muito rígida, então tinha pouco tempo para celebrar as minhas vitórias, eu não percebia, não sacava muito os resultados. A maturidade traz essas coisas bacanas.

Tenho um chip da alegria, disponibilidade para ser feliz. Acordo mega entusiasmada, parece que estou indo para a Disney, sabe?
iG: É sexy estar em cena com o namorado?
Claudia Raia: Temos apenas um número juntos e ele não faz par romântico comigo. Mas trabalhar junto é bacana, ainda mais nesse momento em que estou tendo que otimizar o meu tempo. Ter um namorado embutido é tão bom! Além disso, o Jarbas é um encontro profissional muito bacana na minha vida. Fazia muito tempo que queria trabalhar com ele, sempre me falavam dele. Na época de “Pernas pro Ar”, meu diretor musical disse: ‘Você vai amar o Jarbas, ele canta à beça, dança à beça, ele é um monstro. Você tem que conhecê-lo, ele é o profissional com que você vai querer trabalhar a vida inteira’.


iG: Como se conheceram?
Claudia Raia: Ele foi fazer a audição e eu fiquei de boca aberta. Como eu fazia a produção do espetáculo, ele veio falar comigo sobre o contrato e eu disse: ‘Já estou namorando você há um tempão’. Aí ele respondeu: ‘Bom, então vamos casar!’. Falou brincando, isso há 4 anos, eu estava casada. Mas é engraçado lembrar essa história. Primeiro a gente ficou amigo e ele me ajudou muito no processo de separação. Foi meu esteio nesse momento. A nossa relação começou quatro meses depois da estreia de ‘Cabaret’. A gente se dava muito bem antes, mas não tinha nada a ver. Só depois foi colorindo a amizade.

Vi o Jarbas dançando e fiquei de boca aberta. Ele veio falar comigo e eu disse: ‘Já estou namorando você há um tempão’. Ele respondeu: ‘Bom, então vamos casar!’
iG: Do que você tem orgulho quando olha para sua vida? Sua carreira, ter uma casa linda, ser magra?
Claudia Raia: Muita coisa, mas principalmente ter sobrevivido 30 anos nesse meu trabalho. No Brasil, é muito difícil, então isso me dá um orgulho danado. Mas o maior orgulho de uma mulher, com certeza, são os filhos. É imbatível, acho que o maior aplauso de uma mulher é o de mãe. Ver meus filhos tranquilos, educados, no ponto certo, nem a mais nem a menos, equilibrados, não tem nada igual.

iG: O que você acha de a Globo estar de olho no seu filho Enzo?
Claudia Raia: Não sei de onde isso saiu, sinceramente. Com o Pedro , 15 anos, filho da Letícia Spiller , é verdade mesmo, ela me disse. Mas com o Enzo não existe isso, até porque acho bem difícil ele aceitar. Ele quer ser músico, fazer uma faculdade fora do país. É um cara que está em outra, toca cinco instrumentos, muito talentoso, canta superbem. Teve até uma música dele na novela ‘Ti-ti-ti’, ‘Patricinha’, que é uma baladinha pop. Aí começaram a chamá-lo toda hora.

iG: O que você vê na sua filha Sofia que te lembra de você mesma?
Claudia Raia: Tanta coisa! O mais legal na Sofia é que ela tem uma mistura minha e do Edson, mas ao mesmo tempo ela é tão ela! Brinco que ela é uma Claudia Raia 4G. Mas aí a Carolina Dieckmann disse: ‘Não, ela é 10G, um G que ninguém inventou’. Quem conhece ela sabe. É uma menina forte, com muita personalidade e opinião. Sabe o que quer, do que gosta. O melhor da Sofia é ser ela mesma. Tem um pouco de mim, um pouco do pai, do irmão, de todas as referências dela, mas principalmente sabe se colocar com o jeito dela. Esse jeito é muito parecido com o meu quando criança. É tudo máster.

iG: O que você gostaria que eles herdassem de você?
Claudia Raia: Os dois puxaram de mim essa coisa muito séria e disciplinada. O Edson (Celulari) também é um cara trabalhador, muito sério, então os modelos deles são esses. Eles reclamam porque a gente está trabalhando muito, mas também dão muito valor ao nosso trabalho. Quando fui decidir se faria ou não “Salve Jorge”, me reuni com os dois e falei que seria uma loucura, a peça aqui, a novela lá, e perguntei se nós três teríamos maturidade para aguentar essa rotina. Aí eles perguntaram sobre o papel e disseram: ‘Mãe, é maravilhoso, você tem que fazer’.


