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"O ser humano é capaz de tudo, até de querer coisas nocivas e negativas para si mesmo."

- Claudia Raia

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27 fevereiro 2013

MUSICAL CABARET SE DESPEDE DO PÚBLICO


 
No Domingo, dia 24 de Fevereiro, aconteceu a última apresentação do musical Cabaret. O espetáculo ficou 1 ano e meio em cartaz e passou por mais de 5 cidades. Com imenso sucesso, o elenco fechou a temporada com chave de ouro. O Cena Musical esteve lá e mostra todos os detalhes da despedida.

 Veja mais fotos na página do Facebook. 


Veja mais em: http://www.cenamusical.com.br/noticias/musical-cabaret-se-despede-do-publico/

26 fevereiro 2013

Cabaret - Season Finale


CABARET ♥



"Foram tantas as historias que chegaram ao fim..." ♪♫
No domingo (24) aconteceu a última apresentação desse espetáculo lindo que foi "Cabaret", e com muita emoção, ao final do lindo show foram exibidos dois vídeos feitos pela linda equipe!

CABARET - Backstage - Brazilian Cast


CABARET - FIREWORK - Brazilian Cast 



Deixamos aqui os nossos PARABÉNS e mais uma vez, muito obrigado! 


"Foi um prazer! A bientôt..." ♪♫

01 dezembro 2012

Claudia Raia desabafa sobre a dificuldade em produzir musicais no Brasil


Em cartaz como a vilã Lívia da novela das 21h da Globo, Salve Jorge, e como Sally Bowles, no musical Cabaret, produzido por ela, Claudia Raia desabafa para a L’Officiel de dezembro/ janeiro sobre a dificuldade em manter um espetáculo como esse no Brasil: “Estou cansada. Mas não desisto nunca!”. Pioneira do gênero no país, Raia conta que, mesmo com sua determinação, tem muita dificuldade para viabilizar seus espetáculos. “Para se ter uma ideia, eu mesma fui a 150 patrocinadores para produzir Cabaret. Isso cansa, né?”, enfatiza.

Sobre a preparação para viver a vilã do folhetim global, que trata de tráfico de seres humano, a atriz conta: “Fizemos diversos workshops, inclusive com as mães das mulheres traficadas que morreram. Foi desesperador. É um assunto que envolve o mundo todo”.

Claudia foi fotografada para L’Officiel nos bastidores do espetáculo, por Veronica Partinski.

’Officiel de la couture et de la mode de Paris
Periodicidade: mensal
Tamanho: 322 páginas
Distribuição: FC Comercial e Distribuidora S.A.
Gráfica: Oceano
7ª edição: dezembro/ janeiro

Fonte: www.parabrisa.com.br

29 novembro 2012

Claudia Raia: “Viver com poucos prazeres é inconcebível para mim”

 

Claudia Raia em um dia feliz é assim: de repente solta uma gargalhada deliciosamente sonora, do tamanho de suas pernas longas. À primeira vista, Claudia é um espelho de sua rotina espartana; seu corpo forte um reflexo do exercício diário, que ela não abandona jamais.

Mas dentro daqueles contornos musculosos bate um coração mole de supermãe, e nas suas veias corre muito humor. Claudia conversou com o iG no camarim do teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, antes de entrar em cena para encantar a plateia na pele de Sally Bowles, no musical ‘Cabaret’ . Falou da separação, da primeira conversa com o namorado, dos filhos, Enzo , de 15 anos, e Sofia , de 9, e de como se enxerga. "Se eu me visse na rua, pensaria: ‘Que mulher interessante! Grandona, alta e tal’. Tenho um estilo, uma coisa exótica.'" Confira o bate-papo.

iG: Por muito tempo, Bibi Ferreira, Marília Pêra e você eram “as atrizes brasileiras de musical”, as únicas que seguravam a onda de cantar, dançar e atuar no palco. De repente houve um boom de musicais e se viu que o Brasil está cheio de atores completos, cheios de talento. É uma felicidade ver o gênero disseminado ou você gostava de ser a grande estrela?
Claudia Raia: É praticamente a realização dos meus sonhos. Quando eu comecei a fazer musical, eu quase que catava elenco na rua. Perguntava se sabia cantar “parabéns a você” e a pessoa entrava no elenco. Era uma coisa meio mãe, de pessoas que começaram comigo aos 18 anos, eu era madrinha, moldava do meu jeito. Disciplinava eles e dizia: ‘Não me saia da linha porque você é um high act’ (artista superior). Depois os via em outros musicais, crescendo, com papéis melhores, dava vontade de chorar. É uma coisa meio mãe de Miss, ver minhas crianças crescendo e florescendo. Fico toda boba. No formato antigo nós produzíamos e atuávamos, a maioria dos espetáculos fui eu que produzi. Era muito complicado, mas hoje em dia há elenco para 7, 8, 10 musicais ao mesmo tempo em cartaz, com técnicos e músicos de musical, que são outro tipo de músicos.


