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"O ser humano é capaz de tudo, até de querer coisas nocivas e negativas para si mesmo."

- Claudia Raia

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27 abril 2012

Claudia Raia retoma carreira no cinema: "voltei a ter futuro"

Em quase 27 anos como atriz, Claudia Raia é do tipo de artista consolidado que cabe, naturalmente, a pergunta: o que falta mais para a sua carreira? Afinal, o currículo é extenso na TV, com diversas interpretações com os mais diversos autores e diretores de novela, e seu espetáculo Cabaret, no teatro, é um sucesso de público, no Rio de Janeiro, com extensa temporada já programada para São Paulo. Qual o estímulo a mais que falta, então? O cinema.
"Eu fiz quatro filmes importantes, que foi o Kuarup,Boca de Ouro, do Nelson Rodrigues, Matou a Família e Foi ao Cinema e fiz uma participação num filme da Xuxa porque eu queria fazer de qualquer forma a madrasta da Branca de Neve", conta a atriz, que também fez uma participação em Os Normais, em 2009.
O baixo número de participações nas telonas trouxe o desafio de retomar um aprendizado. "Eu tenho uma intimidade enorme com a câmera. Eu gosto muito dela, e ela, pelo visto, gosta muito de mim. Vou fazer 27 anos de carreira na TV, afinal. Agora, me falta conquistar a câmera do cinema. É outro veículo, é outra coisa completamente diferente", confessa. Por isso, quando veio o convite do diretor Marcos Jorge para interpretar Carol, a dona de um cabaré em As Fantásticas Aventuras de um Marinheiro, ela não pensou duas vezes. "Tem sido muito emocionante", revela.
O longa-metragem, baseado no romance Os Velhos Marinheiros, de Jorge Amado, cujo centenário é comemorado este ano, tem ainda no elenco o ator português Joaquim de Almeida como protagonista, na pele do capitão Vasco Moscoso Aragão, além de José Wilker, Patrícia Pillar, e Tainá Müller. A história se passa num vilarejo indefinido, por onde o recém-chegado marinheiro causa alvoroço com suas histórias ao redor do mundo, não necessariamente verdadeiras. As gravações se encerram na primeira semana de maio e o lançamento está previsto para o final do ano, ainda sem uma data oficial.
"Eu acho que eu sei muito pouco de cinema, que eu ainda tenho que aprender muito", reforça Claudia, que para se aprimorar ainda mais, já tem outro projeto dentro da sétima arte previsto para o ano que vem: vai interpretar uma protagonista do novo trabalho do diretor José Eduardo Belmonte. "É um roteiro pensado em mim, que vai demandar longas viagens pelo Brasil inteiro. Ou seja, após tanto tempo, volto a ter futuro no cinema", comemora.
Nesta entrevista exclusiva ao Terra, Claudia Raia fala ainda sobre o sucesso do seu musical Cabaret, cujo ambiente é um prostíbulo da Berlim dos anos 30, e fala ainda sobre a sua rotina: confessa que não consegue ver muito os seus filhos, que em muitos casos "são apenas 10 minutos comendo um pão de queijo" e aborda também a sua vida pessoal.
Comprometida com o ator Jarbas Homem de Mello, ela se diz incomodada com as seguidas investidas dos fotógrafos em seus momentos de lazer, por mais que afirme que nada do que vem sendo veiculado é mentira. "Sim, eu estou namorando, mas acho que as pessoas se interessam demais por esse assunto. Mas eu sei que se eu não quisesse esse tipo de assédio, eu teria que ser caixa de banco", relata.
Confira abaixo a entrevista exclusiva do Terra com a atriz:
Terra: Como está sendo este retorno ao cinema?
Claudia Raia - Emocionante. Eu estava ontem falando isso ontem para o Marcos (Jorge, diretor): 'muito obrigada!'. Primeiramente, porque é um veículo que eu fiz muito pouco na minha vida. Não sei porquê. Eu acho que tem uma coisa de ficar pensando: ela não faria cinema, não por esse cachê, quando que não é nada verdade isso. Eu fiz quatro filmes importantes, que foi o KuarupBoca de Ouro, do Nelson Rodrigues, Matou a Família e Foi ao Cinema e fiz uma participação num filme da Xuxa porque eu queria fazer de qualquer forma a madrasta da Branca de Neve. E fiz Os Normais também, quase esqueci. É engraçado porque o cinema foi se afastando de mim, e eu do cinema. Essa coisa de fazer um musical, uma novela, um filho, depois outro musical, uma novela, mais um filho (risos). Acabou que eu emendava uma coisa na outra e não tinha espaço para o cinema. E eu fiquei muito feliz com esse convite do Marcos, já que eu também tinha me encontrado com o (diretor José Eduardo) Belmonte, que fez um roteiro só para mim de um trabalho que combinamos para o ano que vem, pois eu serei a protagonista e quero fazer direitinho, é um projeto que vai demandar longas viagens pelo Brasil inteiro. Ou seja, após tanto tempo, volto a ter futuro no cinema.