Eles (os filhos) ficam muito à vontade com a separação, porque sabem que não perderam nem o pai nem a mãe. Apenas o pai e a mãe não são mais namorados. Quando sacaram que não perderam nenhum de nós, eles acalmaram. Não foi nada demais
iG: São bem amadurecidos...
Claudia Raia: Eles são muito humanistas e não se aproveitam de ser filhos de artistas, não dizem que são. O Enzo usa Mota, que é meu primeiro nome, não usa Raia nem Celulari. Mas não é para não ter, é porque ele quer ter identidade, individualidade. Já a Sofia ainda não decidiu se vai usar Raia ou Celulari, ela é engraçada. Ela diz que eu travo a carreira dela, que eu não a deixo trabalhar. Ela tem 9 anos, não deixo mesmo. O que ela tiver que ser, ela vai ser no momento certo. Se ela estiver de férias e quiser fazer um filme ou uma participação, tudo bem, mas por enquanto ela tem a escola e as atividades dela, que são prioridade.

iG: E como eles lidaram com a separação?
Claudia Raia: Eles moram comigo, mas vão para a casa do Edson quando estou aqui. A minha relação com o Edson é muito aberta, e eu não estou procurando um pai para os meus filhos, o deles é maravilhoso. A gente se dá muito bem. Não tem dia para pegar, pega a hora que quiser. Quer almoçar, vai. Eles ficam muito à vontade com isso, porque sabem que não perderam nem o pai nem a mãe. Apenas o pai e a mãe não são mais namorados. Quando eles sacaram que não perderam nenhum de nós, eles acalmaram. Não foi nada demais, houve o processo de luto, depois de entendimento e então de aceitação. Eles lidam muito bem com a namorada do pai, com o Jarbas. Claro que nunca é o ideal, mas é importante não ficar mal porque isso reflete neles. A separação é uma coisa chata, mas já faz dois anos e meio e esse assunto já ficou antigo.


iG: Você tem sido um dos grandes destaques de “Salve Jorge”. Seu núcleo tem sido apontado como responsável por segurar a trama. O que você acha disso?
Claudia Raia: Não tem isso, é muito cedo para fazer qualquer análise, a novela está se instalando e estreou no horário de verão. O núcleo das traficadas é central, e que bom que está dando certo. Quanto a eu segurar a novela, acho que não tem nada a ver. A personagem é uma vilã, a dona da ação. Que mulher é essa que trafica bebês? Mas eu estou adorando fazer a Lívia. É muito diferente de tudo que eu já fiz, é quase que apertar a tecla SAP de mim mesmo. É tudo menos, menos, menos. Para mim é megacustoso, porque sou uma atriz muito física e vigorosa, e ela tem poucos gestos, é pouco de tudo. Não pode aparecer nada, é tudo velado, é uma interpretação quase com a íris do olho só, mais nada!

Para mim é megacustoso fazer a Lívia de ‘Salve Jorge’, porque sou uma atriz muito física e vigorosa. Já ela tem poucos gestos, é pouco de tudo. É tudo menos, menos, menos
iG: O que você ouve nas ruas?
Claudia Raia: Escuto muito: ‘Nossa, estou com ódio de você desde a primeira semana!’ Ou: ‘Que linda, que chique, mas que demônia!’ Já ouvi também: ‘Sua bruxa nude!’ (risos)