iG: Então você tem participação nessa nova “cena musical”?
Cláudia Raia: A gente fica feliz por ter conseguido formar essas equipes. E não só eu e Marília, não, tem muita gente responsável. Claudio Botelho, Charles ( Mülller ), Miguel ( Falabella ), Wolf Maia , Jorge Fernando , Jorge Takla , todos foram responsáveis pela formação dessas equipes.


iG: É melhor fazer musical do que uma peça convencional?
Claudia Raia: No musical tudo muda. A coisa de cantar e representar me fascina porque eu adoro. E o próprio musical me dá muito prazer, fazer as três coisas (cantar, dançar e representar) ao mesmo tempo. Mas eu sou apaixonada por grandes personagens e quero fazer grandes espetáculos. Vou atrás de grandes personagens onde eles estiverem, mesmo que tiver de fazer só teatro falado, ou só comédia, ou só drama. Agora, é claro que tenho vontade de fazer outros musicais.

iG: Qual seu nível de rigidez com relação a exercícios e ginástica?
Claudia Raia: É uma coisa da vida inteira dedicada a isso. Não à beleza e ao belo corpo, mas à saúde, à profissão, à disciplina de bailarina. Malho todos os dias, a qualquer hora, mesmo se forem 11 e meia da noite. Chego em casa do Projac, janto com meus filhos, decoro o texto e vou para a esteira. Essa disciplina vem da minha educação, não é uma coisa que aprendi agora para ficar linda e com o bumbum duro e a pernona grossa. Minha mãe era dona de uma academia de dança, eu danço desde os 3 anos de idade. Minha vida inteira fui dedicada à profissão e claro que hoje, prestes a fazer 46 anos, isso dá resultado. Tenho uma vida extremamente regrada, mas não chata.

iG: Como é sua vida?
Claudia Raia: Sou uma pessoa extremamente feliz, alegre, gosto de sair, adoro comer, a-do-ro comer, é um dos grandes prazeres da minha vida, só que eu como direito. E quando tenho que sair e dar uma escorregada, também escorrego. Viver com poucos prazeres é inconcebível para mim, mas tenho uma alimentação extremamente regrada ( Alessandra Nuglio é sua nutricionista há dois anos). Para esse espetáculo, precisava de um shape bem longilíneo, até por conta da época. Como à beça, de três em três horas, e como, como, como mesmo. Não tenho fome e malho muito, e também faço aulas de sapateado e balé.

Sou uma pessoa extremamente feliz, alegre, gosto de sair, adoro comer, a-do-ro comer, é um dos grandes prazeres da minha vida. E quando tenho que sair e dar uma escorregada, também escorrego. Viver com poucos prazeres é inconcebível para mim
iG: Tipo a Madonna, que leva nutricionista e personal durante a turnê?
Claudia Raia : Não tem outro jeito, essa obsessão é em função de um bom resultado artístico. É um compromisso comigo mesma de poder exercer a minha melhor forma dentro da minha profissão. E tem que ter essa infra: tenho meu personal há 15 anos, que é o Tonhão , ele é daqui (SP) e é maravilhoso. Mas a gente faz loucuras, ou eu estou aqui, ou ele vai pro Rio ou me passa a série de exercícios pelo telefone.

iG: Quando está viajando a trabalho, você se hospeda em hotel que não tem academia?
Claudia Raia: Não existe a possibilidade de não malhar, sempre tem academia na cidade em que estou, mesmo que não seja no hotel. O Jarbas ( Homem de Mello ), por exemplo, fez (a peça) “De Pernas pro Ar” comigo - na época em que ele não era meu namorado - e ele é igualzinho a mim, então me acompanhava sempre. Quando não era ele, outros bailarinos faziam comigo, tudo monitorado pelo Tonhão. E sempre tem essa aula de balé que a gente faz antes do espetáculo.