Terra - Foi difícil este retorno ou não tem tanto mistério?
Claudia - Tem mistério sim, opa, como tem. É outro veículo, é outra coisa completamente diferente. Eu acho que eu sei muito pouco de cinema, que eu ainda tenho que aprender muito.
Terra - O que você acha que tem que aprender ainda?
Claudia - Tudo. A linguagem, as lentes, o tom, o tamanho da tela te dá um limite mesmo de interpretação. Então estou muito atenta ao Marcos que é um diretor muito delicado. É diretor de ator, detalhista. E eu adoro ser dirigida, quando o diretor tem o domínio sobre a minha pessoa. 'Claudia, não faz tanto isso, olha para cá agora, fica de lado'. Eu tenho uma intimidade enorme com a câmera. Eu gosto muito dela, e ela, pelo visto, gosta muito de mim. Vou fazer 27 anos de carreira na TV, afinal. Agora, me falta conquistar a câmera do cinema.
Terra - Como foi reencontrar a Patrícia Pillar, após a marcante dupla que vocês fizeram em A Favorita
Claudia - Foi um reencontro de bastidores, porque nós, infelizmente, não contracenamos. Mas foi maravilhoso. É sempre muito gostoso rever a Patrícia. A gente fez uma dupla tão divisor de águas da nossa carreira, um trabalho tão bonito. Eu sou fã dela, ótima colega. E é um filme bem masculino, né. Ficamos na verdade nós, três mulheres (as duas, junto com Tainá Müller), com uma participação bem pontual.
Terra - Fala um pouco da sua personagem.
Claudia - A Carol é a dona do bordel, desta pensão. Não é mais prostituta, ela sai com os homens que ela quer, mas ela tem o domínio daquele coronelismo todo. Ela está mais do que acostumada, é ela quem comanda tudo. Ela é meio '171', né, já que ela sabe do rapto, do assalto que vão acontecer na trama. O que é gostoso nesse filme é que fala sobre hipocrisia. Cada conto aumenta um ponto. E isso é tão atual.
Terra - O livro como um todo, mesmo sendo dos anos 60, é bastante contemporâneo, não?
Claudia - Totalmente. Porque fala de uma característica do ser humano que não muda, você não tem domínio sobre o imaginário das pessoas, elas podem falar o que elas quiserem. É a pessoa que não acredita na própria verdade, ela conta aquilo como se fosse fidedigno. E não é. Mas é muito louco, porque o público vai saber que não é, mas justamente a intenção do Marcos, que uma determinada situação seja crível, e aí o telespectador que se decida, ele que vai saber o que é o quê. É muito legal, você faz ele trabalhar, acho gostoso isso no cinema, quando você não dá tudo de bandeja. O telespectador acaba trabalhando junto com você. O livro tem totalmente esta linguagem, e o cima trabalhando com imagem, fica algo bem diferenciado.
Terra - Voltando para a TV: quer dizer que você vai trabalhar pela primeira vez com a Glória Perez?
Claudia - Vai ser a primeira vez, sim, em cena. Eu vou fazer uma vilã na próxima novela das nove. É um personagem excepcional.
Terra - Você gosta de ser vilã? Conte mais.
Claudia- Gosto! Eu acho que a vilã é a dona da ação, então elas são mais interessantes. Essa personagem é uma traficante de mulheres e de órgãos, ela é a cabeça do tráfico entre Brasil e Istambul (a próxima novela de Glória Perez terá a Turquia como cenário). É uma mulher chiquérrima, e riquíssima. É da alta sociedade carioca, que se disfarça atrás de grandes eventos e produções, coisas que ela estaria à frente, mas no fundo é o tráfico. É uma personagem muito rica, ela usa o convencimento, o chegar nas pessoas, e leva-las da maneira mais pura e verdadeira para uma cilada, para uma escravidão. Estou estudando muito, porque ela é bem barra pesada mesmo.