iG: Você está escolada para lidar com a imprensa, mas talvez não tenha sido sempre assim. Qual foi o maior absurdo que já falaram sobre você?
Claudia Raia: Que eu tinha AIDS. Foi uma coisa bem chata que aconteceu, na época em que Fernando Collor era presidente. Um Secretário da Saúde foi visitar o Jânio ( Quadros ), que estava internado. Perguntaram o que ele achava da saúde do presidente Collor, que andava muito magro, e ele disse: ‘Eu acho que Claudia Raia é HIV positivo’. Ele quis dizer que eu era amante do Collor e que ele tinha passado AIDS para mim. Fui capa da ‘IstoÉ’ com um exame na mão, foi uma humilhação. Foi muito duro, pois era uma época em que as pessoas não sabiam como se pegava o vírus. Achavam que era transmitido por um beijo no rosto. Então minha família ficou em pânico, eu em pânico. Pensei: ‘Bom, devo ter feito algum exame de sangue em um posto médico da Globo e descobriram que estou doente’. Mas foi uma piada que ele fez. Entrei na Justiça três vezes contra ele e ele ganhou. Enfim, sempre tive uma relação muito saudável com a mídia, que abordou a minha separação de forma bastante respeitosa. Sou uma pessoa querida pela mídia, mas até aqui. Não é minha cara abrir minha casa, nunca fiz isso, não exponho meus filhos. Abro a minha carreira e a minha vida até onde eu posso.

"Cabaret": Em cartaz no Teatro Procópio Ferreira até dia 16 de dezembro
Horários: Sexta, 21h30; sábado, 17h e 21h; domingo, 18h
Endereço: Rua Augusta, 2823 - Jardim América - São Paulo
Tel: (11) 3083-4475 



Fonte: IG

Claudia Raia, no ar como a vilã de ‘Salve Jorge’, fala de sua obsessão por exercícios

Rio -  Claudia Raia em um dia feliz é assim: de repente, solta uma gargalhada deliciosamente sonora, do tamanho de suas pernas longas. À primeira vista, a atriz é um espelho de sua rotina espartana; seu corpo forte, um reflexo do exercício diário, que ela não abandona jamais. Mas dentro daquele corpo musculoso bate um coração mole, e nas suas veias corre muito humor. Confira o bate-papo com a vilã de ‘Salve Jorge’, que está em cartaz em São Paulo com o espetáculo ‘Cabaret’.



Você tem sido um dos grandes destaques de ‘Salve Jorge’. Seu núcleo é apontado como responsável por segurar a trama. O que você acha disso?
Claudia Raia: Não tem isso, é muito cedo para fazer qualquer análise, a novela está se instalando e estreou no horário de verão. O núcleo das traficadas é central, e que bom que está dando certo. Quanto a eu segurar a novela, acho que não tem nada a ver. A personagem é uma vilã, a dona da ação. Que mulher é essa que trafica bebês? Mas eu estou adorando fazer a Lívia. É muito diferente de tudo que eu já fiz, é quase que apertar a tecla SAP de mim mesma. É tudo menos, menos, menos. Para mim é megacustoso, porque sou uma atriz muito física e vigorosa, e ela tem poucos gestos, é pouco de tudo. Não pode aparecer nada, é tudo velado, é uma interpretação quase com a íris do olho somente.
O que você ouve nas ruas?
Escuto muito: ‘Nossa, estou com ódio de você desde a primeira -semana!’. Ou: ‘Que linda, que chique, mas que demônia!’ Já ouvi também: ‘Sua bruxa nude!’ (risos).
Por muito tempo, Bibi Ferreira, Marília Pêra e você eram ‘as atrizes brasileiras de musical’, as únicas que seguravam a onda de cantar, dançar e atuar no palco. De repente, houve um boom de musicais e se viu que o Brasil está cheio de atores completos. É uma felicidade ver o gênero disseminado ou você gostava de ser a grande estrela?
É praticamente a realização dos meus sonhos. Quando eu comecei a fazer musical, eu quase que catava elenco na rua. Perguntava se sabia cantar ‘Parabéns pra Você’ e a pessoa entrava no elenco. Era uma coisa meio mãe, de pessoas que começaram comigo aos 18 anos, eu era madrinha, moldava do meu jeito. Disciplinava eles e dizia: ‘Não me saia da linha porque você é um high act’ (artista superior). Depois os via em outros musicais, crescendo, com papéis melhores, dava vontade de chorar. É uma coisa meio mãe de Miss, ver minhas crianças crescendo e florescendo. Fico toda boba. No formato antigo nós produzíamos e atuávamos, a maioria dos espetáculos fui eu que produzi. Era muito complicado.