iG: O que você vê quando se olha no espelho?
Claudia Raia: Uma mulher interessante, não exatamente bonita. Eu acho que tenho várias porções que unidas combinam. Se eu me visse na rua, pensaria: ‘Que mulher interessante! Grandona, alta e tal’. Tenho um estilo, uma coisa exótica. Mas principalmente eu veria a minha alegria, acho que é o que eu tenho de melhor. Tenho um chip da alegria, uma disponibilidade para ser feliz. Depois eu descobri que “entusiasmus” em latim significa repleta de Deus. Aí eu entendi porque sou tão entusiasmada. Eu acordo mega entusiasmada, parece que estou indo para a Disney, sabe? Esses dias eu dei uma entrevista e me perguntaram: você dorme? Eu disse não, eu só acordo. Nesse momento que estou fazendo ‘Cabaret’, novela, sendo mãe, eu só acordo.

Sou uma mulher interessante, não exatamente bonita. Eu acho que tenho várias porções que unidas combinam. Se eu me visse na rua, pensaria: ‘Que mulher interessante! Grandona, alta e tal’. Tenho um estilo, uma coisa exótica
iG: O que você diz para você mesma antes de entrar no palco?
Claudia Raia: ‘Vambora’ porque a vida não está ganha! (risos) É verdade, não está mesmo. Costumo dizer muito essa frase. O nível de frustração na TV é enorme, pois se faz tudo correndo. Às vezes não estou concentrada e não surte o efeito que deveria. Ou estou esperando tudo de uma cena e ela não resulta, assim como não estou esperando nada e ela resulta. E quando alguém diz ‘parabéns, que cena legal’, eu digo: ‘Vambora que a vida não está ganha e ainda tem 28 cenas pela frente’.

iG: Como você recebe elogios?
Claudia Raia: Aprendi com a maturidade a celebrar as minhas vitórias, coisa que eu não sabia. Minha mãe é taurina, bailarina, maestrina, uma mulher extremamente disciplinada. Ela nos criou de maneira muito rígida, então tinha pouco tempo para celebrar as minhas vitórias, eu não percebia, não sacava muito os resultados. A maturidade traz essas coisas bacanas.

Tenho um chip da alegria, disponibilidade para ser feliz. Acordo mega entusiasmada, parece que estou indo para a Disney, sabe?
iG: É sexy estar em cena com o namorado?
Claudia Raia: Temos apenas um número juntos e ele não faz par romântico comigo. Mas trabalhar junto é bacana, ainda mais nesse momento em que estou tendo que otimizar o meu tempo. Ter um namorado embutido é tão bom! Além disso, o Jarbas é um encontro profissional muito bacana na minha vida. Fazia muito tempo que queria trabalhar com ele, sempre me falavam dele. Na época de “Pernas pro Ar”, meu diretor musical disse: ‘Você vai amar o Jarbas, ele canta à beça, dança à beça, ele é um monstro. Você tem que conhecê-lo, ele é o profissional com que você vai querer trabalhar a vida inteira’.


iG: Como se conheceram?
Claudia Raia: Ele foi fazer a audição e eu fiquei de boca aberta. Como eu fazia a produção do espetáculo, ele veio falar comigo sobre o contrato e eu disse: ‘Já estou namorando você há um tempão’. Aí ele respondeu: ‘Bom, então vamos casar!’. Falou brincando, isso há 4 anos, eu estava casada. Mas é engraçado lembrar essa história. Primeiro a gente ficou amigo e ele me ajudou muito no processo de separação. Foi meu esteio nesse momento. A nossa relação começou quatro meses depois da estreia de ‘Cabaret’. A gente se dava muito bem antes, mas não tinha nada a ver. Só depois foi colorindo a amizade.

Vi o Jarbas dançando e fiquei de boca aberta. Ele veio falar comigo e eu disse: ‘Já estou namorando você há um tempão’. Ele respondeu: ‘Bom, então vamos casar!’
iG: Do que você tem orgulho quando olha para sua vida? Sua carreira, ter uma casa linda, ser magra?
Claudia Raia: Muita coisa, mas principalmente ter sobrevivido 30 anos nesse meu trabalho. No Brasil, é muito difícil, então isso me dá um orgulho danado. Mas o maior orgulho de uma mulher, com certeza, são os filhos. É imbatível, acho que o maior aplauso de uma mulher é o de mãe. Ver meus filhos tranquilos, educados, no ponto certo, nem a mais nem a menos, equilibrados, não tem nada igual.