Você está em cartaz com o Cabaret, vai ter uma temporada em São Paulo logo mais, está fazendo um filme, e se preparando para encarar uma novela. Como é que você dá conta de tanta coisa?
Claudia - Não sei (risos). Não faz pergunta difícil!
Terra - É para as pessoas entenderem um pouco mais da sua rotina.
Claudia - Eu não tenho rotina.
Terra - Que horas você acorda?
Claudia - Eu não acordo, eu só durmo (risos). Na verdade eu não sei te explicar isso tudo, é tudo muito louco.
Terra - Você vê os seus filhos?
Claudia - Isso sim! Mas eu me viro em 25 para conseguir, entendeu? Um horário aqui, uns dez minutos ali comendo um pão de queijo, dando um beijo neles na aula de musica, essas coisas. Eles sabem que têm uma mãe que trabalha muito. Reclamam um pouco, mas entendem. Por exemplo: eu ia fazer a Guerra dos Sexos, do Silvio de Abreu. Eu estava escalado há três anos para fazer essa novela. De repente eu não fiz mais a novela, porque o Cabaret foi um sucesso estrondoso, então tive que abrir mão da novela. Aí eu fui escalada paraGabriela, a minissérie, no dia seguinte que eu desisti. Alguém descobriu, enfim. Fiquei tranquila, porque eu estava com o teatro aqui, dava para fazer. Tudo bem. Aí, quando eu achava que estava tudo certo, aí surge a Glória Perez com esse papel, dizendo que tinha que ser eu, não tinha outra pessoa
Terra - Aí você enlouqueceu de vez.
Claudia - Totalmente! Eu falava: 'não posso, estou fazendo teatro até fevereiro do ano que vem'. Aí ela disse: 'eu me adapto aos seus horários, é você, tem que ser você, não tem outra pessoa'. Bom, aí eu chamei meus filhos, tudo isso para falar deles, voltando à sua pergunta. Falei: 'estou sendo chamada para fazer tal novela, tal personagem, vai ser difícil, vou ter que fazer uma temporada em São Paulo, com novela aqui, a vida da gente vai ficar uma loucura. Eles olharam um para o outro e falaram: 'vai lá, mãe, faz que esse personagem é incrível'.
Terra - Você passa o roteiro para eles lerem, fala de como serão seus personagens, então?
Claudia - Claro. Conto tudo. E eles entenderam que não é toda hora que aparece uma personagem dessas. Aí eles disseram que vão onde eu estiver, na medida do possível. Eles têm que ir atrás de mim, fazer o quê. Ela (Sofia) tem nove anos, ele (Enzo) tem 15. É difícil, mas tem o Édson (Celulari), que é um paizão, super companheiro, então dá para dividir bem.
Terra - Você está no teatro, no cinema, e logo mais numa novela. Te incomoda o assédio da imprensa sobre a sua vida pessoal, já que profissionalmente existe tanto assunto a ser abordado?
Claudia - É chato. Bom, pelo menos é verdade tudo o que estão falando. O ruim é quando não é verdade. Aí é chato demais.
Terra - Ninguém está inventando nada sobre as últimas notícias, então?
Claudia - Não, de forma alguma, eu estou namorando (o ator Jarbas Homem de Mello), agora as pessoas se interessam demais por esse assunto, é o que me deixa mais chateada. Mas, também se eu não quisesse esse tipo de assédio, eu teria que ser caixa de banco. Não artista. Então é assim no mundo inteiro. Agora, as pessoas ficarem seguindo a gente, tem duas maneiras de você reagir: ou você sofre, e fica p... da vida, ou você se diverte com isso. Eu prefiro a segunda opção. Porque é inevitável, eles (fotógrafos) vão estar atrás, é novidade, eu fiquei muito tempo casada, e eu estou muito exposta, ele está no teatro comigo, então fica difícil você fazer alguma coisa mais privé. Ele está do meu lado, a gente chega para trabalhar juntos, vai embora juntos, a gente sai juntos, não tem outro jeito.
Terra - Seus filhos estão reagindo numa boa a estas notícias sobre o seu novo relacionamento?
Claudia - Eles não leem isso. E antes de que eles vejam, eu já falei. Entendeu? E eles não são "ratinhos" de internet, que ficam fuçando notícias atrás de notícia, sabe? Aí quando sai alguma coisa chata numa revista e tal, eu mesmo mostro: 'olha só o que saiu' e tal. É chato, cara. E aí minha filha, que tem nove anos, manda: 'que desnecessário, hein, mãe!' (risos). Aí eu digo: 'pois é, filha'. Na verdade, eles sabem lidar muito bem com isso. O Enzo, no dia da minha estreia, pensou que o Cabaret é um espetáculo fortíssimo, de cenas fortes, e tal. Aí eu fui ver na imprensa, que perguntaram para ele...
Mas ele não te contou?
Claudia - Não! (risos). Fui ver depois que tinham abordado ele. Perguntaram para ele: 'como é que você reage às cenas calientes da sua mãe?'. Aí ele virou seríssimo e disse: 'é o trabalho da minha mãe e eu tenho muito orgulho dela'. Toma essa (risos). Ele é muito centrado. Mas aí perguntaram mais: 'e o namoro da sua mãe, te incomoda?'. Aí ele manda: 'todo mundo tem o direito de namorar, se ela estiver bem, eu estou feliz'. E ele tem só 15 anos.
Terra - Esta atitude dele reflete o fato de você e o Edson serem duas pessoas até certo ponto serenas, que transmitem tranquilidade?
Claudia - Totalmente. O Édson é um companheiraço, super atento, maravilhoso, e tudo a gente conversa. Zero de problema, Graças a Deus.

Fonte: Terra 

Colaboração: Mari Braganholo
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