Qual seu nível de rigidez com relação a exercícios?
É uma coisa da vida inteira dedicada a isso. Não à beleza e ao belo corpo, mas à saúde, à profissão, à disciplina de bailarina. Malho todos os dias, a qualquer hora, mesmo se forem 11 e meia da noite. Chego em casa do Projac, janto com meus filhos, decoro o texto e vou para a esteira. Essa disciplina vem da minha educação, não é uma coisa que aprendi agora para ficar linda e com o bumbum duro e a pernona grossa. Minha mãe era dona de uma academia de dança, eu danço desde os 3 anos de idade.
Como é sua vida?
Sou uma pessoa extremamente feliz, alegre, gosto de sair, adoro comer, a-do-ro comer, é um dos grandes prazeres da minha vida, só que eu como direito. E quando tenho que sair e dar uma escorregada, também escorrego. Viver com poucos prazeres é inconcebível para mim, mas tenho uma alimentação extremamente regrada. Para esse espetáculo, precisava de um shape bem longilíneo, até por conta da época.
O que você vê quando se olha no espelho?
Uma mulher interessante, não exatamente bonita. Eu acho que tenho várias porções que unidas combinam. Se eu me visse na rua, pensaria: ‘Que mulher interessante! Grandona, alta e tal’. Tenho um estilo, uma coisa exótica. Mas principalmente, eu veria a minha alegria, acho que é o que eu tenho de melhor.
É sexy estar em cena com o namorado?
Temos apenas um número juntos e ele não faz par romântico comigo. Mas trabalhar junto é bacana, ainda mais nesse momento em que estou tendo que otimizar o meu tempo. Ter um namorado embutido é tão bom! Além disso, o Jarbas é um encontro profissional muito bacana na minha vida. Fazia muito tempo que queria trabalhar com ele, sempre me falavam dele.
Como se conheceram?
Ele foi fazer a audição e eu fiquei de boca aberta. Como eu fazia a produção do espetáculo, ele veio falar comigo sobre o contrato e eu disse: ‘Já estou namorando você há um tempão’. Aí, ele respondeu: ‘Bom, então vamos casar!’. Falou brincando, isso há 4 anos, eu estava casada. Mas é engraçado lembrar essa história. Primeiro, a gente ficou amigo e ele me ajudou muito no processo de separação. Foi meu esteio nesse momento. A nossa relação começou quatro meses depois da estreia de ‘Cabaret’. A gente se dava muito bem antes, mas não tinha nada a ver. Só depois foi colorindo a amizade.
O que você acha de a Globo estar de olho no seu filho Enzo?
Não sei de onde isso saiu, sinceramente. Acho bem difícil ele aceitar. Ele quer ser músico, fazer uma faculdade fora do País. É um cara que está em outra, toca cinco instrumentos, muito talentoso, canta superbem.
O que você vê na sua filha Sofia que lembra você?
Tanta coisa! O mais legal na Sofia é que ela tem uma mistura minha e do Edson, mas ao mesmo tempo ela é tão ela! Brinco que ela é uma Claudia Raia 4G. Mas aí a Carolina Dieckmann disse: ‘Não, ela é 10G, um G que ninguém inventou’. Quem conhece ela sabe. É uma menina forte, com muita personalidade e opinião. Sabe o que quer, do que gosta.
E como eles lidaram com a separação?
Eles moram comigo, mas vão para a casa do Edson quando estou em São Paulo. A minha relação com o Edson é muito aberta, e eu não estou procurando um pai para os meus filhos, o deles é maravilhoso. Não tem dia para pegar, pega a hora que quiser. Quer almoçar, vai. Eles ficam muito à vontade com isso, porque sabem que não perderam nem o pai nem a mãe. Apenas o pai e a mãe não são mais namorados. Quando eles sacaram que não perderam nenhum de nós, eles acalmaram. Não foi nada demais, houve o processo de luto, depois de entendimento e então de aceitação. 
   As informações são de Renata Reif , do iG




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