iG: O que você acha de a Globo estar de olho no seu filho Enzo?
Claudia Raia: Não sei de onde isso saiu, sinceramente. Com o Pedro , 15 anos, filho da Letícia Spiller , é verdade mesmo, ela me disse. Mas com o Enzo não existe isso, até porque acho bem difícil ele aceitar. Ele quer ser músico, fazer uma faculdade fora do país. É um cara que está em outra, toca cinco instrumentos, muito talentoso, canta superbem. Teve até uma música dele na novela ‘Ti-ti-ti’, ‘Patricinha’, que é uma baladinha pop. Aí começaram a chamá-lo toda hora.

iG: O que você vê na sua filha Sofia que te lembra de você mesma?
Claudia Raia: Tanta coisa! O mais legal na Sofia é que ela tem uma mistura minha e do Edson, mas ao mesmo tempo ela é tão ela! Brinco que ela é uma Claudia Raia 4G. Mas aí a Carolina Dieckmann disse: ‘Não, ela é 10G, um G que ninguém inventou’. Quem conhece ela sabe. É uma menina forte, com muita personalidade e opinião. Sabe o que quer, do que gosta. O melhor da Sofia é ser ela mesma. Tem um pouco de mim, um pouco do pai, do irmão, de todas as referências dela, mas principalmente sabe se colocar com o jeito dela. Esse jeito é muito parecido com o meu quando criança. É tudo máster.

iG: O que você gostaria que eles herdassem de você?
Claudia Raia: Os dois puxaram de mim essa coisa muito séria e disciplinada. O Edson (Celulari) também é um cara trabalhador, muito sério, então os modelos deles são esses. Eles reclamam porque a gente está trabalhando muito, mas também dão muito valor ao nosso trabalho. Quando fui decidir se faria ou não “Salve Jorge”, me reuni com os dois e falei que seria uma loucura, a peça aqui, a novela lá, e perguntei se nós três teríamos maturidade para aguentar essa rotina. Aí eles perguntaram sobre o papel e disseram: ‘Mãe, é maravilhoso, você tem que fazer’.


Eles (os filhos) ficam muito à vontade com a separação, porque sabem que não perderam nem o pai nem a mãe. Apenas o pai e a mãe não são mais namorados. Quando sacaram que não perderam nenhum de nós, eles acalmaram. Não foi nada demais
iG: São bem amadurecidos...
Claudia Raia: Eles são muito humanistas e não se aproveitam de ser filhos de artistas, não dizem que são. O Enzo usa Mota, que é meu primeiro nome, não usa Raia nem Celulari. Mas não é para não ter, é porque ele quer ter identidade, individualidade. Já a Sofia ainda não decidiu se vai usar Raia ou Celulari, ela é engraçada. Ela diz que eu travo a carreira dela, que eu não a deixo trabalhar. Ela tem 9 anos, não deixo mesmo. O que ela tiver que ser, ela vai ser no momento certo. Se ela estiver de férias e quiser fazer um filme ou uma participação, tudo bem, mas por enquanto ela tem a escola e as atividades dela, que são prioridade.

iG: E como eles lidaram com a separação?
Claudia Raia: Eles moram comigo, mas vão para a casa do Edson quando estou aqui. A minha relação com o Edson é muito aberta, e eu não estou procurando um pai para os meus filhos, o deles é maravilhoso. A gente se dá muito bem. Não tem dia para pegar, pega a hora que quiser. Quer almoçar, vai. Eles ficam muito à vontade com isso, porque sabem que não perderam nem o pai nem a mãe. Apenas o pai e a mãe não são mais namorados. Quando eles sacaram que não perderam nenhum de nós, eles acalmaram. Não foi nada demais, houve o processo de luto, depois de entendimento e então de aceitação. Eles lidam muito bem com a namorada do pai, com o Jarbas. Claro que nunca é o ideal, mas é importante não ficar mal porque isso reflete neles. A separação é uma coisa chata, mas já faz dois anos e meio e esse assunto já ficou antigo.


iG: Você tem sido um dos grandes destaques de “Salve Jorge”. Seu núcleo tem sido apontado como responsável por segurar a trama. O que você acha disso?
Claudia Raia: Não tem isso, é muito cedo para fazer qualquer análise, a novela está se instalando e estreou no horário de verão. O núcleo das traficadas é central, e que bom que está dando certo. Quanto a eu segurar a novela, acho que não tem nada a ver. A personagem é uma vilã, a dona da ação. Que mulher é essa que trafica bebês? Mas eu estou adorando fazer a Lívia. É muito diferente de tudo que eu já fiz, é quase que apertar a tecla SAP de mim mesmo. É tudo menos, menos, menos. Para mim é megacustoso, porque sou uma atriz muito física e vigorosa, e ela tem poucos gestos, é pouco de tudo. Não pode aparecer nada, é tudo velado, é uma interpretação quase com a íris do olho só, mais nada!

Para mim é megacustoso fazer a Lívia de ‘Salve Jorge’, porque sou uma atriz muito física e vigorosa. Já ela tem poucos gestos, é pouco de tudo. É tudo menos, menos, menos
iG: O que você ouve nas ruas?
Claudia Raia: Escuto muito: ‘Nossa, estou com ódio de você desde a primeira semana!’ Ou: ‘Que linda, que chique, mas que demônia!’ Já ouvi também: ‘Sua bruxa nude!’ (risos)

iG: Você está escolada para lidar com a imprensa, mas talvez não tenha sido sempre assim. Qual foi o maior absurdo que já falaram sobre você?
Claudia Raia: Que eu tinha AIDS. Foi uma coisa bem chata que aconteceu, na época em que Fernando Collor era presidente. Um Secretário da Saúde foi visitar o Jânio ( Quadros ), que estava internado. Perguntaram o que ele achava da saúde do presidente Collor, que andava muito magro, e ele disse: ‘Eu acho que Claudia Raia é HIV positivo’. Ele quis dizer que eu era amante do Collor e que ele tinha passado AIDS para mim. Fui capa da ‘IstoÉ’ com um exame na mão, foi uma humilhação. Foi muito duro, pois era uma época em que as pessoas não sabiam como se pegava o vírus. Achavam que era transmitido por um beijo no rosto. Então minha família ficou em pânico, eu em pânico. Pensei: ‘Bom, devo ter feito algum exame de sangue em um posto médico da Globo e descobriram que estou doente’. Mas foi uma piada que ele fez. Entrei na Justiça três vezes contra ele e ele ganhou. Enfim, sempre tive uma relação muito saudável com a mídia, que abordou a minha separação de forma bastante respeitosa. Sou uma pessoa querida pela mídia, mas até aqui. Não é minha cara abrir minha casa, nunca fiz isso, não exponho meus filhos. Abro a minha carreira e a minha vida até onde eu posso.

"Cabaret": Em cartaz no Teatro Procópio Ferreira até dia 16 de dezembro
Horários: Sexta, 21h30; sábado, 17h e 21h; domingo, 18h
Endereço: Rua Augusta, 2823 - Jardim América - São Paulo
Tel: (11) 3083-4475 



Fonte: IG

15 novembro 2012

Mercure apoia a nova temporada do musical Cabaret


A rede Mercure, em mais uma iniciativa em favor da arte e da cultura no País, apoia a nova temporada do musical Cabaret, em São Paulo. O contrato de apoio foi assinado pela estrela e produtora do musical, a atriz Claudia Raia, e pelo diretor de operações Mercure na América Latina, Patrick Mendes.

“Qualquer produção artística no Brasil depende de empresas privadas, e esse apoio da rede Mercure é importantíssimo. Do contrário nossa produção seria inviável. É uma grande satisfação contar com esse apoio, mais uma vez", agradeceu a atriz.

Ao longo dos últimos seis anos, a rede Mercure apoiou mais de 200 peças teatrais, musicais e outros eventos culturais em diversas regiões do Brasil, como parte de seu programa de incentivo à cultura. “Apoiar produções artísticas em todo o mundo é uma das importantes diretrizes da rede Mercure, especialmente no Brasil, e estamos muito satisfeitos com mais essa parceria”, comentou Mendes.

“Além de apoiar produções artísticas e culturais, também oferecemos diárias com valor promocional para quem frequenta teatro, shows, cinema e outros eventos aos finais de semana". A Diária Cultural Mercure tem o valor de R$ 179 e é válida em todo o Brasil, aos finais de semana, mediante reserva com antecedência", ressaltou a gerente de Marketing da marca Mercure para a América Latina, Roberta Vernaglia.

Cabaret: É uma adaptação brasileira do clássico musical da Broadway de 1966, escrito por Joe Masteroff, que em 1972 ganhou uma versão para o cinema protagonizada por Liza Minelli. A história se passa na Berlim de 1931, em um cabaré decadente chamado Kit Kat Club. Com mais de 150 figurinos, 21 atores, uma orquestra de 14 músicos, a montagem brasileira tem texto e versões musicais assinadas por Miguel Falabella e direção geral de José Possi Neto, além de Cláudia Raia no papel de Sally Bowles, a prostituta que se apaixona por um escritor.

O espetáculo Cabaret fica em cartaz em São Paulo no Teatro Procópio Ferreira até 16 de dezembro, com seções sextas às 21h30, sábados às 17 horas e às 21 horas e domingos às 18 horas.

Fonte: brasilturis.com.br

07 novembro 2012

Entrevista com Mateus Ribeiro

AH, lulus! 
Hoje é aniversário de uma pessoa muito especial aqui 
pra nós do ACR e também para os fãs de Cabaret! 

Há 19 anos atrás, nascia Mateus Ribeiro de Aquino. Nascido em Florianópolis, mudou-se muito novo para Fortaleza onde já se interessava pelas artes. Com apenas 10 anos, deu inicio a sua carreira, se tornando o incrível bailarino que é hoje! Em 2008, mudou-se novamente, dessa vez para Brasília onde enfim direcionou seus estudos para o teatro musical na ETMB (Escola de Teatro Musical de Brasilia), na qual participou de diversas montagens acadêmicas!
Hoje, Mateus integra a grandiosa equipe do musical Cabaret, fazendo parte do elenco como Gunther, um dos Kit Kat Boys!

Mais sobre a vida do ator/bailarino/cantor 
você confere nessa entrevista exclusiva que ele nos concedeu!

Querido, nós do ACR desejamos a você tudo de bom e de melhor nessa vida! Que você continue crescendo e se tornando uma pessoa cada dia mais maravilhosa. MERDA! 

Senhoras e Senhores, Mesdames et Messieurs,
Ladies and Gentlemen! Com vocês... Mateus Ribeiro!!

Nome Completo: Mateus Ribeiro de Aquino

Fale um pouco sobre sua carreira:
 Nasci em Florianópolis e muito novo me mudei pra Fortaleza. Sempre me interessei pelas artes, mas iniciei minha carreira como ator aos 10 anos de idade, atuando em teatro e trabalhando em campanhas publicitárias. Em 2008, me mudei pra Brasilia e lá direcionei os meus estudos ao teatro musical na ETMB (Escola de Teatro Musical de Brasilia), na qual participei de diversas montagens acadêmicas. Foram durantes esses anos em Brasilia que comecei a ter contato com o mundo dos musicais e percebi o quanto vinha crescendo no Brasil e que eu tinha uma grande identificação. Passei a me dedicar e a fazer aulas de dança todos os dias da semana. Fiz um bom tempo de Sapateado e Hip Hop, depois passei pro Ballet e Jazz. Mas durante esses anos a modalidade de dança que me dediquei mais foi o Street Jazz, com Fernanda Fiuza. Fui seu monitor e com 16 anos passei a dar aulas para turmas iniciantes e intermediarias. Passei a estudar canto com Danilo Timm e fui integrante do grupo de cantores performáticos Dinner Show durante 3 anos. Participei de diversos WorkShops de dança e canto com grandes nomes do cenário artístico nacional e internacional. Procurando sempre me aperfeiçoar e aprender coisas novas. Acredito que o artista tem que estar sempre em busca de novos aprendizados e novos desafios a fim de ser o mais completo possível. Em 2011, me mudei pra São Paulo pra integrar o elenco do ''Cabaret'' sendo o integrante mais novo, com 17 anos.

Qual foi seu primeiro trabalho profissional? O meu primeiro trabalho profissional em Teatro Musical está sendo o Cabaret . Em Brasilia, dei aulas de dança em academias, e integrei duas empresas de animação de festa, uma cantando e a outra como ator e bailarino performático. Dos 10 aos 14 fiz campanhas publicitárias.

Tem algum papel, que é seu sonho fazer? De musical, tem alguns papeis que eu gostaria de fazer, mas eu não sou muito de ter os meus preferidos! Um que eu amo, mas que não posso mais fazer por causa de perfil é o Billy Elliot. Outros personagens que eu gosto muito são o Sweeney Todd, Bert (Mary Poppins), Tarzan, Boq (Wicked), Jack (Into The Woods).. Eu acho que pra cada musical eu tenho o personagem que me ''atrai'' mais. Eu tenho um gosto bem eclético, gosto desde musicais bem antigos a musicais mais modernos, desde musicais mais ''sombrios'' como Sweeney Todd, 7- O musical.. a musicais ''bem felizes'' como HairSpray , Mary Poppins.., etc. Adoro o Cabaret por misturar dramáticas mais pesadas, como partes muito engraçadas.. eu acho que tudo isso se deve ao próprio humor e vida da personagem da Claudia, Sally Bowles.

Dança pra você é...? É uma coisa muito difícil de explicar.. posso tentar de várias formas, mas acho que nunca vou conseguir falar exatamente o que ela representa pra mim. Dança não é para ser explicada ou definida. Ela vai além das palavras.. A dança pra mim é como se fosse um meio de comunicação, por que afinal de contas o corpo fala.. só que ela fala com o coração, ela passa aquilo que você está sentindo para outra pessoa, você compartilha aquele seu momento de vida com quem também está dançando e com quem assiste. Ela não fala aquilo que você quer dizer, e sim aquilo que você ta sentindo e aquilo que a outra pessoa está aberta a receber. Quando danço.. eu esqueço da vida, esqueço que existem problemas e esqueço que existe um mundo lá fora.. nesses minutos eu sinto apenas o prazer de viver!

Se não fosse bailarino, cantor e ator seria...? Não seria! Rsrs. Não sei.. já me perguntei isso. Quando eu era bem novo eu queria ser mágico, fui crescendo e pensei em Arquitetura, por que amava desenhar, ai também já pensei em direito ou algo mais ligado a investigação, como perito criminal! Também já pensei que se eu não fosse artista eu iria trabalhar com algo em que eu pudesse conhecer o mundo, ajudar as pessoas, conhecer outros lugares, outras culturas.. mas tudo isso é muito vago. Graças a Deus não tive essa trabalheira de escolher o que eu queria ser, a arte esteve presente na minha vida desde criança! Aos 10 anos quando comecei a ter aulas de teatro percebi que era o lugar que eu amava estar e passei a focar minha vida e meus interesses em tudo que tivesse a ver com o arte, por isso fiz cursos de circo, pano, malabares, danças, etc, pois pra mim um artista tem que tentar sempre ser o mais completo possivel. Minha mãe diz que a arte me escolheu e quando eu tive consciência disso passei a me dedicar e a ter foco no meu futuro. Hoje sei que não quero fazer outra coisa que não seja relacionada a arte, pois é isso que amo fazer.

Já tem algum projeto mais pra frente? Não, nada fechado. Quero me manter no teatro musical, continuar estudando canto, teatro, dança e ter contato com TV e circo que são duas coisas das quais me interesso. Buscando novos desafios.

 'Newsies - Brasilia 2011'
Um momento marcante na sua carreira? Tiveram alguns que me marcaram muito, mas os mais recentes são todos (obviamente) ligados ao Cabaret.. Como exemplo, o dia que eu estava no metrô e recebi a ligação da minha mãe me contando que eu tinha passado no Cabaret. Ou quando a Claudia me falou que iria fazer de mim o maior ator de teatro musical do brasil. Ou mesmo quando pessoas que eu admiro muito no ramo artístico, veem me cumprimentar e parabenizar pelo meu trabalho. Isso tudo são momentos que me marcaram e marcam muito. São emoções que levarei para a vida inteira.

Ator favorito? Amo os trabalhos do Johnny Depp.

Atriz favorita? Meryl Streep

Uma mania? Tenho mania de ficar mexendo o copo enquanto bebo, independe do que seja. Sempre acabo com o gás do refrigerante. Rs.

Um sonho? Ser reconhecido pelo meu trabalho. Ter uma carreira bonita, bem estruturada e reconhecida tanto pela classe artística como pelo publico.

Um ídolo, um exemplo de vida? Como exemplo de vida vou citar minha mãe, pois ela superou grandes barreiras na vida e sempre fez de tudo para eu alcançar meus objetivos, sempre me incentivando. E como ídolo, apesar deu não ter muitos, vou citar a própria Claudia Raia. Não por que quero puxar saco ou algo parecido, Rs, mas sim por que ela realmente é um exemplo a ser seguido. Além de ser uma artista extraordinária, é uma pessoa maravilhosa. Antes de se preocupar com o material, se preocupa com o humano. Ela é muito guerreira. Ela faz o espetáculo custe o que custar. Os colegas do elenco até chegou a brincar, pois um dia que ela estava doente, gripada, e alguém questionou: '', será que vai cancelar?'' e outra pessoa, respondeu ''é óbvio que não. Ela fez o espetáculo com o dedo quebrado, você acha que ela vai cancelar por que esta gripada?'', Rs, e assim foi, lá estava ela aquecendo, alongando, fazendo tudo pro espetáculo não parar, super doente, mas quando ela entrou em cena, o publicou sequer percebeu qualquer fragilidade. E isso por que é a Claudia Raia. Pode ser um simples fato, mas isso me fez parar muito tempo pra pensar, e isso foi muito importante pra mim. Ela esta no teatro por que ela ama. Não por que quer ganhar dinheiro, ou quer ser rica, ou quer ser famosa, ou quer sair na capa de uma revista, isso tudo veio como consequencia de toda dedicação dela. Ela ta lá por que ela ama o que faz, ela ama a nossa profissão, ela ama a arte! Por isso eu a considero um exemplo de artista de verdade! 

 Montagem de A Familia Addams
Hairspray
Em Cabaret, você é o caçula. Em algum momento isso te deixou intimidado? Acho que não, isso me deixou muito feliz. Primeiro por ser algo que eu não estava esperando, tudo aconteceu muito rápido e segundo por entrar em um elenco incrível de profissionais que eu já admirava. Eu vi isso como uma grande oportunidade de mostrar o meu trabalho, dar um grande passo na minha carreira profissional e mais que tudo, de aprender.

Quando você conheceu Claudia Raia? A primeira vez que eu vi a Claudia ao vivo foi em 2009 no musical ''De pernas pro Ar'', que fez uma turnê pelo Brasil e passou por Brasilia. Mas nessa data não tive contato com ela, só a vi da platéia. A primeira vez que cheguei a conhecê-la e falar, foi durante as audições do Cabaret.

Ficou intimidado, ou logo de cara, ela já passou uma tranqüilidade? Ela desde o começo das audições tentou nos deixar calmos. Mas não vou falar que ela conseguiu, por que ficar calmo em uma audição é praticamente impossível. Rs. Mas ela reduziu muito o nervosismo de quem estava audicionando. Ela tem uma personalidade muito forte e sempre bem humorada, isso passa uma segurança e faz com que todos fiquem menos intimidados.

Uma historia engraçada dos bastidores? Essas histórias eu vou deixar nos bastidores mesmo! haha.. 

Claudia Raia e Mateus Ribeiro

Claudia Raia é... Uma guerreira, uma estudiosa das artes, uma artista incrível, uma mãe coruja, uma diva (no bom sentido, claro! Rs), uma mulher linda, um ser humano com o coração gigante, um exemplo de determinação e uma madrinha que ganhei de presente.

Entrevista realizada por Fã Site Atriz Claudia Raia
Fotos enviadas por Mateus Ribeiro 
+ foto do Correio Braziliense
Confira Aki a Entrevista com o Guilherme Magon

27 setembro 2012

Liza Minelli e Claudia Raia no Mais Você



Liza Minelli usa cílios postiços para encontrar a fã e atriz Claudia Raia


No teatro, Claudia Raia está interpretando Sally, personagem eternizada por Liza Minelli no filme “Cabaret”, obra que lhe premiou com o Oscar de melhor atriz em 1966. Fã declarada da norte-americana, Claudia recebeu um belo presente quando Minelli fez questão de encontrá-la em sua passagem pelo Brasil. “Nossa, mas sou tiete em um grau, gente! Vocês têm ideia do que será encontrar a Liza na minha frente? Este encontro me toca profundamente o coração”, se emocionou a brasileira.

“Eu sempre fui bailarina e ela sempre foi uma referência para mim. Hoje, me emociona mais ainda por eu estar em cartaz com um personagem que foi dela, é dela e será sempre, ela é a única Sally Bowles”, elogiou Raia. Liza ensaiou pronunciar o nome da atriz e disse que colocou cílios postiços especialmente para este encontro.

“Vocês ouviram isso? O Brasil é o lugar preferido dela no mundo!”, comemorou Claudia Raia. “Eu adoro samba, carnaval e os músicos brasileiros. Principalmente, Leny Andrade e Edu Lobo”, destacou Minelli. Ao final da conversa, as duas deram uma palhinha da principal música do filme.


Fonte: Mais Você 


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